Bola redonda

No encontro que tivemos, numa festa do Sérgio Ponte, no Marina Park, o grande Didi me afirmou que o goleiro Castilho tremeu contra a Hungria, cujos primeiros dois gols, logo nos minutos iniciais da partida, poderiam ter sido evitados se o excepcional guarda-metas (em clube) não tivesse entrado em campo com os nervos à flor da pele.

A vez do gole

A hora certa pra tomar o primeiro uísque é nunca antes que cinco da tarde. Talvez, em Guaramiranga, em agosto ou julho, se possa fazê-lo mais cedo, porém, mesmo assim, nunca antes do meio-dia.

Estórias com E

Numa das renovações do meu contrato com O POVO, levei a proposta por escrito e apresentei ao inesquecível José Raymundo Costa, que, quando começou a ler, foi logo dizendo: “Não, o jornal não pode aceitar, de modo algum.” “Por que não, Costa?” “Porque os outros vão querer a mesma vantagem. E não poderemos arcar com o ônus, na folha de pagamento.” Tentei escapar: “Olhe aqui, você sabia que, no Corinthians, o Rivelino recebe bem mais que os outros jogadores?” “Sabia, sim, o que eu não sei é quem é o Rivelino de O POVO.” Me despedi e fui tratar com o Demócrito.

Palpite

A mentira esplêndida e superior criou os deuses. (João do Rio)

Pergunte a quem tem Lúcio

Por que o noivo não deve usar relógio? Porque, apesar de ter que ser pontual, não precisa de hora no pulso.

SOS

Limite para o bebedor de destilados, digamos, uísque, são duas doses por dia. E isso pra quem tem fígado bom, os portadores de danificações não podem beber é nada.

Comportamento

Por ser altamente pertinente, volto a estabelecer que adulto não pode beijar a criança. Se beijo tem de haver, é da criança para o adulto. A explicação é matemática, por acontecer que o adulto transmite mais micróbios e bactérias do que a criança. Agora, melhor mesmo, é a efusão ficar apenas no abraço.

Danações

Essa história de que os homos surgem nos primeiros cinco anos de vida é puro papo. Há fortes indicações de que esse desarranjo sexual é quase sempre produto da hereditariedade, quer dizer, pai ou mãe tem muito o que ver.

Estórias com E

Quando os publicitários Ayrton Rocha e Tarcísio Tavares, da Agência McCann Erickson, peitaram Lustosa da Costa e eu para protagonizar um programa semanal de televisão, nós dois preferimos não acreditar, sobretudo quando nos disseram que íamos ganhar 15 mil por mês, duas vezes o que recebia o diretor da TV Ceará, João Guilherme Neto. Acontece que era pra valer, e quem bancava era o maior grupo de então, J. Macêdo.