Bola rolando

Alfredinho, centroavante do Ceará Sporting, no final dos anos 40 se transferiu pro futebol paulista e chegou a campeão pelo Santos. Consta, na ponta direita, formando ala com Jair, sim, o Jajá da Copa de 50. Há quem sustente que jogou algum tempo com Pelé, todavia disso não tenho confirmação.

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Falam muito na linha média Eli, Danilo e Jorge, do Vasco, e Jadir, Dequinha e Jordan, do Flamengo, porém a melhor intermediária do futebol brasileiro em clube foi a do São Paulo, do meio para o fim dos anos 50, Bauer, Ruy e Noronha, todos três craques, enquanto vascaíno Jorge não era, e o rubro-negro Jordan também não era.

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Ademir Marques de Menezes foi o artilheiro do Mundial de 1950, com oito ou nove gols, só não marcou quando o Brasil precisou, empatando com a Suíça e perdendo a final pro Uruguai. Encerrou a carreira ainda jovem, em 1956, cujo Campeonato Carioca não chegou a jogar.

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Pipiu foi uma das maiores estrelas que se apresentaram no Presidente Vargas. Quando parou, tentou entrar no estádio, meio letreco, para assistir a uma partida. E não o deixaram, não por estar “tocado”, mas porque não tinha dinheiro para pagar o ingresso. Quem me contou foi o saudoso Armando Vasconcelos, que viu tudo.

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O América daqui teve uma fase áurea, no começo dos 50, quando bateu o Ceará no Torneio Aberto. O time: Hélio, Jarbas e Herodoto; Peixoto, Aristóteles e Coimbra; Ubiratan, Manoel de Ferro, Paulo Porto, Naíso e Gilberto. Esse esquadrão, que tinha alguns elementos da Base Aérea, foi definhando, com a transferência deles. Tanto que, no Campeonato Cearense de 51, ele foi cedo eliminado.

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O maior treinador do futebol brasileiro não foi Flávio Costa, que não era um estrategista, e muito menos Vicente Feola, um dorminhoco. Talvez Ademar Pimenta, do Mundial de 38 e do Sul-Americano de 42, quando, em ambos, o Brasil fez boa figura.

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Você convocaria novamente Neymar para um Mundial? De jeito algum, pois até mesmo em questão de Copa, vale o dito popular que “um é pouco, dois é bom, três é demais”. E o milionário futebolista não conseguiu dar o título ao Brasil nas duas chances que teve, nem na Rússia, nem em seu próprio país.

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Paulo César foi o primeiro a entrar em campo, em substituição, na Seleção Brasileira em Copa do Mundo. Entrou no lugar de Gerson, aos 29 minutos do segundo tempo, na estreia, ante a Tchecoslováquia, no México. Seu rendimento, nessa competição, para muitos, foi superior ao do Canhotinha, que viajou fora de suas melhores condições.

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Fluminense doente, o compositor Chico Buarque tinha, entretanto, como seu ídolo dentro de campo o centroavante Pagão, que jogou no Santos e no São Paulo e pendurou as chuteiras muito cedo, coração soprando demais.

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Até hoje, a Seleção Brasileira vencedora de Copa do Mundo que deu mais craque foi a de 1970, da defesa para o ataque, Carlos Alberto, Clodoaldo, Jair, Gerson, Tostão, Pelé, Rivelino e, dedutivamente, a que apresentou menor número de regulares, tais Brito, Piazza, Everaldo e o goleiro Félix.