Estórias com E

Um dos maiores acontecimentos de Barcelona é o Parque Guell, produzido pelo grande arquiteto Gaudi, às expensas do Conde (Guell), que ali morava. O visitante é levado a tomar um susto, pois tudo é desconforme, faltando simetria, o que torna local extraordinariamente diferente. Tenho mostrado ambiente em questão a companheiros de vilegiatura, podendo citar Armenuhí Boyadjian e Paulo Sérgio Santa Cruz, além da saudosa Anita Cavalcanti, que se deliciaram.

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Embora completamente verdadeira, a frase que o jornalista cearense Luiz Edgar de Andrade espalhou pelo país inteiro, “o Brasil não é um país sério”, jamais foi dita pelo Presidente da França, general De Gaulle, na verdade partiu, e o repórter confundiu, do embaixador do Brasil em Paris, Sérgio Correia.

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Logo após a Revolução de 64, que botou pra correr indeciso presidente Jango, Carlos Lacerda veio ao Ceará e foi entrevistado, na televisão, pelo próprio Eduardo Campos, que perguntou: Que acha da imprensa brasileira? Lacerda respondeu com outra pergunta: A que tipo de jornalista você se refere, Manuelito, àquele que pega a notícia e dá ao público ou àquele que recebe propina para elogiar A ou denegrir B?

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Frequentador de minha cobertura no Iracema Plaza, Edson Queiroz aplaudiu minha criação para aplacar o calor reinante lá em cima, barra de gelo sobre a placa, aliviando o ambiente.

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Carlos Alberto, que foi uma das perdas do ano passado, foi o Capitão da Seleção de 1970, última que o Brasil ganhou jogando que prestasse. Tive o prazer de recebê-lo para jantar em meu apartamento da Torre do Iracema, quando foi abordado o fato de a medonha esquerda brasileira nunca o ter perdoado de, ao consignar quarto gol da final, haver dedicado ao presidente Médici, que havia apontado exatos 4x1 na enquete.

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Para se ter uma ideia da importância que o Brasil devotou à eleição de Martha Rocha pra vice-Miss Universo, nos Estados Unidos, basta se contar que o nome da baiana foi sugerido para disputar a Presidência da República contra o mineiro Juscelino Kubitschek.

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Tem aquela tão bem contada por Nelson Rodrigues, que o novo-rico levou a mulher para conhecer o Maracanã, e quando o jogo começou, ela perguntou ao marido: Oh, meu bem, qual é a bola?

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Abelardo Costa Lima, que foi deputado e chegou à Presidência da Assembleia, ensejou muitas das minhas idas a Majorlândia, na fase pré Paulo Afonso, junto com outros companheiros jornalistas, dos quais me recordo de Pádua Lopes, Frota Neto, José Rangel, Giácomo Mastroianni e Otacílio Colares, esses três últimos já convocados pelo Superior.

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Os Bloch, criadores da extinta revista “Manchete”, tinham chegado ao Brasil procedentes de miseráveis regiões da Ucrânia. Não sabiam nem se comportar à mesa, inclusive um deles, Boris Bloch, dispensava o uso de talheres, usando apenas as mãos.

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Esta é do Al Capone e muito aplicável nos dias que correm, sobretudo, no Brasil: Pior que um ladrão é um ladrão em cargo público.