Laboratório

Uma das bolações deste repórter foi alcunhar Luiz Gentil de Campeão do Xadrez da Vida. O empresário, pioneiro da pesca organizada da lagosta, soube enfrentar os ventos contrários, a partir da injeção ministrada no lugar errado, que provocou a raquitização de uma perna, na mais tenra idade, além, naturalmente, de ás do Esporte dos Reis, que foi.

Rio às minhas ordens

Meu primeiro anfitrião carioca foi José Maria Vidal. Estreei na Cidade Maravilhosa em 1957, mediante uma cortesia da Varig. Havia conhecido Zemaria aqui, através do Adrísio Câmara. Ele tinha se transferido pro Rio, quando sua mãe, dona Maria, perecera. Me hospedou por um mês, em seu apartamento da Zona Sul, me emprestou dinheiro e até roupa. Na época, ainda não aparentava sinal do mal que o pôs no hospital nos últimos 40 anos de vida.

Conversa vai

Um dos maiores papos de que participei nessa minha ainda curta vida, aconteceu em casa do dr. Haroldo e Heloysa Juaçaba, que residiam na Barão de Studart, bem próximo ao Country Club. A figura central foi dom Jerônimo de Sá Cavalcante, tomando parte também, na mesa armada no jardim, seu irmão Hermenegildo e os gêmeos Adauto e Humberto Bezerra, que na época ainda despontavam.

Diagnóstico

Cearense Antenor Barros Leal, que foi presidente da poderosa Associação Comercial do Rio de Janeiro, assinala que a Federação das Indústrias do Ceará é a única do país onde nenhum presidente virou pelego.

Altavoz

O saudoso Itamar Espíndola assim interviu, quando, numa roda do Clube do Advogado, alguém proclamou que o Lúcio Brasileiro era muito inteligente: Inteligentes somos nós, ele tem talento, ele cria.

Transa praiana

Na minha cabana cumbucana La Belle Aurore, recebi Glorinha Sued, a bela mineira, então ex-mulher do Ibrahim, que tinha vindo ao Ceará especial pra ver o Papa, e, em outra oportunidade, sua filha Isabel, trazida pelo Afonso Sancho Júnior.

Na retina

Eu passava uns dias na Tabuba, em casa me emprestada pelo Arnaldo Lemos, empresário imobiliário, quando apareceu para um pernoite o meu amigo José Macêdo. Depois, chegou um dos jornalistas que mais aprecio, o Newton Pedrosa, que testemunhou o senador lendo Missal, sem dizer palavra, pra cima e pra baixo.

Amigas, adeus!

No Governo Virgílio Távora, este bloguista entrava e saía do 410 da Barão de Studart como se fosse a casa da sogra, graças à dona Luíza Távora, que inclusive me ensejou comparecer ao Almoço da Luz, único jornalista, pois a imprensa foi vetada por Paulo Paranaguá, chefe do Cerimonial da Presidência, que disse haver recebido ordens superiores.

Transa praiana

Na varanda de La Belle Aurore, minha cabana cumbucana, hoje no chão, recebi o grande Paulo Gracindo, brilhante na televisão, menos no programa O Céu é o Limite, onde não emplacou.

Amigas, adeus!

Arisa Boris, mulher do cônsul da França, me tratou sempre com maior deferência e foi quem me abriu as portas do Country Club.