Cearenses que fazem Brasília

Minha iniciação involuntária no cinema – Pedro Jorge, um cearense que faz. Meu irmão Antônio Marçal, letrado e estudioso, levou-me várias vezes ao cine Moderno, na Praça do Ferreira, e, algumas vezes, às projeções promovidas pela Associação Cearense de Imprensa. Meu pai, dono da loja Leão do Sul, recebeu o convite para a inauguração do Cine Teatro São Luiz e passou ao Marçal. Vi a festa da inauguração. O filme era “Anastacia”. Posso dizer que o primeiro filme interessante a que assisti foi “La Stada”, de Federico Fellini, e depois vi “La Dolce Vita”. Gostei daquele estilo de filme. Cinema de vida. À época, meu interesse era arquitetura. Comecei um movimento entre os colegas de escola que poderiam ter interesse pelo curso e levei o documento ao Senador Paulo Sarasate, que procedeu sua aprovação no Ministério da Educação. Recebemos um telegrama do próprio Senador comunicando a aprovação do curso para a UFC. Mas eu já havia pensado em Roma. Matriculei-me na Facolta di Architettura della Universita degli Studi di Roma. Algumas disciplinas eram em turma comum com o curso de Cinematografia. Turma empenhada, participante e conhecedora de história. Foi durante a disciplina Architettura Analitica, que tomei a decisão... trocar de curso. Como trabalhos acadêmicos, fizemos “Velhice e Solidão” (influenciado por Humberto D de Vittorio de Sica), “Violência e Paixão” (influenciado por Rocco e seus Irmãos de Luchi Visconti), mas, na proposição dos trabalhos próprios, o Brasil e o Ceará afloraram: “Chico da Silva”, “Brinquedos e Brincadeiras”, “A Jangada e a Vela” foram realizados. Os filmes de ficção também já povoavam minha estante do futuro, a começar por “TIGIPIÓ, uma história de amor e honra” (o subtítulo é nosso), enraizado como uma narrativa dramática desde dos meus 14/15 anos, pois foi o primeiro livro não de escola que li. Meu pai havia ganhado um exemplar de uma edição muito simples. O filme tem projeção internacional. Prêmios no Festival de Brasília, Festival Internacional do Rio de Janeiro, Prêmio no Festival de Havana, Festival de Karlovy Vary (Rep. Tcheca) ao lado de Ginger e Fred de F. Felline, Paris Texas de Wim Venders, Ram de Korusava, Mostra de Strarbourg, Mostra Internacional de Taskent (Cazaquistão), Mostra de Verona. São seis prêmios internacionais e críticas consagradoras. Tomei conhecimento da biografia da personagem principal do “O CALOR DA PELE” durante o lançamento do “Tigipió” no Rio de Janeiro. Assumi compromisso com a família de trocar os nomes das personagens... o resto permaneceu... O filme mereceu críticas e referências elogiosas no Brasil: Um Diamante Lapidado que Veio do Brasil – Itália. Buñuel no interior do Brasil, às vezes não é filme, é pintura – Espanha. Acabamento internacional em produção independente – França. Domínio técnico e harmonia estética – Beijin. “O SINAL DO NASCIMENTO DE UMA CIDADE” refere-se a uma abordagem sobre Brasília que, já a partir do desembarque do descobridor, subindo a encosta da praia, ele deixa já desenhado o eixo monumental, que é cruzado pelas marcas na areia de um grupo de índios que, dançando, fazem o desenho das asas. Brasília já existia no destino do Brasil desde o seu primeiro dia. Filme convidado para encerramento do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Reconhecimento no Festival de Brasília, no Festival de Ouro