Bola fria

Ao permitir que Zico batesse o pênalti que o goleiro francês defendeu, na segunda Copa do México, em 86, ocasionando eliminação do Brasil, Telê esqueceu que, num dos primeiros jogos que ele dirigiu da Seleção Brasileira, o mesmo Zico havia perdido uma penalidade máxima contra a Rússia, que acabou ganhando de dois a zero, em pleno Maracanã.

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Uma das infelicidades proporcionadas pela Fifa é a escolha do Craque do Ano. Apesar de algumas poderem passar pelo crivo da opinião mundial, descambam às vezes para laurearem quem está longe de ser apontado como um craque excepcional, tal, por exemplo, Kaká, ungido em 2007.

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O melhor goleiro da Seleção Brasileira em Copa do Mundo não era um luminoso da posição ocupada, não era nenhum Barbosa, Batatais ou Castilho, foi o Taffarel, que não tremeu, tal Batatais, contra a Polônia, em 38, Barbosa, contra o Uruguai, em 50, e Castilho, contra a Hungria, em 54.

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Almir, o Pernambuquinho, que terminou assassinado nos arredores da suspeita Galeria Alasca, no Rio, embora não fosse gay, foi convocado por Vicente Feola para a Copa da Suécia, mas acontece que ele preferiu pedir dispensa, pois, certo de que não poderia superar Dida do Flamengo e muito menos Pelé do Santos, optou por viajar com o Vasco para o México.

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Uma das maiores injustiças cometidas contra um jogador da Seleção foi a praticada pelo falso treinador Cláudio Coutinho, que desconvocou Falcão, na Copa da Argentina, tendo Brasil terminado apenas como Campeão Moral, que absolutamente não existe no histórico dos títulos.

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A Seleção, injustamente campeã na Copa da Suécia, tinha cinco gênios indiscutíveis, Nilton Santos, Zito, Garrincha, Didi e Pelé. E também cinco pebas, os zagueiros Di Sordi, Belini, Orlando e os avantes Vavá, Zagallo. O goleiro Gilmar não é programado por não ser de praxe tachar de craque o ocupante desta posição.

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Ademir foi o maior artilheiro da Copa de 50, só que, embora a crônica aponte que haja marcado nove gols, oficialmente só oito, pois o árbitro do jogo com a Espanha deu um de seus dois assinalados nessa partida para o zagueiro ibérico Parra, contra.

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Saudoso Airton Fontenele nos legou, provavelmente, melhor livro sobre Seleção Brasileira em Copa do Mundo, só que era um apaixonado, tanto que escalou Domingos na Seleção, terceira colocada na França, quando grande Da Guia andou falhando, inclusive, cometendo três pênaltis, um dos quais completamente desnecessário, contra a Itália.

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Brasil foi vice-campeão sul-americano em 1922, porém esse galhardão não é levado em conta, pois o árbitro argentino Servando Peres beneficiou escandalosamente o Brasil, no empate de zero a zero com o Uruguai, que acabou abandonando a competição.

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Na Copa de 62 no Chile, o juiz, por sinal, chileno, Sergio Bustamante, vilipendiou a Espanha, que jogava bem melhor que o Brasil, anulando um gol de Abelardo e não marcando um pênalti visível de Nilton Santos, quando os ibéricos ganhavam por um a zero, e a Seleção completamente descontrolada em campo.