Martelando

Não cansa repetir Paulo Francis, que estabeleceu: A brasileiros não se empresta livro, porque não devolvem, nem dinheiro, porque não pagam.

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Ao entrar numa igreja, não se faz a genuflexão compulsoriamente. Os fiéis só serão obrigados se a luzinha do altar estiver acesa. Se apagada, basta entrar e rezar.

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Me dói ver pai ou mãe beijando o filhinho, pois, pela lei da salubridade, adulto não beija criança. Se beijo tem de haver, e prefiro que não haja, a criança é quem beija os velhos.

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Faça sempre com que seus empregados, dos desodorantes a escolher, optem pela barra, bem mais eficiente que spray ou rolo, que sustentam bem menos. Desde, naturalmente, que as axilas estejam limpas e enxutas.

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A saída à francesa se processa quando o convidado, ao se retirar, age sorrateiramente, sem se despedir dos anfitriões. Pode até não ser muito solícito ou bem-educado, porém prático, pois evita que os donos da casa percam tempo ao deixá-lo até a porta, quando devem entreter aqueles que ficam.

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Saindo de uma festa, o convidado não deve agradecer o convite aos anfitriões. Deve se limitar a uma ou duas palavras mais amáveis sobre o que presenciou e usufruiu. Quem agradece são os donos da casa, pois tiraram o conviva do seu conforto maior, que é o lar, doce lar.

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Palito não vai pra mesa. Fica no banheiro, pra quem não pode passar sem ele. Não importa a beleza do paliteiro, pois o feio não é a peça, é ato de palitar.

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Não custa repetir o que já estabeleci neste blog, que não é impertinente se cantar à mesa. Apesar da opinião contrária de tantos, acho que a refeição é hora bem apropriada, por seu relacionamento com alegria de viver.

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Já proclamei aqui, porém não custa nada reprisar. Adulto não beija a criança, se beijo tem de haver, é da criança pro adulto. A razão é simples, é que a boca do adulto, obviamente, carrega muito mais bactérias.