Tela Quente

Lápis e papel para botar A Ponte de Waterloo, com Robert Taylor e Vivien Leigh, na lista dos meus dez maiores. A crítica em geral não considera assim, por rotular fita melodramática.

Tela Quente

Os Melhores Anos de Nossas Vidas figura entre meus maiores filmes. Em papel deslumbrante, traz um mutilado que perdera os braços na guerra, que ganhou o Oscar de Coadjuvante e nunca mais voltou a filmar.

Sessão da tarde

A principal colunista de Hollywood, Louella Parsons, era odiada pelas estrelas do cinema, por ser de índole picante e fofoqueira. Depois de alguns uísques, ela não podia sustentar o pipi e fazia ali mesmo, na mesa da Buate Ciro’s, à vista de todos. Os atores se despediam dela, mas não iam embora, permaneciam na calçada, só pra ver o desenlace, era a vingança deles.

Sessão das quatro

Ingrid Bergman moveu todos os seus pauzinhos para ser a Maria de “Por Quem os Sinos Dobram”, uma das duas vezes que contracenou com Gary Cooper, ambas sem muito sucesso, e foi brilhar precisamente naquele filme que nunca a empolgou, “Casablanca”.

Sessão das quatro

Ingrid Bergman pretendeu que “Casablanca” fosse filmado em Casablanca, porém o produtor Hal Wallis não aceitou a sugestão de sua atriz, considerando que a África estava sob o domínio do marechal alemão Rommel, a Raposa do Deserto.

Tela quente

Modéstia à parte, porém penso ter sido este repórter o primeiro a descobrir que “Casablanca” foi o único filme que Ingrid Bergman não contracena com mulher. Aliás, ela detestava o belo sexo.

Tela quente

Ricardo Davalos trabalhou com James Dean em Vidas Amargas, fazendo o papel do irmão do protagonista. Teve um desempenho magistral, e não se sabe porque não levou o Oscar de Coadjuvante. Aliás, foi o único filme que o genial Dean assistiu, dos três longa-metragem que realizou.

Tela quente

Os cinéfilos não programam A Ponte do Waterloo entre seus melhores filmes, só que, para mim, a película em questão, estrelada por Robert Taylor e Vivien Leigh está muito justamente incluída, até mesmo porque faz a gente chorar.

Tela quente

“Rebeca” foi um dos grandes filmes de minha vida, com o detalhe de que os coadjuvantes Judith Sandy e George Sanders roubaram a cena dos protagonistas Lawrence Olivier e Joan Fontaine.

Tela quente

Ingrid Bergman só teve uma filha com o primeiro marido, um dentista sueco como ela, Maria Pia, os outros três vieram de seu romance com o diretor italiano Roberto Rosselini, a quem ela muito amou, e ele, parecia que não, tanto que, na primeira de copas, enturmou-se com uma indiana. Ingrid morreu de câncer aos 75 anos.