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Com ares de verdade, circulou que o dr. Parsifal Barroso seria nomeado, em 1964, embaixador de Israel, pelo presidente João Goulart, aliás, quando eclodiu o Movimento Militar, Virgílio Távora, governador, dava jantar na Residência Oficial, face o início de uma nova legislatura, e todos os presentes testemunharam dona Olga palestrando com dr. Fernandes Távora, pedindo informações sobre o país, pois ele residira na capital, Tel Aviv.
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Categoria: Apanhado político
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Armando Falcão chegou como senador à casa de Menezes Pimentel para a reunião do PSD fechando a União Pelo Ceará, acontece que, na noite anterior, Vicente Augusto havia manobrado a bancada estadual para que o candidato fosse Wilson Gonçalves, e quando Waldemar Alcântara assim externou, Falcão abriu da indicação, prontamente, solicitando apenas que fossem mantidos seus colégios eleitorais para voltar à Câmara dos Deputados.
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Parsifal Barroso foi eleito pelo PSD e pelo PTB de Jereissati. Logo rompeu com Carlos e, mais tarde, com o grupo martinista, ao demitir os secretários Paes de Andrade e Figueiredo Correia. Seu grande mérito foi ter ajudado a pôr Virgílio Távora no Governo, tendo direito a indicar um senador, Tancredo Alcântara, que Jereissati derrotou nas urnas.
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De Armando Falcão, ao ouvir as recomendações de Ernesto Geisel, quando o convidou para a pasta da Justiça: Presidente, sei perfeitamente que o ministro pode fazer tudo o que quiser, menos o que o Presidente não queira.
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Muita gente, inclusive de jornal, achou que dr. Parsifal Barroso fez tudo certo na União Pelo Ceará, porém errou em aceitar indicar um dos senadores, pois, para ele e seu grupo político, seria mais conveniente fazer o vice, o que determinaria ter muita força no governo chegante de Virgílio Távora. A fórmula deixaria o PSD com dois senadores, Wilson Gonçalves e Martins Rodrigues, que cederia sua vaga de federal para Joaquim de Figueiredo Correia.
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Em 1955, Juarez Távora perdeu para Juscelino por apenas 400 mil votos. Se Plínio Salgado, que não tinha a menor chance, houvesse renunciado a seu favor, teria sido eleito, e aí o Brasil não teria que se defrontar com a pressa com que Brasília foi construída, inclusive com esse horror de tijolo sendo transportado de avião.
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Jânio Quadros obteve bem mais de cinco milhões de votos no pleito de 1960, faltando quase nada para a maioria absoluta, pouco menos de dois por cento do eleitorado.
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No final de 1963, em seus últimos dias de senador, o dr. Fernandes Távora se manifestou algumas vezes contra os desmandos do presidente João Goulart que assolavam o País, porém teve um Távora, de nome Lamartine, que era do lado de Jango, e pertencia à Frente Parlamentar Nacionalista, e acabou sendo cassado pelos militares vitoriosos.
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A vaga de senador que Carlos Jereissati não exerceu foi ocupada pelo suplente Antônio Jucá, que havia sido eleito deputado federal, porém participou muito pouco, pois, como seu amigo e paciente, logo faleceu. A cadeira em questão foi posta em eleição quatro anos depois, tendo sido último mandato de Menezes Pimentel, tendo na garupa Gentil Barreira.
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Carlos Jereissati teve decisiva participação na eleição de dois governadores, Paulo Sarasate e Parsifal Barroso. O seu falecimento, logo após haver sido eleito Senador, promoveu cardiologista Antônio Jucá, que partiu pouco depois à assunção. Jereissati foi eleito por seus pares segundo secretário da Mesa do Senado, que não chegou a exercer, pelo prematuro perecer.
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Dr. Manoel do Nascimento Fernandes Távora, pai de Virgílio, teve dois mandatos de Senador, o primeiro, em 1947, de apenas três anos, quando da instituição da terceira cadeira, e o segundo, em 1954, de oito, quando obteve primeiro lugar na votação, vindo em segundo Parsifal Barroso.
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Nos seus quatro anos na suplência senatorial do dr. Pimentel, Waldemar Alcântara não assumiu um só dia. Entretanto, tirou quase todo mandato de Paulo Sarasate, que pereceu logo no início.
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Virgílio Távora deixou seu Redentor Governo de 1966 para disputar a Câmara Federal, ia ter uns votos do meu torrão Aurora, porém transferiu pro seu então correligionário Humberto Bezerra, que deixava a Prefeitura de Juazeiro. Acabou obtendo 70 votos que eu consegui junto ao tio Zequinha Quezado, bem, uns 20, ele teria de qualquer jeito.
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Na Presidencial de 1960, ainda sem título, torci por Jânio Quadros, tal todo brasileiro que se prezava. Estava no Rio, quando ele renunciou, e confesso que acho que chorei.
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No pleito de 1958, aquele que a Grande Seca reverteu o placar, ainda não tinha idade pra votar, porém torci por Virgílio Távora, que perdeu pra Parsifal, que chegou a me aproveitar em seu gabinete como Secretário da Comissão Dinamizadora do Porto do Mucuripe.
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Na primeira eleição para o Senado, após 1964, votei em Joaquim de Figueiredo Correia, embora do outro lado estivesse também um político sério, Wilson Gonçalves, que concluiu sua vida pública como ministro do Tribunal Federal de Recursos.
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Em 1962, Péricles Moreira da Rocha, então em quarto mandato estadual, decidiu ser candidato a Prefeito, em lugar do irmão Acrísio. Em renhida disputa, perdeu apertado pro coronel Murillo Borges, mas, na época, muita gente afirmou que, se Acrísio tivesse sido o candidato, haveria levado.
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Empresário Elano de Paula, irmão do Chico Anysio, pensou em obter uma cadeira na Câmara pelo seu Ceará natal. Corria o início dos anos 60, porém desistiu, face às cotações do voto no mercado.
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Queremos assinalar o centenário hoje transcorrente do cancerologista Fernando Gentil, irmão de Beatriz Philomeno Gomes, que se tornou famoso em São Paulo, tendo sido mesmo um dos médicos renomados da Super Cap.
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Em 1950, o banqueiro Antônio da Frota Gentil era deputado federal e nome de proa do poderoso Partido Social Democrático. Tentou fazer o genro, Fausto Cabral, governador, e ele prefeito de Fortaleza. Deu seu colega de bancada, Raul Barbosa, governador, e o locutor Paulo Cabral, prefeito.
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