Estórias com E

Homenageado pelo PSD Jovem, que foi onde eu conheci o Príncipe da Imprensa, Edilmar Norões, dr. Waldemar de Alcântara, ao agradecer, utilizou as palavras do líder santa-catarinense Nereu Ramos: Não me considero um homem feio, pois tenho a cara que Deus me deu.

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Os Bloch, que fizeram uma pequena fábrica de tinta virar uma revista, a Manchete, tinham chegado ao Brasil paupérrimos, os irmãos brigavam muito entre si, e um deles, o Boris, segundo sua própria mulher, passava a semana bolando qual seria a melhor maneira de matar o líder, Adolpho, considerado um dos piores patrões que a imprensa brasileira já teve.

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Na esculhambação que era o Governo João Goulart, pressionados pela opinião pública, pois 600 mil foram às ruas de São Paulo pedir a cabeça do Presidente e do seu cunhado Brizola, se a esquerda tivesse ganhado, havia uma lista de personalidades que seriam fuziladas, começando por donos de jornais, tais Roberto Marinho e Júlio Mesquita, e Chateaubriand só escaparia por estar em cadeira de rodas.

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Maior exemplo já havido de seriedade foi dado pelos irmãos João e Antônio da Frota Gentil, que, quando venderam o Banco Frota, ficaram sem casa pra morar. O primeiro alugou apartamento de dois quartos, no Rio, de modo que nem podia abrigar os netos que moravam com ele, Sandra e Jody, um em cada quarto, tiveram de ficar os dois juntos, enquanto o segundo foi viver em casa cedida pela filha Helena, que tinha casado com o bem situado, mas ainda não rico, Francisco (Chicão) Jereissati.

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Após perder um filho, senhora da mais alta sociedade conseguiu dar gêmeos ao marido, dois varões, que, em regozijo, lhe presenteou um Anjo de Renoir, que é guardado (ou era) numa redoma com cadeado, amigas de tímidas relações com artes plásticas costumavam se manifestar: Mas que moldura bonita!

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No pequeno escritório do ricaço Bonaparte Maia, que se preparava para lançar seu grande jornal, O Jornal, a coluna social estava entre o Eutímio Moreira, que era o favorito, e eu. Foi quando o advogado José Cardoso de Alencar fez a balança pender a meu favor, estabelecendo que “para mim, a coluna do Lúcio é que mais agrada às mulheres”.

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A casa em que Carlos Jereissati hospedou Getúlio Vargas na Tristão Gonçalves com Metom de Alencar, na época ex e futuro Presidente e onde recebeu a missão de constituir o PTB do Ceará, permanece de pé, sendo, penso eu, uma repartição estadual.

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Foi Ciro Gomes que, ouvindo seu inadvertido Secretário da Cultura, por sinal já falecido, acabou com a entrada das torrinhas do José de Alencar. Esse acesso se localizava na parte noroeste, vizinho à primeira Faculdade de Medicina. As torrinhas são a geral do teatro, e essa entrada era importante para facilitar a vida de estudantes e comerciários, que, de jeans e chinelão, não apreciam ingressar na casa de espetáculos junto com o pessoal da sociedade e do mundo oficial.

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Pouca gente sabe que, de julho de 1958 a abril do ano seguinte, Fortaleza teve dez jornais diários, sendo cinco vespertinos, O POVO, Correio do Ceará, O Jornal, do Bonaparte Maia, a Tribuna do Ceará, do Sancho, e O Nordeste, do Arcebispado. E matutinos Unitário, Gazeta, O Estado, Diário do Povo e O Democrata, órgão comunista.

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E tem aquela da nova rica que explicava numa roda: Meu marido fez tudo que podia por esse sobrinho. Acontece que ele não queria mesmo nada, e meu marido, então, lavou as mãos como os pilotos.