Apanhado político

Existiram três Walter Sá na política cearense, pela ordem de entrada em cena, Walter de Sá Cavalcante, Walter Bezerra de Sá e Walter Cavalcante Sá. Os dois primeiros partiram quando deputados federais, e o terceiro, com quem trabalhei na super Secretaria de Serviços Urbanos, que abrangia limpeza, iluminação e até a Banda Municipal, foi vereador e deputado estadual.

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O empresário de tecidos Juarez Gomes realizava uma das mais dinâmicas administrações que Iguatu já teve. Nesse período, estive na capital do Centro-Sul para atestar pessoalmente. Acontece que para atingir o governador Virgílio Távora, que o apoiava, Waldemar Alcântara e Vicente Augusto armaram uma jogada envolvendo o Tribunal de Contas. Ainda cheguei a procurar o general Dilermando, para relatar o absurdo que estavam cometendo, porém o Comandante da Região ressaltou que não era assunto seu. Juarez teve de sair e nunca mais quis saber de política.

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Em termos parlamentares, o Ceará deu dois revolucionários de 1964, Fernandes Távora, pai de VT, que em final de mandato, no Senado, atacou o governo de Goulart, que cairia mais de um ano depois, e Armando Falcão, que participou ativamente das articulações, sendo um dos informantes do general Castello Branco.

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Leonel Brizola, em quem, a pedido do meu particular amigo Moysés Pimentel, votei para Presidente da República, e a meu ver teria ido bem, naquela eleição que, no segundo turno, deu Collor contra Lula, teve 300 mil votos para deputado no Rio de Janeiro, sendo ele, como se sabe, gaúcho. Aconteceu em 1962, portanto, há mais de 50 anos.

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Em sua primeira eleição, para Governador, em 86, os avaliadores de Tasso, colocados em casa esquinante da Santos Dumont com Nunes Valente, que pertencera à família Machado, davam derrota em Juazeiro, terra do concorrente Adauto Bezerra, por 30 mil votos ou até um pouco mais. Essa diferença foi diminuindo, diminuindo, diminuindo, e Jereissati acabou ganhando por 48 sufrágios, o que foi considerado uma de suas maiores vitórias.

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Carlos Lacerda, quando alguém especulou que ele não estava “por dentro” da Revolução de 64: É verdade, havia coisas que não me contavam e havia coisas que eu não queria saber.

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Bastante empacado pela Revolução de 64, na qual não acreditou, até mesmo porque era amigo pessoal do presidente João Goulart, Virgílio Távora tirava de letra e, permanecendo altaneiro, utilizava a seguinte frase: Humildade perante os fatos.

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Dona Olga Barroso rompeu com Virgílio Távora logo no dia da posse, sendo motivo é que o novo Governador pôs o engenheiro José Lins como secretário e creditou à cota de Parsifal, quando a ligação era muito tênue, pois se tratava do cunhado Francisco José Studart, que havia se tornado genro do Governador que estava saindo e o fiador da União Pelo Ceará, que levou VT ao Palácio da Luz, em 1962. Dona Olga não compareceu ao banquete, e como era ela quem tinha o mapa das autoridades, fui chamado às pressas, e ainda consegui, no final de tarde, fazer o meu melhor. Parsifal foi ao Náutico sozinho.

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Ambos com oito mandatos, Paes de Andrade e Furtado Leite se igualam como os cearenses mais vezes deputado federal. O desempate vai depender do critério adotado, Paes, a princípio, ganha, porque foi Presidente da Câmara, enquanto Furtado chegou apenas a Secretário. Agora, Leite teve os seus mandatos seguidos, já Andrade ficou de fora uma vez, do meio pro fim da caminhada legislativa.

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Para enfrentar Paulo Sarasate, na eleição de Governador, em 1954, Armando Falcão exigiu que seu partido, PSD, o registrasse também para a Câmara Federal. Perdeu pro Governo (até hoje tem quem diga que ganhou), porém se elegeu deputado, e aí deslanchou, primeiro como líder da maioria de Juscelino, e, depois, como todo-poderoso Ministro da Justiça.