Cinema de véspera

Ingrid Bergman não dava pelota pra jornalista. Quando devolveu um convite da fortíssima Louella Parsons, o tempo fechou. Ao saber, diretor do estúdio disse à sua maior atriz que não podia proceder assim, e um acordo foi feito. A companhia pagaria, mas Ingrid não compareceria.

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Sophia Loren já passara dos 80 quando definiu razão de sua juventude: Faz muitos anos que só janto espaguete.

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Ingrid Bergman não foi indicada pro Oscar por “Casablanca”. Seu desempenho, aliás, não merecia. O maior ator do maior filme de todos os tempos foi Claude Rains, que fazia o chefe de polícia, que perdeu injustamente o troféu de Coadjuvante. Bogart foi indicado pro Oscar de Ator Principal, porém perdeu para Paul Lukas, por um filme sobre Pasteur.

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Fortaleza teve um cinema que as mulheres entravam para um lado e os homens para o outro. Tratava-se, no caso, do Cine São José, que funcionava no lado oeste da Praça Cristo Redentor. Talvez um caso único no Brasil.

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Cinema de véspera Os principais clubes programavam filmes uma vez por semana, o Líbano, às segundas, o Náutico, às quartas, o Diários praiano, às quintas, o Ideal, também às quintas e também uma sessão infantil aos domingos. Exibiam bons filmes, alugados ao Ribeiro, que a gente não podia assistir direito, pois a máquina parava de rodar uma, duas ou mais vezes. As cadeiras também primavam pelo desconforto, porém eram bastante frequentados.

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Cinema de véspera O Cine Ventura, na Barão de Studart com Pinto Madeira, era um dos dois cinemas da Aldeota. Era filiado à Empresa Ribeiro, que entrava com os filmes em troca da metade do faturamento da bilheteria. Como todas as casas fora do tempo, fechou em 1953, reabrindo alguns anos depois, mas aí apenas com a família Ventura, de Júlio Ventura, hoje nome da rua adjacente, porém logo desapareceu definitivo.

Cinema de véspera

Cinema de véspera Ao falar, na inauguração do São Luiz, Luiz Severiano Ribeiro, então com 84, estabeleceu do palco, numa das maiores noites da sociedade cearense de todos os tempos: Fomos muito criticados por ter a construção desta casa de espetáculo demorado 18 anos, porém vocês estão vendo o resultado, não estou dando à minha terra um cinema, todavia o maior cinema do País.

Cinema de véspera

Teve um cinema aqui em Fortaleza que se chamava Nazaré, ficava por trás da Sumov. Aliás, Otávio Bonfim tinha duas salas, sendo a outra o Cine Familiar, dos padres, que ficava ao sul da praça. Em tempos modernos, tive um acesso de nostalgia e localizei o Nazaré, que tinha virado oficina de carro, mas mantinha o buraco na parede onde a gente comprava o ingresso.

Cinema de véspera

As novas gerações não frequentaram o Cine Centro, que ficava na Duque de Caxias, esquina da Imperador ou talvez da Tristão Gonçalves. Exibia os filmes da Fox, e, como quebrava várias vezes, durante a exibição, e as luzes acendiam, as mães das redondezas permitiam que as filhas fossem com os namorados, pois, passeando na calçada, elas podiam vigiar. O prédio pertencia a um centro artístico cearense e só mais recentemente foi demolido.

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O Cine Rex, sobretudo aos domingos, era o refúgio do pessoal jovem, pois ficava no interior da General Sampaio, local de residência da classe média não alta. Foi ali que vi, pela primeira vez, Ingrid Bergman na tela, em "O Médico e o Monstro", em que contracena com o grande Spencer Tracy e a apenas bonita Lana Turner.