Assunto pessoal

Antes que eu me arrependa da graça, infelizmente jamais me arrependerei, devo martelar que a razão capital que me fez romper com Fortaleza foi a língua de trapo desta cidade medonha, onde as pessoas só sabem e só visam derrubar os outros.

Assunto pessoal

Não vou aqui, neste blog, estabelecer o meu maior patrão. Agora, meu Patrão inesquecível foi Manoel Eduardo Pinheiro Campos, chefe dos Associados em jornal, televisão e rádio.

Assunto pessoal

Essa questão já foi aqui mencionada, mas é pertinente que seja martelada. Não sei fazer uma refeição em companhia de quem olha pro relógio, porque simplesmente tira qualquer apetite que eu possa ter.

Assunto pessoal

Época de renovar meu contrato com O POVO, procurei o Demócrito, que nunca foi fácil comigo. Em seu gabinete, perguntei se se importava de resolver o problema com o Costa. Respondeu que não e até me indicou a sala. Eu havia levado proposta por escrito, e passei para o grande Zé Raymundo, que, assim que começou a ler, se manifestou peremptório: “Não, não, de jeito algum, o jornal não pode aceitar sua pretensão.” “Por quê, Costa?” “Porque os outros vão querer também.” “Olha aqui, Costa, você sabia que no Corinthians o Rivelino ganha bem mais que os outros jogadores?” “Sei, só não sei quem é Rivelino de O POVO.” “Se você ainda não sabe, vou voltar pro Demócrito.”

Assunto pessoal

Nos meus primórdios, compareci a um casamento vizinho de minha rua, levado por uma tia que tinha sido convidada. Ali, uma dama da melhor sociedade e tia da noiva, a quem fui apresentado na ocasião, disse que vez por outra dava um almoço e pensava me chamar, não o fazendo pelo fato de ser cronista social. Propiciou minha primeira resposta inteligente: Senhora, a senhora estaria errada em me chamar pelo fato de eu ser cronista, entretanto muito mais errada em não me chamar pelo fato de eu ser, pois ser cronista social não é pecado.

Pessoalmente

Evito contar ocorrências de minha vida, até mesmo aos amigos mais chegados, pois, em 70 por cento dos casos, resultam em histórias inacreditáveis, e não quero passar por mentiroso, visionário ou até mesmo gagá.

Pessoalmente

Jamais serei um delator, que considero o mais horrendo dos pecados.

Assunto pessoal

Além de Fortaleza não me fazer mais prazer, pela maledicência reinante, sobretudo, da classe média para cima, tem também o fato de este repórter não frequentar restaurante que os garçons não usem luvas e pegam nos pratos e talheres de mãos nuas.

Assunto pessoal

Antes que eu me arrependa da graça, infelizmente jamais me arrependerei, devo martelar que a razão capital que me fez romper com Fortaleza foi a língua de trapo dessa cidade medonha, onde as pessoas só sabem e só visam derrubar os outros.

Assunto pessoal

Essa questão já foi aqui mencionada, mas é pertinente que seja martelada. Não sei fazer uma refeição em companhia de quem olha pro relógio, porque simplesmente tira qualquer apetite que eu possa ter.