Bola rolando

Na trágica derrota para o Uruguai, na Copa de 50, em pleno Maracanã, Barbosa engoliu dois, porém só o segundo pode ser considerado frango, que eu, por exemplo, nunca achei. No primeiro, o que aconteceu foi que ele pulou atrasado, mas a bola era indefensável.

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Ademir Marques de Menezes foi o artilheiro do Mundial de 1950, com oito ou nove gols, só não marcou quando o Brasil precisou, empatando com a Suíça e perdendo a final pro Uruguai. Encerrou a carreira ainda jovem, em 1956, cujo Campeonato Carioca não chegou a jogar.

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Tem desportista daquele tempo que sempre achou que Flávio Costa errou nos dois centroavantes inscritos para a Copa de 1950. Ele registrou Baltazar e Adãozinho, que, por sinal, não atuou, deixando de fora Leônidas da Silva e Heleno de Freitas, que eram superiores, mesmo bastante idoso, pro futebol, o primeiro, e já anunciando sinais das perturbações mentais que o matariam nove anos depois, o segundo.

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Essa escolha do melhor entre Pelé e Maradona jamais será resolvida, os brasileiros dirão sempre Pelé, e os platinos, Maradona. Meto minha colher estabelecendo que Maradona foi mais útil à Seleção Argentina, em Copa do Mundo, do que Pelé ao Brasil, tanto que, em seu primeiro Mundial, entrou no terceiro jogo, pois viajou lesionado; no Chile, saiu quebrado no segundo jogo e não mais atuou; na Inglaterra, se contundiu na primeira partida, não jogou com a Hungria e enfrentou Portugal, quando Brasil perdeu e caiu fora no mais importante torneio já acontecido, perante o exigente público inglês.

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Se João Saldanha não tivesse sido deposto, o Zagallo não tivesse assumido a Seleção, Rivelino não teria sido titular, pois o sistema de Saldanha era 4-2-4, com ponta-esquerda avançado, e o dele seria Edu, caso típico de jogador de clube que não emplaca no escrete, pois, excelente no Santos, quando representava o Brasil, deixava seu futebol na concentração.

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O paraguaio Freitas Solich deu um tricampeonato ao Flamengo, 53, 54 e 55, só que, neste último, contou com a grosseira participação do zagueiro pernambucano Domenico, que pôs, no início da final com o América, principal astro rubro, Alarcon, também paraguaio, pra fora de campo. Não havendo substituição naquele tempo, o América jogou com dez e, naturalmente perdeu, quando tudo indicava que ganharia, pois goleara de cinco, na segunda partida da melhor-de-três, dando um verdadeiro show no Maracanã.

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Pouca gente sabe que o goleiro Félix, campeão do mundo, em 1970, não teria viajado pro México se Saldanha tivesse permanecido treinador, pois o João em questão, que primeiramente o convocara, depois retirara seu nome da lista, colocando no lugar dois de São Paulo, Ado do Corinthians e Leão do Palmeiras. Sua sorte foi a entrada de Zagallo, que o reconvocou e lhe deu o posto de titular, onde, por sinal, sem ser um ás da posição, deu plena conta do recado.

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Leão participou de quatro Copas do Mundo, porém, nas duas em que jogou, Alemanha e Argentina, não conseguiu o título, que só obteve numa das que não atuou, a primeira do México.

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Zezé Moreira foi melhor treinador do que seu irmão Aymoré, que, entretanto, sagrou-se campeão mundial, enquanto Zezé, que comandou escrete na Suíça, não conseguiu, e ainda deu uma sapatada na cabeça do treinador húngaro, após perder de 4x2.

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Jogadores brilhantes não resultam em bons treinadores. Exemplos maiores, provavelmente, Domingos e Leônidas, na Copa de 38, Zizinho e Jair, do Mundial de 50. Os que não são se saem muito bem fora de campo, tais Flávio Costa, Zezé Moreira e Zagallo, que a imprensa, sem ter coisa melhor a dizer, batizou de Formiguinha, alegando que o alagoano que tomou o lugar de craques como Pepe e Canhoteiro, dão ótimos técnicos, inclusive campeões pela Seleção.