Preto. Festival du Cinema de Nantes. “ALMAS DE CRISTAL”. Roteiro de ficção negociado para uma produção europeia que ganhou o nome de “Almas Perfumadas”. “PRENDAS DE AMOR”. Roteiro de ficção negociado para uma produção americana, é uma história de amor vivida em um garimpo, ganhou o nome de “Corações à Venda”. No momento, estamos preparando: 1. Um Raio de Sol Azul no Céu da Amazônia 2. A Identidade de Malú Documentários Studenti all Lavoro – 14 min Mostra dos concludentes dos cursos de Cinematografia: UISS – Roma. 1.Chico da Silva – 14 min Fortaleza – Melhor filme da I Mostra Nacional do Filme Documentário – Curitiba. 2.Brinquedo Popular do Nordeste – 22 min Melhor filme do X Festival de Brasília do Cinema. Integra acervo do Museu do Homem em Paris. 3.Em Memória de Dona Maria I – 14 min Convidado para a sessão de encerramento do 23º Festival de Brasília. Convidado para o Delfos Film Festival – Grécia – Menção honrosa. 4.Boca de Forno – 14 min Adquirido pela cinemateca Shell – filme sobre meio ambiente. 5.De Sol a Sol – 25 min Produção agropecuária em minifúndio no Brasil. Integra acervo FAO Roma. 6.O Homem que Ensinou a Voar – 22 min Depoimento de Mame Tissandier, comadre de Santos Dumont e Alberto Tissandier, afilhado de Santos Dumont sobre sua vida, seus hábitos, costumes e seus feitos e inventos na França. Mostra dos 100 anos do 14-bis. 7. Artista da Fome – Exercício de âmbito acadêmico da transmutação do conto “Um Artista da Fome”, do escritor Franz Kafka, para o cinema, realizado pelos estudantes de cinema da disciplina Literatura e Cinema da Universidade de Brasília, conduzido pelo Professor Doutor Pedro Jorge de Castro. 8. O Romanço do Dinossauro – Durante o acompanhamento videográfico da expedição científica do paleontólogo Giuseppe Leonardo ao Vale dos Dinossauros em Sousa, na Paraíba, foi realizado paralelemente o registro cultural do entendimento que as pessoas do local tinham daquele fato científico. A ciência é traduzida pelas manifestações da cultura popular, esse é seu modo de interpretar os fatos. 9. Mario Fontenelle, o Homem que Marcou o Lugar Vida e obra do fotógrafo que registrou cotidianamente a construção de Brasília desde o marco zero, ponto inicial do desenho da cidade no chão, até a cerimônia da inauguração. Mostra do aniversário do Presidente Juscelino em Diamantina. 10. Rendeiras do Nordeste – Roteiro e Direção: Ipojuca Pontes Diretor de produção: Pedro Jorge de Castro Programas de TV exibidos em rede nacional 1. Césio 137 – Contaminação radioativa. Goiânia, a cidade condenada. 2. O Pensamento da Ciência – SBPC. 3. Os Inventores – Motivos, invenções e resultados. 4. O Dinheiro e a Moeda – História e evolução. 5. A Didática do Aprender Fazendo – Fábricas-Escola. 6. A Jangada, o Vento e a Vela – Um projeto de embarcação perfeita. 7. Projeto SACI – As lições por satélite no Brasil inteiro. 8. O Bandeirante Voador – A indústria aeronáutica brasileira. 9. O Sacrifício da Fé – Os penitentes de Juazeiro do Norte. 10. O Espaço Perdido – Modificações no espaço urbano brasileiro a partir da proliferação do automóvel nas cidades. Brasília Um Sonho de Três Séculos – Série de cinco capítulos apresentada em rede nacional de TV, alusiva aos 50 anos de Brasília, com gravações em Tordesilhas, Madri, Lisboa, Rio de Janeiro Belo Horizonte e Brasília. Repercussões em Portugal, Espanha, França e China (Shangai).

