Aos pés do altar

Tem um presente que ninguém deve dar em casamento, nem se for padrinho. Trata-se do quarto do casal, cama, guarda-roupa, cômoda, criado-mudo, pois é uma exclusividade do noivo.

Aos pés do altar

Noivo não precisa usar relógio, pois sabe perfeitamente a hora em que se vai amarrar... provavelmente, para sempre. A não ser que seja de algibeira, uma joia de família.

Aos pés

Num casamento, os padrinhos devem se encarregar dos presentes pesados, tais móveis, geladeira, televisão.

Aos pés do altar

A despedida de solteiro caiu em desuso quando virou farra com mulher no meio, antes era só álcool, que se prolongava até o amanhecer. Com o mulherio geralmente pago participando, as noivas começaram a dar o contra, e o Clube do Bolinha acabou.

Aos pés do altar

As palavras mais aprazadas para serem pronunciadas pelos convidados na fila de um casamento são “felicidade”, para os noivos, e “parabéns”, aos seus pais.

Aos pés

É muito importante que os pais dos noivos promovam uma recepção sem sair de seu orçamento, pois dispender além das posses constrangerá os convidados e, além do mais, é bastante desagradável credores à porta na hora da ressaca, no dia seguinte.

Aos pés do altar

De nenhuma maneira, o envelope do convite de casamento pode trazer, nem que seja escrito a mão, o endereço do recebedor. Naqueles da própria cidade onde vai acontecer a cerimônia, o motorista entregador, que pode muito bem ser um motoqueiro, coloca os endereços num caderno à parte. Se enviado pelo Correio pra outra cidade, um envelope cobrirá o do convite, e aí então será posto o endereço.

Aos pés

No envelope de convite de casamento, constará unicamente “Senhor e Senhora”. O “Excelentíssima Família”, faz muito tempo, não é mais utilizado, sugerindo que o casal convidado não tem o direito de levar outros parentes, nem os filhos.

Aos pés

Faz tempão, deixou de valer o “Exma. Família” nos convites de casamento, tendo muito contribuído para isso a questão de espaço, na igreja e na recepção, e obviamente também de bolso.

Lei da compensação

Pobre não precisa julgar que o namorado da filha está pretendendo tirar uma casquinha em seu dinheiro, em suma, dar o golpe do baú.