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Quando dr. Parsifal Barroso governava, Dário Macêdo, que trabalhava no jornal da família, o procurou para pedir um colégio no Interior, em seu desejo de uma cadeira na Assembleia. O professor pôs as duas mãos nos ombros do jornalista e assim se pronunciou: Meu filho, o nome não é colégio, é curral, e não posso lhe dar nenhum curral, pois a sede da minha turma é insaciável.

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Todos nós desejávamos ver grandiosa Olga Monte Barroso embaixatriz, seria em Israel, mas derrubada do presidente Jango, que iria nomear Parsifal, atrapalhou tudo.

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Após perder pra Parsifal Barroso, em 1958, e não podendo reverter ao Exército, porque o marechal Lott não apreciava os Távora, Virgílio passou por Natal, e seu colega Dinarte Mariz, que era o governador, lhe disse simplesmente: Escolha a Secretaria, que eu o nomearei imediatamente. Apesar de estar por baixo, VT não aceitou a gentil oferta, e meses depois seria nomeado para a Novacap e, a seguir, ministro do Parlamentarismo, com a renúncia do presidente Jânio Quadros.

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O rótulo de político profissional não é, por si, pejorativo, pois envolve gente boa também. Cito o exemplo maior de José Martins Rodrigues, um dos homens públicos mais probos e vocacionados que o Ceará e o Brasil já produziram.

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José Raimundo Gondim, nosso saudoso Major, quase sai vice na garupa de Plácido, pois era o candidato do presidente Castello, quem atrapalhou foi o PSD, que foi a Sarasate, via Waldemar de Alcântara, rotulando o nosso amigo de excessivamente virgilista. Castello queria, em seu Estado, pelo menos, os candidatos a governador e vice fossem civis.

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Se governador, grandioso Antônio Martins Filho teria sido magnífico, e também como ministro da Educação.

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Ary Gadelha de Alencar Araripe, presidente recordista do Náutico, 26 anos em duas etapas.

Apanhado político

A expressão “Político profissional” pode não ser pejorativa, exemplo muito evidente é o do dr. José Martins Rodrigues, um dos homens públicos mais sérios que o Brasil já produziu.

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Adauto Bezerra, ao deixar o Governo, quis fazer do irmão Humberto senador, na vaga biênica, porém não conseguiu, pois o presidente Geisel já havia escolhido César Cals, que teve na primeira suplência largamente estadual dr. Almir Pinto.

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Fausto Cabral, empresário com incursões políticas, foi genro de Antônio Gentil, presidente do PSD, quase sai candidato a Governador, em 1954, porém teve sua compensação, a suplência do prof. Parsifal Barroso, e assumiu quase o mandato inteiro, primeiro, quando o titular saiu Ministro de Juscelino, e depois, quando eleito Governador do Estado.

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Para selar a participação do partido que presidia, PSD, na União Pelo Ceará, em 1962, dr. Pimentel reuniu a bancada na Imperador, para indicar o vice-governador na chapa de Virgílio Távora e nome para o Senado. Quando anunciou Figueiredo Correia, para a garupa de VT, não houve discrepância, porém, ao proclamar Armando Falcão para a Câmara Alta, dr. Waldemar Alcântara pediu a palavra e ponderou que a bancada estadual preferia, para a vaga, Wilson Gonçalves. Falcão, falando a seguir, concordou, desde que lhe dessem os colégios necessários para a recondução à Câmara.

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Raimundo Oliveira, primeiro cearense a atingir a diretoria internacional do Rotary, não bebia, no Réveillon do Ideal ele calculava qual seria a gorjeta do garçom, se ele enxugasse umas e outras, e aí estabelecia, deixando o servidor feliz, pois sempre saía ganhando.

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Vicente Fialho exerceu a Secretaria de Obras da metade pro fim do I Veterado. Foi indicado por um grupo do PTB, ex-jereissatista, tendo sido esse, provavelmente, meu primeiro cargo público.

Apanhado político

Aécio de Borba ocupou duas secretarias no I Veterado, começando no Planejamento e, depois, em Obras. Na segunda administração de VT, exerceu uma espécie de Secretaria de Governo. Teve três mandatos federais e apenas um estadual, que por sinal quase não exerceu.

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Caso raro na política nordestina aconteceu com Vicente Fialho, que foi prefeito de São Luís com Sarney e de Fortaleza com César Cals, quando foi apontado como o maior governador da Capital já havido no Ceará.

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Afirmativa do coronel Hélio Lemos, quando o convoquei para uma entrevista no Hotel Glória do Rio, estabelece uma verdade histórica. Segundo ele, movimento de uma minoria de seus colegas visando derrubar governador Virgílio Távora era gratuito, pois, não tendo sido propriamente um revolucionário, VT também não se enquadrava em subversão ou corrupção, as duas causas condenatórias de seus colegas fardados.

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Nenhum político cearense teve uma década de ouro nas dimensões com que foi aquinhoado o prof. Parsifal Barroso, que começou os anos 50s como deputado estadual, logo a seguir saiu federal, depois senador, depois ministro, finalizando como governador do Estado.

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A União Pelo Ceará, que congregou os grandes partidos contra a voracidade dos pequenos, jornalisticamente falando, teve seu início numa entrevista do deputado estadual Vicente Augusto, concedida à Adísia Sá, na Gazeta de Notícias.

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Eduardo Campos foi único jornalista da imprensa cearense que se manifestou, declaradamente, contra os desmandos de João Goulart, conclamando por sua queda, em Editorial de primeira página, em um dos seus jornais, publicado no dia 31 de março de 1964.

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De participação ativa nas articulações que desaguaram na derrubada do presidente Jango, Ceará só teve um parlamentar, Armando Falcão, que inclusive atuou como informativo do futuro presidente Castello Branco.