Sessão das quatro

Tenho quase a certeza de que foi este bloguista que descobriu, “Casablanca” foi único filme de Ingrid Bergman em que ela não contracena com mulher.

Sessão das quatro

O nosso São Luiz está envolvido em dois dos três Oscars com que foi aquinhoada a grande Ingrid Bergman. Ela foi a laureada estrela de Anastácia, que inaugurou o cinema, e anos depois, promovi, no mesmo local, face meus 20 anos de batente, a pré-estreia de “Assassinato no Expresso do Oriente”, que lhe valeu a estatueta de Coadjuvante.

Sessão das quatro

“Casablanca” está longe de haver ensejado o maior desempenho de Ingrid Bergman, que não conseguiu se destacar enfrentando todos aqueles virtuosos, dos quais a mais brilhante atuação ficou para Claude Rains, que fez o Capitão Renault, Chefe de Polícia.

Vesperal das moças

Teve um filme da Ingrid Bergman em que trabalhou com Gary Cooper, “Mulher Exótica”, que ninguém viu em Fortaleza. Ou melhor, quase ninguém, pois não foi levado ao circuito comercial e só passou na Base Aérea. Aconteceu durante a Segunda Grande Guerra.

Vesperal das moças

Ingrid Bergman era uma atriz, e não uma estrela. Vai daí, haver tido dificuldade de adaptação na vida de Hollywood. Não tentou se ligar a nenhuma daquelas celebridades, tais Joan Crawford, Ava Gardner. Era muito reservada, talvez apenas não tanto quanto sua conterra Greta Garbo.

Vesperal das moças

Para muitos considerada a número um das atrizes de Hollywood de todos os tempos, Bette Davis teve seu melhor desempenho em “A Carta”, baseado no extraordinário conto de Somerset Maugham, quando foi soberbamente dirigida por William Wyler. No argumento, ela mata o amante que não mais a deseja.

Vesperal das moças

Pelo menos três clubes programavam cinema regularmente, Líbano, às segundas, Náutico, às quartas, e Ideal, aos sábados, e, aos domingos, para crianças.

Vesperal das moças

A sessão chic do extinto e eternamente saudoso Cine Diogo acontecia após a praia, às cinco horas do domingo. Ali estava toda a classe média, inclusive a dita B1, que era (é) a alta.

Vesperal das moças

Em seus gloriosos primeiros tempos, o Cine São Luiz, então o melhor do Brasil, exigia paletó, ainda assim, depois do almoço, Flávio Marcílio, fugindo do barulho das crianças, ia dormir no cinema, dotado de ar-condicionado.

Vesperal das moças

O filme “Gilda”, que levou Rita Hayworth ao estrelato, anunciada em cartaz que dizia “Jamais Haverá no Mundo Outra Mulher Como Gilda”. Em geral, os críticos estão longe de colocar essa película entre as maiores, mas o sucesso foi grandioso, sobretudo a cena do striptease, que consistia apenas em a atriz tirando uma luva enorme e deixando o braço nu.