Cearenses que fazem Brasília

A Confraria dos Cearenses em Brasília, fundada há mais de 20 anos por Fernando Cesar Mesquita e Wilson Ibiapina, que escolheram Geraldo Vasconcelos para presidente vitalício, promoverá, no dia 12 de junho, o seu 60º almoço de confraternização em homenagem aos deputados e senadores cearenses, inclusive os filhos de cearenses, como Regufe e Leila do Vôlei. A Confraria, aos poucos, está retomando seus encontros. No almoço anterior, foram homenageados os generais cearenses. O convite teve também a chancela de Estênio Campelo. O dia 12 terá a chancela do procurador Roberto Gurgel dos Santos Monteiro. Geraldo espera reunir 60 cearenses no Clube das Nações. Atenção, senadores e deputados federais cearenses, vocês devem comparecer à homenagem!

Cearenses que fazem Brasília

A experiente advogada e escritora Eliene Bastos, mulher do cearense ex-ministro do STJ Claudio Santos, é um dos nomes mais fortes para ocupar uma vaga no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Nessa Corte, já estão os cearenses Cruz Macedo, Valdir Leoncio e João Egmont.

Cearenses que fazem Brasília

Geraldo Vasconcelos, presidente da Confraria dos Cearenses de Brasília, esteve na Casa do Ceará doando livros editados por sua editora, a Horizonte, a partir de 1964, por sugestão do fundador e ex-presidente da Casa, Fernando César Mesquita. Os livros foram recebidos pelo diretor administrativo-financeiro, José Sampaio de Lacerda Jr., e pela superintendente, Antonia Guimarães Aguiar. Foram 3.160 livros, em 158 caixas com 20 livros cada. Geraldo Vasconcelos doou livros de muitos dos mais importantes autores brasileiros, tais como: Almeida Fischer, Leonardo Arroyo, Renard Perez, Ineznil Penna Marinho, Adelino Brandão, Luciano Barreira, Orígenes Lessa, Salim Miguel, Herberto Salles, Augusto Viveiros, José Sarney, Ledo Ivo, Hélio Pólvora, Caio Porfírio Carneiro, Samuel Rawel, Moreira Campos, Gerson Cláudio, Evely Ferreira, Ana Pimenta, Irene Daniele, Ivan Zanoni, Dario Castro Alves, Julieta Ladeira, Lygia Fagundes Telles, João Antonio, Ricardo Ramos, Bernardo Ellis, Dinah Silveira de Queiroz e Gildásio Lopes Ferreira. A Casa do Ceará já dispõe de três bibliotecas integradas à Padaria Espiritual, réplica da existente em Fortaleza e criada por Antônio Salles, a biblioteca do deputado e desembargador Colombo de Souza, especializada em temas nordestinos e cearenses, doada por seus filhos, e a biblioteca Mauro Benevides, por ele igualmente doada. As bibliotecas estão à disposição dos interessados de Brasília e Entorno. Geraldo Vasconcelos, do alto de seus 84, recebeu os coleguinhas Wilson Ibiapina e JB Serra e Gurgel para falar dos bons tempos do Diário de Brasília e da Editora Horizonte, que dominaram Brasília. Recordou o lançamento de um livro de José Sarney, senador, que acabou acontecendo com Sarney presidente. Recordou que Ibrahim Sued recebeu foto com Sarney folheando o livro e tascou: Sarney lambe a cria. Foi um sucesso.

De Contínuo, em Fortaleza, a Presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto

