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Virgílio Távora, ao assumir o Governo pela primeira vez, instituiu a Secretaria de Relações Públicas, trazendo do Rio o jornalista Nertan Macêdo para ocupá-la. Porém, durou apenas um tempo, sendo extinta e cedendo lugar à Chefia de Imprensa, que continuou tendo o comando de Nertan.

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Um jornalista perguntou ao coronel Virgílio Távora, na época, deputado: “O senhor confia na fidelidade dos irmãos Bezerra?” Resposta de VT: “Considero sua pergunta um desaforo”.

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Soneto de Otacílio Colares, ocupando parede norte do resto Belo Azul na entrada cumbucana que corresponde ao único posto de gasolina das redondezas: Amigos valham os bons, poucos que sejam que nisso pouco importa a quantidade, pois quase sempre é de infidelidade o tom daqueles que demais cortejam. Amigos versos fácil não bafejam, pois sabem que o que conta é qualidade, em n’alma infundem só sinceridade quando de alguém a face acaso beijam Amigos quer-se-os como os vinhos raros – sutis no odor, no paladar, discretos, quanto mais simples, tanto mais amados E de assim serem poucos, são tão caros que quais doces pecados, e secretos, são no íntimo do peito conservados.

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Fazendo jus ao grande governador que havia sido, Virgílio Távora teria, em Aurora, de 30 a 50 votos, pois o forte do eleitorado tinha acertado sufragar Humberto Bezerra. Com a minha baixada no torrão, à véspera do pleito, consegui, via primo Zequinha Quezado, que ele obtivesse em torno de 100, como era seu desejo.

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Além do pai, Walter, e os irmãos Alessandro, Germano e Delano Belchior, que formam a Diretoria da Amigos em Ação, existe um Conselho Civil, formado por Alexandre Sales, André Nunes, André Pires, Elmano Cambraia, Antônio de Albuquerque Souza Filho, Antônio Eduardo Diogo Filho, Antônio Ermírio de Moraes Neto, Antônio Rodrigues Silva Júnior, Átila Calvet, Cássio Barros, Claver Mota Aragão, Eduardo Gomes, Fernando Castelo, Germano Bessa, Germano Botelho Belchior, Gladson Wesley, Jardson Cruz, João Pedro Pinheiro, José Cláudio Carneiro, José Egito Frota, José Valdo Silva, Lavanery Wanderley, Leandro Vasques, Luiz Eduardo Figueiredo, Luiz Marques, Maurício Moreira, Paulo Ayrton Araújo, Paulo Régis Teixeira, Pedro Jorge Medeiros, Pedro Sisnando, Raul Eduardo Fontenele Filho, Roberto Rocha Araújo, Roberto Victor Ribeiro, Rodrigo Barroso, Seridião Montenegro, Urbano Costa Lima, Venâncio Araújo, Victor Frota Pinto.

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Após deixar o Governo, em 1966, Virgílio alugou uma casa na Rua João cordeiro, próximo ao hotel onde eu morava, Iracema Plaza. Na véspera do pleito, passei por lá, para abraçá-lo e desejar sorte, e logo me arrependi, pois eleme escalou para ir à Aurora buscar cem votos. Eu quis fugir e lhe fiz ver que, por ordem dele, os Quezado de lá iam votar no coronel Humberto. Por sua vez, VT retrucou que o colégio tinha sido realmente destinado a Humberto, porém, ele desejava ter alguma coisa mais expressiva. Cumpri as ordens, e, quando o avião baixou, lá estava o primo Zequinha, que distribuiu as chapas que eu levava com os cães de fila, pessoas que lhe obedeciam cegamente. E, assim, ensejei a Virgílio o que ele queria.

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Carlos Jereissati teve duas vitórias folgadas para deputado federal (1954 e 1958) e uma apertada para senador, quando bateu por apenas seis mil votos o candidato do governador Parsifal, Tancredo Haley.

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Confra dezembrina 2025 foi extra-força-total, pois bateu todos os recordes. Na ocasião, foi entregue ao empresário Beto Studart condecoração da entidade, que recebeu o título de Dr. Pompeu Vasconcelos. Designado por Edilmo Cunha para saudar o homenageado, resumi o muito que tinha a dizer com essas palavras: Beto é um grande exemplo. Aliás, os recebedores anteriores, médicos Salvio Pinto e Lúcio Alcântara, estavam presentes no Ugarte, na brilhantíssima tarde.

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Já eleito governador, Virgílio Távora, a primeira vez que foi ao Rio, visitou Carlos Jereissati, que tinha sido feito senador, e face ao segundo infarto, estava de cama no isolamento que VT furou. Carlos recebeu o amigo com estas palavras: ― Virgílio, você quase acaba comigo! Ensejando VT se sair desta maneira: ― Bobagem, Calila (era o apelido íntimo de Jereissati)! Tu querias ser senador, e eu queria ser governador e sou.

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O jornalista Dario Macêdo perguntou a Virgílio Távora se ele não tinha medo de levar um tiro de determinado desafeto político. Resposta de VT: Medo, não digo, não tenho medo de nada, receio.

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(A PESSOA EM SÍNTESE) Roberto preocupou-se em elevar a autoestima de seus moradores. Evocando, para tanto, elementos simbólicos: as maracanãs coloridas que enfeitam as armas do conglomerado habitacional, a tradição indígena dos pitaguaris, a beleza das palmas esguias das carnaúbas da Fazenda Raposa, sendo restaurada, berço de precursora tentativa de pesquisa agrícola. Ele se fez reconhecido e admirado pela população por ter cuidado não só do físico, mas sobretudo das almas, mediante gestos coletivos e individuais inscritos nos corações de toda gente. (Lúcio Alcântara sobre Roberto Pessoa, final.) Falta o segundo tópico.

