Bola rolando

Mauro Ramos de Oliveira foi quatro vezes convocado pra Seleção Brasileira em Copa do Mundo. Em 1950, saiu-se mal nos treinos finais e foi cortado por Flávio Costa. Reserva de Pinheiro em 54 e de Belini em 58, não chegou a entrar em campo. Finalmente, em 62, na quarta investida, foi o capitão do time que se sagrou bicampeão em Santiago do Chile.

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O próprio treinador Flávio Costa me declarou haver pensado em Heleno de Freitas, o mais clássico dos centroavantes brasileiros, para a Copa de 50, mas desistiu, face às complicações da esquizofrenia, que acabou por matá-lo.

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Uma das razões pelas quais Zizinho não pode ser apontado Craque Número Um da Copa de 50 é que o Mestre jogou aquém de suas verdadeiras possibilidades físicas, lesão que o deixou de fora dos dois primeiros jogos, e não chegou a curar completamente.

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Saudoso Airton Fontenele, que nos deu o maior livro sobre Seleção Brasileira em Copas do Mundo, apontava Zizinho como o maior craque do Mundial de 1950, porém essa afirmação não procede, pois esse título deve ser atribuído ao ponteiro uruguaio Gighia, que assinalou três gols decisivos para a Seleção do Uruguai: no empate com a Espanha, na vitória sobre a Suécia, que pôs o time na final, e o da vitória sobre o Brasil, no Maracanã, que ensejou a glória do campeonato.

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Pernambucano Ademir Marques de Menezes, ídolo do Vasco por dez anos, marcou nove gols na Copa de 1950, porém nenhum deles valeu para o Brasil, pois não encontrou as redes adversárias quando dele a Seleção precisou, no empate de 2x2 com a Suíça, no Pacaembu, quando não meteu, e na derrota final, para o Uruguai, no Maracanã, onde foi completamente dominado pelo beque oriental Matias Gonzalez.

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Dificilmente, um craque dá um grande treinador, Leônidas, Domingos da Guia, Zizinho, Jair da Rosa Pinto, por exemplo, não emplacaram. Técnico vencedor é quase sempre aquele que foi peba quando atleta, tipo Flávio Costa e Zezé Moreira. Talvez pela mesma razão que um bom pintor jamais dará pra crítico de arte.

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O pernambucano Ademir foi o artilheiro da Copa de 50, com nove, segundo os cronistas, ou oito gols, segundo a súmula do juiz, pois um dos seus dois contra a Espanha foi atribuído ao zagueiro Parra.

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A crônica brasileira proclamou que o Brasil foi Campeão Moral da Copa de 78, na Argentina, por sinal, uma das duas a que assisti pessoalmente. Acontece que não se encontra na Fifa tal título, que me pareceu mais choro de mau perdedor, até mesmo porque foi uma das piores seleções, quando Zico, grande no Flamengo, estreou pifiosamente, só fazendo um gol, e ainda de pênalti. Espalharam que o Peru tinha facilitado para a Argentina chegar aos seis, só que não precisava, bastava quatro.

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Heleno de Freitas, considerado o mais clássico dos centroavantes do futebol brasileiro, jogou uma vez, umazinha só, aqui no Ceará, no final dos anos 40. Aconteceu quando o Vasco da Gama goleou por 6 x 1 o Fortaleza, que abriu o placar com um gol de França. Porém, Heleno não foi bem, no Presidente Vargas, não marcou e foi substituído pelo novato Ipojucan.

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Zagueiro-central estilo clássico, Djalma Dias foi três vezes chamado para a Seleção Brasileira e acabou desconvocado nas três ocasiões, não chegando a jogar em Copa do Mundo, a não ser as eliminatórias. Foi um dos poucos que se aproximaram da classe do insuperável Domingos da Guia.