LUÍS José Magalhães JOCA (1950) começou a trabalhar ainda menor, aos 16 anos, como contínuo da Empresa Expresso de Luxo, a maior empresa de transporte rodoviário de passageiros do Nordeste, em Fortaleza (1966). Prestou serviço militar no Curso de Preparação de Oficiais do Exército (CPOR), em Fortaleza, saindo como 2º Tenente da Reserva, sem remuneração, em 1970. Formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (1976) – onde exerceu liderança estudantil e integrou o Conselho Universitário, de 1975 a 1976. Trabalhou nos jornais "Tribuna do Ceará", "Correio Braziliense", "Jornal de Brasília" (foi editor de política por três anos, inclusive durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1988), "O Estado de S. Paulo", e em duas Campanhas Presidenciais: a do Dr. Ulysses Guimarães, em 1989, e na reeleição do Presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998. Foi secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto (representantes dos jornalistas credenciados, sem remuneração) na transição do regime militar para a democracia, quando o General Figueiredo deixou o cargo para Tancredo Neves, que morreu em seguida, e assumiu José Sarney. Como pessoa jurídica (Luís Joca - Consultoria em Comunicação) prestou serviços à Agência Estado, do Jornal "O Estado de S. Paulo" (coordenação de marketing nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste); ao Conselho Federal de Medicina Veterinária; ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB-Federal; à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) Seção-DF, por duas vezes; à Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF); ao Sindicato da Indústria Gráfica do DF (de maio de 1995 a maio de 2005); à Federação Brasileira de Hospitais; à Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (ANASPS); à Confederação das Santas Casas de Misericórdia do Brasil, Confederação Nacional de Saúde; à Associação dos Notários e Registradores do Brasil; ao Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura; à Federação Nacional de Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess); e à Deputada Federal Raquel Teixeira (PSDB-GO), entre outros clientes. • Em junho de 2009, como pessoa física, se tornou Assessor de Imprensa da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados. Deixou o cargo em março de 2011. Continua fazendo consultoria/assessoria de comunicação, como empreendedor individual.

Cláudio Santos

Cheguei em Brasília seis meses após a promulgação da Constituição de 1988, momento repleto de esperanças com a redemocratização do País, a liberdade para pensar e dizer e o prestígio dos constituintes. Vim para integrar o Superior Tribunal de Justiça, criado pela Lei Fundamental, quando ainda tínhamos tempo para examinar com cuidado, estudar e decidir bem as causas submetidas pelos cidadãos e empresas brasileiras, em momento oportuno de reabertura comercial do País, no início do Governo Collor, que, lamentavelmente, cedo se perdeu na corrupção que se enraizou no Poder Público. Brasília era bastante segura, e diversão não faltava, além de ser ponte para o Rio e São Paulo. A Mansão Ceará do Senador Virgílio Távora, que reunia muitos cearenses aos domingos, já estava inativa com seu falecimento, mas ainda tive a oportunidade de aqui encontrar o saudoso e estimado amigo Marcelo Linhares e outros que me deram boa acolhida, como Mauro Benevides, Paes de Andrade, Paulo Cabral e a brilhante turma da imprensa cearense, Fernando Mesquita, José Wilson Ibiapina, Frota Neto e os que já nos deixaram, Lustosa da Costa e Rangel Cavalcante. Fruto de uma urbanização desordenada para a acolhida de “eleitores” de governantes incompetentes, a Capital Federal deixou de ser uma bela cidade administrativa para se tornar um aglomerado de pessoas dos mais variados níveis culturais e sociais, sem transporte satisfatório e mercado de trabalho insuficiente, com sua conhecida universidade (UnB), criada, entre outros, por Darcy Ribeiro, e onde lecionei como convidado, em franca decadência no ranking nacional. Mas aqui continuo feliz, porque, a retornar à advocacia perante os tribunais superiores, encontrei espaço para atuar no campo do direito privado, inclusive em controvérsias internas e internacionais que são resolvidas por meio de arbitragem, em São Paulo e Minas Gerais. Sou, atualmente, Presidente do Instituto dos Advogados do Distrito Federal (IADF). Casado mais uma vez com uma advogada, minha colega de escritório Eliene, com ela tive dois filhos, já maiores, Sofia, com 23 anos, formada em Moda e Artes Plásticas, que mora e trabalha em São Paulo, e Francisco, 20, meu caçula, que estuda Ciências Contábeis, mas não esqueço meus demais filhos cearenses, os amigos e minhas raízes nordestinas. Principalmente para os mais jovens, espero, talvez não agora, mas em uma próxima eleição, melhores dias e ambiente para o crescimento e a paz no nosso País.