Regendo a orquestra

Coube a este repórter comandar organização do inesquecível Gala do Porto, baile que os irmãos Márcio e Eugênio promoveram no Rancho de Parangaba, ou Serrinha, se preferem. E trouxeram do Rio um cantor da boate mais badalada daquele tempo, o Gallery de São Paulo, David Gordon.

Falem bem

De Itamar Espíndola, quando numa roda no Clube do Advogado, um colega afirmou que Lúcio Brasileiro era muito inteligente: Não, inteligente somos nós, ele é talentoso, ele cria.

Regendo a orquestra

José Macêdo escolheu este seu amigo para conduzir a festa dos 40 anos da empresa, e me deu todas as condições. Assim, fizemos um baile para mil convidados, ou até mais, transformando em clube a sede da Marcos Macêdo. Trouxemos o Maestro Cipó, e as danças aconteceram em pista de madeira, especialmente montada. O resultado foi o maior evento da sociedade cearense em todos os tempos, com direito, inclusive, a espetacular queima de fogos.

Falem bem

Esta quem me passou foi o Geraldo Luciano, acontece que, dias antes de partir, o grandioso Ivens Dias Branco, quando meu nome veio à baila, virou-se e externou: O Lúcio Brasileiro é um bom caráter.

Orgulho pessoal

Jamais ter dado notícia ruim, até mesmo porque má notícia não falta quem dê.

Orgulho

Nunca ter procurado derrubar ninguém, nunca ter tentado melindrar ninguém, nunca ter vibrado com queda de ninguém, nunca ter sofrido com a desventura de ninguém.

Orgulhos

Um dos principais da minha ainda curta existência é não falar mal de pessoa alguma, nem mesmo do cão feito gente.

Orgulho

De ter habitado a primeira cobertura do Ceará, por especial deferência do meu compadre Chico Philomeno, que inaugurei no Réveillon de 1966, homenageando uma das minhas principais amigas, Lurdes Gentil.

Orgulho

Ter sido convidado pelo bom governador Adauto Bezerra para chefe do Cerimonial, que não pude aceitar, porém, a pedido dele, indiquei um colega do BEC, Nonato Viana, que ficou por um tempo no Abolição.

Orgulho

Este repórter lançou cinco livros, em ordem cronológica, “Até Agora...”, no Náutico, “Assim Falava Paco”, no Ideal, “Pela Sociedade”, no Iate, “Longe de Dizer Adeus”, no Country, e “500 Contos de Reis”, no antigo Estoril.