Jamais te esquecerei

Quando exercia o cargo de relações-públicas de J. Macêdo, sob a chefia do inesquecível Américo Barreira, formei o time da empresa e jogávamos nos subúrbios, eu quase sempre de beque central, mas, às vezes, goleiro. Fizemos até uma excursão ao Aracati. Tínhamos, pelo menos, um grande craque, o Azevedo, que descia para ajudar a defesa.

Jamais te esquecerei

Cassino do Ideal, onde passei socado por muitos anos. Frequentei em sua fase de ouro, sob a direção do Aprígio Fernandes, que nasceu pra ser dono de cassino. Elegante até quando penduravam ou emitiam cheque sem fundo. Foi um grande tempo verd

Jamais te esquecerei

Não sairá da minha memória nem da retina o pife-pafe sextaferino da Lurdes Gentil, cuja minha admissão na roda, a mais selecionada já formada no Ceará, foi um gesto altamente temerário da minha amiga, pois eu não tinha nem idade nem dinheiro, todavia Deus me ajudou, e não fiquei devendo.

Jamais te esquecerei

A suíte 800 do Hotel Glória do Rio, que o proprietário, Eduardo Tapajós, sempre me reservava, e onde eu recebi, inclusive, coronel Hélio Lemos, que teria sido o líder militar da Revolução de 64 aqui no Ceará. Comprado pelo aventureiro Eike Batista, que faliu, faz tempão está desativado e não se sabe o que será dele.

Jamais te esquecerei

A roda de pife-pafe mais seleta da cidade, da qual fui protagonista. Trata-se, no caso, da que formava minha querida amiga Lurdes Gentil, no Beco da Alegria da Rua Tabajaras, onde hoje parece funcionar uma instituição da Engenharia. Acontecia às sextas-feiras e não servia jantar, apenas coxinhas de galinha. Frequentar aquela turma foi uma glória para mim, em termos verdes, naturalmente.

Jamais te esquecerei

Os papos de sábado, no almoço do Ideal, comandados, na pérgula da piscina, pelo próprio presidente Aurélio Mota, que era um conversador de grandes recursos. Só sua risada valia milhões, e ela foi o principal fator que levou Aurélio a ser o único que ultrapassou os noventanos.