Mestre-escola

Muita gente esquece que soa mal programar dois plurais na mesma frase. Assim, não se deve dizer “João e Maria saíram de casa para jantarem no Ideal”, sendo o correto “Saíram para jantar”.

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Pretendemos nesse tópico fazer a diferença entre Meio e Fim. Por exemplo, num hotel, a cama do quarto é Fim, pois, sem ela, o hóspede não tem onde deitar. Agora, Meio é o quadro na parede, que pode até ter, mas não é indispensável.

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Medrar significa sentir medo, apavorar-se, mas também pode significar crescer e se desenvolver, se referindo aos vegetais.

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A gente lê nas placas: Faz-se unhas. Porém, não está correto, pois o “se” não pode ser sujeito. O certo é “Fazem-se unhas”, “unhas” como sujeito. Para chegar a esse resultado, basta colocar a frase na voz passiva: Unhas são feitas.

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Nunca diga “Vou viajar com companheiros”, porque o “com-com” não soa bem. Diga, então, que vai “viajar com amigos” ou “com parceiros”.

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Mestre-escola Ao contrário do que se possa pensar, falar "vou subir pra cima" ou "vou descer pra baixo" não está errado, são apenas situações enfáticas que o vernáculo permite, como também "eu vou te dizer a ti", o primeiro te sendo objeto direto, e o segundo ti, objeto indireto.

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A crase consiste na junção de um artigo com preposição e não pode ser usada antecedendo nomes masculinos. Ainda hoje, tem gente que confunde porque se põe crase quando se diz "Eu vou à Itália", não sendo procedente fazer o mesmo na frase "Eu vou a Roma". Acontece, simplesmente, que a gente não diz "A Roma é uma bela cidade", porém "A Itália é um belo país". Para ensejar a crase, tem de haver a junção de dois As: A artigo e A preposição.

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Embora não completamente errado, mas também certo não é, começar frase por pronome oblíquo. Assim, em vez de dizer "Me parece", opte por "Parece-me".

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Muita gente diz assim, mas não está correto, pois não existem duas opções. Opção é uma só, embora possa ter sentido plural. Desse modo, "estou entre duas opções" cede lugar a "tenho uma opção para o fim de semana, Maranguape ou Guaramiranga".

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Embora não seja completamente errado, não é pertinente começar uma frase com "Eu acho...". Fica muito imperialista. Assim, sempre recomendo, no rádio, na televisão, no jornal e, agora, aqui, na Internet, que é mais conveniente se dizer: "Eu penso..." "Eu sugiro..." "Eu conjecturo...".