Sabedoria popular

Passamos praticamente um terço de nossas vidas deitados em uma cama. Por isso, devemos cuidar bem do local onde dormimos, certificando-nos, por exemplo, de que a roupa da cama e o colchão sejam limpos e lavados com frequência.

Palpite

Alguns tiveram a forca como preço pelo próprio crime, outros, a coroa. (Juvenal)

Assunto pessoal

Época de renovar meu contrato com O POVO, procurei o Demócrito, que nunca foi fácil comigo. Em seu gabinete, perguntei se podia resolver com o Costa. Respondeu que não e até me indicou a sala. Eu havia levado proposta por escrito, e passei para o grande Zé Raymundo, que, assim que começou a ler, se manifestou peremptório: “Não, não, de jeito algum, o jornal não pode aceitar sua pretensão.” “Por quê, Costa?” “Porque os outros vão querer também.” “Olha aqui, Costa, você sabia que no Corinthians o Rivelino ganha bem mais que os outros jogadores?” “Sei, só não sei quem é Rivelino de O POVO.” “Se você ainda não sabe, vou voltar pro Demócrito.”

Definindo a arte

Vernissage, ao pé da letra, significa a última pincelada que o pintor dá na tela, acontecendo na frente de muitas pessoas. Aliás, melhor dizer acontecia, pois não existe mais, e hoje, na linguagem plástica, significa a primeira noite da exposição.

Palpite

Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens educam entre si. (Paulo Freire)

Bola rolando

Fato muito raro protagonizado por Pelé foi o jogador que atuou na Seleção primeiro que no Campeonato Estadual, fazendo sua estreia no escrete sem participar de nenhum jogo pelo torneio paulista.

Primeira Página

Sim, é Verdade, Ibiza do Paulo Sérgio recebeu, mediante laureado bacalhau, José Dias Macêdo. Sim, é Verdade, após baixada mensal no torrão, por trabalho, endocrinologista Maria Amélia Andrade, que vem a ser filha do Homem do Crio, dr. Álvaro, regressou a São Paulo. Sim, é Verdade, almoço das Mães, de Rita Monteiro, amanhã, terá ingrediente a mais, brinde pelos 55 de união com Paulo. Sim, é Verdade, assíduos dominicais do Don Pepe, dr. Sálvio Pinto, mulher Leila e filho nominado "traíram" Dia do Senhor, baixando na véspera. Sim, é Verdade, Mônica Miranda puxou lista do jantar natalício do filho Samuel Arruda, fechada por Luciana Madruga, Edmar Trigueiro e Lana, Gustavo Barreto.

Primeira Página

Sim, é Verdade, no Fornetto, aquele senhor proclamou que a melhor coisa do mundo é a certeza de ser bem amado. Sim, é Verdade, na Embaixada da Cachaça, um drink sem álcool desaforadamente aconteceu, como já soltamos. Sim, é Verdade, no vontadoso almoço da Taíba, por Bel e Sá Júnior, até bolo aconteceu, e logo da Balu. Sim, é Verdade, quem melhor sabe enxugar uísque é o irlandês, que mistura com água, dispensando o gelo. Sim, é Verdade, netos e bisneta levam aos States casal Jorge Parente e Wilma Patrício, em aviões diferentes.

Primeira Página

Compareci, às seis da tarde, à redação da Gazeta, numa quarta-feira das faldas de agosto de 1955, o editor, Luís Campos, que eu não conhecia, nem ele a mim, só chegaria às oito, então, baixei no Diogo, e voltei na hora certa, tendo, daí, saído com a coluna quase garantida no bolso. Recebi quarenta senhoras da mais alta para um almoço no Ideal, em honra de dona Sara Gentil. Convidei o coronel Hélio Lemos para um drink em minha suíte, a 800, do Hotel Glória, e ele então estabeleceu que a reação de alguns de seus colegas ao governador Virgílio Távora era puramente gratuita, sem amparo da Revolução, pois não era nem subversivo, nem corrupto. No almoço oferecido por Roberto Marinho, em O Globo, aos colunistas que tinham ido ao Rio cobrir o Desfile Bangu, fui o único a fazer uma pergunta ao diretor e redator chefe do já então maior jornal do Rio. Por solicitação de Moema Távora, tomei, em cima da hora, a missão de organizar banquete de posse do irmão, quando mais de mil pessoas, calculou eu, acorreram ao Náutico Atlético Cearense. Acertei com Carlos d'Alge para ser a estrela de O Jornal, de Bonaparte Maia, que, junto a seu irmão Salomão, apoiou incontinenti essa decisão de seu editor. Nomeado por Parsifal Barroso, fui secretário da Comissão Dinamizadora do Porto do Mucuripe, que se reunia às segundas, no Palácio da Luz. Sem conhecê-la, bati na porta de Nicinha Pinheiro, no Rancho Alegre, e propus realizar ali, e ela aceitou, a inauguração de sua casa de Parangaba-Serrinha, surgindo então o mais elegante chá de chapéu obrigatório já havido na sociedade cearense. Criei o Sociedade Cearense, o Livro da Nata, para estabelecer quem é quem, tanto na vida mundana, como no mundo dos negócios, das artes e das letras. Fui recebido por Albanisa Sarasate no Hotel Regina, do Rio, onde morava, resultando no maior salto de minha vida, que foi, sem deixar a Gazeta matutina, abrir coluna no maior vespertino de todos, conduzidopelo dr Paulo. Protagonista de A Ratoeira, de Agatha Christie, no José de Alencar, contracenando com Nadir Saboya e Maristher Gentil, sob direção do B. de Paiva, patrocinado pela Comédia Cearense de Haroldo Serra. Presenciar, no Pacaembu, talvez a única expulsão de Pelé jogando pela Seleção Brasileira, na derrota por três gols, contra a Argentina. Receber Horácio Klabin, Rei do Papel, para almoço na minha cobertura do Iracema Plaza, primeira de Fortaleza. Conhecer Martha Rocha, apresentado por Wilma Patrício, no Ugarte do Cumbuco, e botando na vitrola a eterna Miss Brasil cantando Por Duas Polegadas a Mais... com Emilinha Borba. Palpitante tema não pode, nem vai parar aí

Ilustradas

Wilma Patrício entre Maria Vital e o repórter. (Evando)