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(A SÍNTESE EM PESSOA) Roberto Pessoa, no ápice de sua carreira política, com um currículo de bem-sucedidos mandatos no Legislativo e no Executivo, prefeito pela quarta vez de Maracanaú, um pequeno burgo emancipado de Maranguape, recebeu, na última eleição, polpudo reconhecimento popular. Da modesta urbe, por suas mãos operosas, surgiu uma cidade pujante, cortada de avenidas modernas e equipamentos urbanos de qualidade. A realização de grandes festas vinculadas à cultura popular, tal o São João, inscreveu o município no calendário de eventos de porte nacional. Não bastasse a reconhecida melhoria dos serviços públicos e a expansão da assistência social, que tornaram Maracanaú uma cidade muito agradável de se viver. Falta o segundo tópico.

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(A SÍNTESE EM PESSOA) Para conviver bem com os dois papéis, de empresário e político, Roberto demarcou os limites para impedir que o conúbio dos dois viesse a comprometer um deles, ou mesmo a dupla. Numa atitude rara na categoria de político-empresário, atuou durante anos na oposição a governos, espaço adequado para exercer seu espírito crítico, algo impulsivo, ao preencher o vácuo existente pelos interesses dos ditos homens públicos em ocupá-lo. Dotado de grande sensibilidade, não hesitou em empenhar-se a fundo, destemido, na defesa de projetos polêmicos, tais a construção do Açude Castanhão e a transposição das águas do Rio São Francisco, lutas que findaram vitoriosas. Assim, afirmando-se como uma nascente liderança dos partidos nos quais atuou, chegando a presidir. Falta o segundo tópico.

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Conheço Roberto Pessoa há muito tempo. Nossa relação, no entanto, tornou-se mais intensa há cerca de 20 anos. Falamo-nos com grande frequência, presencialmente ou por telefone, numa ligação que se tornou familiar. Roberto reúne em si dois personagens, o empresário e o político, atividades que não são fáceis de conciliar. A história reúne exemplos de bons políticos que foram maus empresários e vice-versa, maus políticos que foram bons empresários. O sucesso em uma ilude quem pensa poder reproduzi-lo na outra. Foi primeiro empresário, certamente inspirado em Narciso, seu pai, reputado comerciante, pecuarista e dirigente de entidades de classe, posições a que ascendeu por seu reconhecido espírito agregador e capacidade de liderança. Atributos que asseguraram a Roberto êxito em ambas as atividades. A partir de uma modesta venda de frangos e ovos, construiu portentosa empresa de avicultura, que, a partir do Ceará, implantou-se no Norte e no Centro-Oeste do País, impulsionada por constante atualização tecnológica, hoje gerida com auxílio de familiares. Pragmático, ousado, generoso, combativo, conciliador, quando necessário, alcançou, a essa altura da vida, a consagração dos vencedores. As inevitáveis turbulências, superou com corajosa obstinação, pavimentando o caminho de êxito, que desfruta com a mesma paixão e vigor do início da longa caminhada. Falta o segundo tópico.

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Mendes de Moraes foi o prefeito que construiu o Maracanã. Porém, não esperou pelo jogo final para colocar seu busto no pedestal. O resultado é que, após a derrota, torcedores enfurecidos arrancaram a estátua e a jogaram no poço enlameado, que em pouco tempo a destruiu.

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Flávio Costa, o técnico no Mundial de 50, morreu sem conseguir explicar por que cortou o central Mauro, do São Paulo, que era um craque, ao contrário do Juvenal, que foi o titular da Seleção, jogador de estilo arrasa-quarteirão e um dos culpados pela derrota no jogo final. Manteve também Nena, que se situava entre Mauro e Juvenal, porém, havia passado por uma cirurgia de apendicite, não estando, portanto, no melhor da sua forma.

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Na relação final para Copa de 50, o treinador Flávio Costa manteve Adãozinho, do Internacional, quando já tinha Ademir, do Vasco, e Baltazar, do Corinthians para o comando do ataque. Cortou Pinga, que havia sido um dos artilheiros da Taça Oswaldo Cruz, enfrentando o Paraguai – essa foi uma das suas tonterías.

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Pecado mortal de Flávio Costa (um deles) foi a insistência com Bigode, deixando Nilton Santos na reserva. O craque do Botafogo jamais teria largado seu posto, que era marcar ponta-direita Ghiggia, como fez Bigode, deixando o uruguaio livre, primeiro, para dar o passe do empate, e depois, o gol da vitória.

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Quase não tem sido divulgado quando o Brasil começou a perder o Mundial de 1950. Aconteceu que, um mês antes do início, o presidente da CBD, Rivadávia Corrêa Meyer, foi acometido de derrame cerebral, e teve de passar a presidência para o vice, Mário Polllo, que não possuía suas credenciais. Se não tivesse havido, com Rivadávia, o Brasil jamais enfrentaria o Uruguai no último jogo, como pretendeu, e conseguiu, o treinador Flávio Costa.

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Passei dois anos em J. Macêdo, levado pelo César Wagner Studart Montenegro, como uma maneira que ele encontrou de completar o que eu ia ganhar na Gazeta, que pertencia ao Grupo. Aliás, José Macêdo me contou que, quando César se despediu da empresa, ele lhe falou do seu propósito de lhe oferecer um jantar. A princípio, não quis aceitar, mudando de ideia quando soube que eu estava no comando, como de fato aconteceu.