Amaciando ego

Delegada Margarida Borges ia entrando numa feira, quando desconhecido abordou: É verdade que você rompeu com o Lúcio Brasileiro? E a resposta dela foi: Com o gênio não se briga, com o gênio a gente aprende.

Acalentando ego

Do principal fundador da Faculdade de Medicina, Dr. Jurandir Picanço, ouvi, em sua própria casa da Santos Dumont: Você é o árbitro do bom tom entre nós.

Acalentando ego

A minha amiga maior, Lurdes Gentil, aristocrata da cana-de-açúcar pernambucana e descendente do Barão de Suassuna, além do mais, sendo de berço uma Carneiro da Cunha, um dos mais puros clãs maurícios, disse-me certa vez no Castelo de Bolso: Você é que é feliz, até mesmo porque todo mundo gosta de você.

Amaciando ego

No início dos anos 60, eu estreara, há pouco, em O POVO. Encontrei, em frente ao São Luiz, dona Creusa do Carmo Rocha, que era dona do jornal, e ela, alegremente, passou-me: O Paulo está adorando tua coluna. Tratava-se, como se sabe, do genro dela, o Sarasate, que era quem apitava. Quer dizer, meu emprego, então, ia muito bem.

Amaciando ego

Amaciando ego O advogado militante Itamar Espíndola garantiu numa roda de colegas: O Lúcio Brasileiro não é apenas inteligente, inteligentes somos nós, ele tem talento, ele cria.

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Eu estava com o Zé Macêdo em casamento da altíssima roda em São Paulo, quando se aproximou o Tavares de Miranda, o Papa do Colunismo Social Paulista, a quem meu amigo José foi logo estabelecendo: "O Lúcio é o Ibrahim Sued do Ceará, só que alfabetizado". O Tavares parece que não gostou, certamente desejando que o José Macêdo tivesse dito: "O Lúcio Brasileiro é o Tavares de Miranda do Ceará". Aliás, o pernambucano que dominou sociedade paulistana por décadas era também muito bem dotado intelectualmente e tinha sido poeta em seu torrão natal.

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Hilário Macêdo disse, certa vez, para a filha Tilinha, referindo-se ao Degas Aqui: "Esse Lúcio é um animador de roda". Hilário, que era um excelente papo descritivo, pois lia bastante, trouxe sua mulher do Acre, Sílvia Batista, que foi logo adotada pela sociedade cearense. Ele teria hoje mais de 100, pois nascido em 1913.

Multifaciário

Se não fosse jornalista, julgo que teria também ótimo desempenho nas especificações seguintes: gerente de hotel, guia turístico, professor de Português ou Francês, relações públicas em empresa de Primeiro Mundo.

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Ainda bem de saúde, o Lustosa da Costa estabeleceu o seguinte para o nosso comum amigo Antenor Barros Leal: Ainda bem que no Ceará ainda restou o Lúcio Brasileiro, pra gente ter com quem conversar.