Recorde (só que) negativo
No Campeonato Cearense de 1950, fui um dos dezenove pagantes do jogo entre Gentilândia e Nacional, que aconteceu num sábado, com o clube do Benfica ganhando por 6x4.
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Categoria: Bola passada
Mãozona
A não marcação de um pênalti claro do Nilton Santos que daria vantagem de dois para a Espanha, que já ganhava de 1x0, foi considerável ajuda do juiz Bustamante para a conquista do título de campeão mundial de 1962 pelo Brasil, aquele que consagrou Garrincha. O chileno também marcou um gol legítimo de Abelardo.
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Sonho
Pelo fato de que ele acabara de se sagrar campeão paulista pelo São Paulo, Leônidas da Silva teve sua convocação para a Seleção da Copa de 1950 bastante defendida por alguns futebolistas. Aí, então, o ataque seria Friaça, Zizinho, Leônidas, Ademir e Chico.
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Encheu os olhos
Não pentacampeão, como a ufanista crônica esportiva brasileira costuma se referir, porém, cinco vezes (alternadas) campeão, o selecionado canarinho só brilhou em um Mundial, o de 70, no México.
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Excrescência
Minha plataforma para ocupar a Presidência da Fifa inclui acabar, imediatamente, essa verificação imbecil pela televisão, se o gol foi, ou não, válido, pois não cabe em minha cabeça que a torcida só possa festejar o gol três, cinco ou até mais minutos.
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Mancada
Leônidas da Silva, o Pelé antes de Pelé, foi trazido por mim para a inauguração do Castelão. O governador César Cals lhe ofereceu um almoço no Icaraí, mas sua assessoria esportiva não programou o craque para dividir com César o pontapé inicial do novo estádio. Leônidas terminou não comparecendo, preferindo almoçar comigo no Náutico.
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Bom de bola
Augustin Valido, que era argentino, foi tricampeão pelo Flamengo, tendo marcado, no final do jogo, o gol da vitória de 1 x 0 frente ao Vasco. Ele já havia encerrado a carreira e foi à Gávea pedir o campo emprestado para um treino do time de sua gráfica, porém, o técnico Flávio Costa verificou que ele ainda tinha muita bola para dar, e o convidou para jogar na final como amador e se tornar um herói na história rubro-negra.
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Nem tanto
Na Copa dos Estados Unidos, 1994, aquele circo armado pelo Havellange, Romário foi um artilheiro de méritos muito discutíveis, pois não fez gols nos últimos 130 minutos jogados, dez com a Suécia e 120 contra a Itália, a partida inteira mais a prorrogação. Aliás, o Mundial em questão foi muito pobre de brilho.
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Nomes aos bois
Quando me referi ao fato de que grandes craques não dão bons treinadores, citei Domingos da Guia, o Divino Mestre, que treinou o pequeno Olaria, e Leônidas da Silva, Homem de Borracha, que treinou o São Paulo. Ambos não emplacaram.
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A fonte secou
O advogado Canamary Ribeiro era o presidente do América que se sagrou campeão do Torneio Aberto, no início dos anos 50, vencendo o Ceará na melhor de três, com Hélio, Jarbas e Heródoto, Purunga, Aristóbulo e Coimbra, Ubiratan, Manoel de Ferro, Paulo Porto, Naíso e Gilberto. Alguns pertenciam à Base Aérea e foram transferidos, desfalcando o time de tal maneira que foi desclassificado do Campeonato Cearense.
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Dose dupla
Em duas Copas do Mundo, Brasil teve dois jogadores expulsos numa mesma partida, em 34, na Itália, no primeiro jogo com a Tchecoslováquia, Machado e Zezé Procópio foram para o chuveiro mais cedo, enquanto em 54, na Suíça, na porfia contra a Hungria, o mesmo aconteceu com Nilton Santos e Humberto.
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Bola murchou
Não constando, inicialmente, na lista de convocados do treinador Flávio Costa para a Copa do Maracanã, o centroavante Baltazar virou o jogo, quer dizer, fez o técnico mudar de opinião, ao despontar comandando o ataque do Corinthians no Rio-São Paulo de 1950, marcando o gol da vitória de seu clube sobre o Vasco da Gama, então melhor equipe brasileira, e base da Seleção. Porém, ele não correspondeu, embora tenha assinalado um tento em cada um dos dois jogos em que atuou, respectivamente, contra México e Suíça, adversários fracos.
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Zerados
Todo mundo sabe que Ademir Marques de Menezes foi o artilheiro da Copa de 50 e o vice brasileiro coube ao ponteiro Chico, que fez dois contra a Suécia e dois contra a Espanha, e, como todo o ataque, na final, não fez nenhum.
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Lambuja
Um ano antes da Copa do Mundo de 50, jogando pela Copa Sul-Americana, o Brasil goleou o Uruguai em São Januário por 5 x 1, só que não se deve esquecer que o país platino estava disputando a competição em questão com um time de garotos, mandando apenas um profissional, que se tornaria campeão mundial no Maracanã, Matias Gonzalez. Portanto, se a imprensa brasileira não fosse tão ufanista, esse jogo nem seria computado.
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Percalço
Na Copa de 38, na França, nosso craque Domingos da Guia desferiu um pontapé desleal no center italiano Piola, e o juiz poderia expulsá-lo ou marcar o pênalti. Preferiu a penalidade máxima, para não deixar o Brasil com dez em jogo duríssimo.
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Imerecido
Primeiro título mundial conquistado pelo Brasil teve, digamos, um percalço, é que Jonquet, médio da França, que seria o marcador de Pelé, foi parar na enfermaria após sofrer uma truculência desferida por Vavá, e, quando voltou, foi só para fazer número na ponta esquerda. Devendo-se ressaltar que a França, até então, era o melhor time daquela Copa.
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Pode contar
Já me dispus à disposição e volto a fazê-lo. Estou me referindo a discorrer sobre minha plataforma para a recuperação do futebol, se convidado pelo Sérgio, pelo Graziani ou algum Pontista de O POVO-CBN.
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Regional
Sergipano de nascimento, o volante Clodoaldo foi único nordestino campeão do mundo, em 70. Sua grande atuação foi contra a Inglaterra, quando, junto a Paulo César, preencheram a ausência do grande Gerson.
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Bom de pé, ruim de cabeça
O treinador Flávio Costa me confessou no Rio que cogitou convocar o craque Heleno de Freitas, na época, jogando no Vasco, para comandar o ataque brasileiro na Copa de 50, porém, o jogador já começava a dar os primeiros sintomas de cabeça ruim, o que o mataria dez anos depois, internado pelos amigos em um hospital de Barbacena.
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Fora do banquete
Os goleiros Ado e Leão, que eram segundo e terceiro, respectivamente, os zagueiros Baldochi e Joel, o lateral Zé Maria e o centroavante Dario viajaram ao México para o Mundial de 70, último que a Seleção ganhou jogando futebol de primeira, porém não entraram em campo, pois o treinador Zagallo não programou todos os jogadores que levou.
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