A vida está (estava) nos clubes

Os Anos Dourados marcaram o apogeu das agremiações sociais. Algumas perduram, como Náutico e Ideal, Iate e Country. Outras sumiram paulatinamente do mapa, entre elas aquelas que dependiam de um homem só, tais Centro Massapeense, do Arrudinha, Comercial, do José Cláudio Oliveira.

Momentos

Quando Zózimo publicou em sua coluna, a mais exclusiva do Rio, a minha sugestão de batizar de Carlos Lacerda o Aterro da Praia do Flamengo.

Momentos

Lendário Tenório Cavalcanti, o homem da Metralhadora Leopoldina, tomando banho na piscina de José Macêdo, na casa que não existe mais, cedida para levantamento de um dos condôs mais Classe A da cidade. Magérrimo, pois não bebia e comia só o necessário, pra não morrer.

Momentos

Jamais esqueci quando Álvaro Filho, que aqui gerenciava a Varig, me chamou para dizer que eu tinha ganhado uma passagem pro Rio. Era do tipo GC, que significava Grátis Condicional. Não se podia fazer a reserva e se, em alguma escala, o avião lotasse, a gente ficava sem qualquer obrigação da empresa. Porém, para mim, naquela ocasião, de penúria decididamente jovem, foi um verdadeiro achado.