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Antes de o Diogo inaugurar, o Moderno, na Major Facundo, quase esquina de Liberato Barroso, era nosso cinema mais chic, e, nas noturnas de domingo, consta que tinha até piano.

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Os antigos cinemeiros recordam a fachada do Moderno, na Praça do Ferreira. Era de madeira e bronze, e a espetacular marquise sugeria uma cauda de pavão. Era o único cinema do Centro em que a gente entrava dando as costas para a tela, o Majestic também era assim, mas só no começo, quando tinha entrada pela Praça do Ferreira.

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O Cine Ventura, que se localizava entre Barão de Studart e Torres Câmara, formava na cadeia Severiano Ribeiro. Fechou e reabriu provavelmente pertencendo ao Júlio Ventura, dono do local, mas disso não tenho bem certeza. De qualquer forma, quando voltou não durou muito, embora atendesse a populosa Aldeota moderna, naquele tempo quase inteiramente residencial.

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O Diogo foi inaugurado na noite de 7 de setembro de 1940, com “Balalaica”, estrelado por Nelson Eddy e Iona Massey. Saindo do cinema, os frequentadores lotavam as sorveterias da época, Jangadeiro, Eldorado e Odeon, solfejando a música-tema do filme. No dia seguinte, Severiano Ribeiro iniciaria a construção do São Luiz.

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No tempo dos cinemas de bairros, Otávio Bonfim tinha dois, o Familiar, da igreja na praça, e o Nazaré, um pouco mais adiante, por trás da Sumov. Quase todas essas casas exibidoras desapareceram em 1953, quando João Goulart, Ministro do Trabalho de Getúlio, dobrou o salário mínimo. A operação se fazia em sociedade, metade do Severiano Ribeiro, que entrava com a máquina e o filme, enquanto o sócio local caía com as cadeiras. A folha e a receita eram divididas.

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Estas duas grandes morreram batidas pelo AVC, Deborah Kerr, na Inglaterra, e Ava Gardner, apontada a mais bela atriz, na Espanha.

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Aparecendo poucos minutos, George Sanders roubou a cena de “Rebeca”, fazendo um curto vilão. O ator inglês, aos 64 anos, se suicidou ingerindo barbitúrico, em seu quarto, no Hotel Ritz de Barcelona, após dar um passeio noturno pelas ramblas.

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“A Ponte do Waterloo”, com grandes desempenhos de Vivien Leigh e Robert Taylor, não é julgado um grande filme, porém eu considero, com destaque para o papo da protagonista com a sogra, no castelo, e a cena final na ponte.