Viagens que ficaram
A mais inesquecível das minhas rodagens pelo mundo foi a baixada na China, e lá já se vão 40 anos, quando o país vermelho ainda era um mistério. Fiz parte de um grupo de jornalistas, três do Sul, Rio Grande, Santa Catarina e Paraná, três de São Paulo e três do Nordeste, Bahia, Pernambuco e eu pelo Ceará. Éramos convidados da Japan Air Lines, e quando desembarcamos em Pequim, fazia frio e sol e nevava, e quase chorei, me perguntando como é que um beradeiro da Aurora podia estar na terra do grande presidente Mao.
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Categoria: Momentos
Jamais te esquecerei
Bar do Copacabana Palace, onde ia todas as tardes, para encontrar a turma do Bety (Holandino Rocha, repórter de O Cruzeiro, tio do ministro César Asfor), onde predominava outro cearense, o Sérgio Petezoni, neto do abolicionista Alfredo Salgado. Cada um que saía deixava o dinheiro do que tinha consumido debaixo do copo. Eu quase sempre ficava por último e então pedia a conta. Nunca faltou um tostão.
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Jamais te esquecerei
A roda de pife-pafe mais seleta da cidade, da qual fui protagonista. Trata-se, no caso, da que formava minha querida amiga Lurdes Gentil, no Beco da Alegria da Rua Tabajaras, onde hoje parece funcionar uma instituição da Engenharia. Acontecia às sextas-feiras e não servia jantar, apenas coxinhas de galinha. Frequentar aquela turma foi uma glória para mim, em termos verdes, naturalmente.
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Jamais te esquecerei
Os papos de sábado, no almoço do Ideal, comandados, na pérgula da piscina, pelo próprio presidente Aurélio Mota, que era um conversador de grandes recursos. Só sua risada valia milhões, e ela foi o principal fator que levou Aurélio a ser o único que ultrapassou os noventanos.
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Na retina
Lurdes Gentil esplendidamente colhida por J. Pontes, que era exclusivo de minha coluna, no jantar que eu ofereci ao amigo Dante Vieira, pelo seu aniversário, no Lido de Iracema, tendo sido essa a melhor foto já batida desse ícone da alta roda.
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Na retina
Carolina Carneiro, louríssima na piscina do Ideal, com primeiro namorado, Roberto Machado, bom partido e um dos meus primeiros amigos no Clube das Monsenhores.
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Música, maestro!
Sim, é verdade, Tommy Dorsey esteve no Ceará e levou sua orquestra, ainda hoje não está bem esclarecido, se pro Ideal ou se pro Maguari, pois, a esse tempo, o Náutico não havia ainda emergido como força, quer dizer, não baixara no Meireles.
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As mais mais
Jornalista: Adísia Sá, que começou na Gazeta, poucos meses antes de mim. Aliás, foi ela quem bateu minhas primeiras colunas, pois eu nem sabia que o material tinha que ser escrito na máquina.
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Altavoz
De Deusimar Lins Cavalcante, deputado e anfitrião da sociedade: Quando o Lúcio falava, aí então as mulheres se calavam e ficavam todas atentas ao que ele dizia.
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Transa praiana
Na varanda de La Belle Aurore, minha cabana cumbucana, hoje no chão, recebi o grande Paulo Gracindo, brilhante na televisão, menos no programa “O Céu é o Limite”, onde não emplacou.
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Amigas, adeus!
No Governo Virgílio Távora, este bloguista entrava e saía do 410 da Barão de Studart como se fosse a casa da sogra, graças a dona Luíza Távora, que inclusive me ensejou comparecer ao Almoço da Luz, único jornalista, pois a imprensa foi vetada por Paulo Paranaguá, chefe do Cerimonial da Presidência, que disse haver recebido ordens superiores.
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Momentativo
No mais famoso baile do Carnaval pernambucano, promovido pela Prefeitura de Recife, me puseram no camarote onde estavam Maria Della Costa e Luiz Gustavo, que quando adentrei, mesmo sem me conhecer, fez estranha observação: Você me parece muito cansado.
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Pia batismal
Uma das minhas criações favoritas reverenciou querida amiga Margarida Borges, “A Delegada Que Só Prende Por Amor”.
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Pia batismal
“Rockfeller Center”, para a proposta construtora do Beto Studart na Desembargador Moreira.
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Maiorais
Grande momento da carreira foi quando, tendo ao lado Augusto Borges e Oliveira Ramos, transmiti, do Maracanã para a PRE-9, Brasil x Inglaterra, que marcou a despedida do goleiro Gilmar e a estreia do volante Clodoaldo na Seleção, que ganhou de 2x1, sendo os britânicos campeões do mundo na ocasião.
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Maiorais
O grande momento da carreira, quando apoiado pelo Turismo do Governo uruguaio, entrevistei Obdulio Varela, jogador que tirou o Mundial de 50 da boca do Brasil, em sua modesta casa em um subúrbio de Montevidéu.
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Maiorais
Trajando uma casaca elaborada pelo Domenico, a segunda que ele me cortou, compareci à posse do general Ernesto Geisel, para cujo ingresso utilizei o convite do deputado oposicionista Fernando Lyra, que o irmão civil Fernando César me arrumou.
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Maiorais
Um dos grandiosos momentos de minha carreira aconteceu em 1965, quando, festejando Jubileu de Porcelana, lotei o São Luiz com “Assassinato no Expresso do Oriente”, filme que deu a Ingrid Bergman seu terceiro Oscar, desta feita, apenas coadjuvante.
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Luta sem tabefe
Minha briga com João Saldanha, que foi inclusive noticiada em O Globo, não aconteceu corpo-a-corpo, apenas ele me cobriu de desaforos, quando apontei erros que eu havia verificado, porém acho que, se tivesse havido confronto direto, eu não teria perdido, além do mais, o adversário estava um tanto dosado, pela vitória da véspera sobre a Inglaterra e por ter subido ao altar com a ex-mulher naquele dia, casando uma filha.
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Serviço
Guardo na memória os garçons que me serviram nos primeiros tempos, sobretudo no Ideal: Chico Augusto, Marreco, Mendonça, Sebastião, Rodrigues, Barrão e Araújo, este último trabalhando no cassino.
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