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Nos primórdios do Governo César Cals, houve um jantar em casa de José Macêdo, a quem solicitou um encontro privado com Virgílio Távora e Waldemar Alcântara. Lá manifestou seu desejo de indicar alguns nomes para a Executiva do partido, a Arena, os dois líderes desconversaram, motivando viagem de César a Brasília, onde contou episódio ao presidente Médici, que disse que voltasse com seu apoio para ele próprio fazer a maioria do colegiado, que comunicasse essa decisão a VT e a Waldemar. E foi assim que Cals assumiu o comando político.
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Categoria: Apanhado político
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Nas eleições de 1962, eram tantas as vagas, 65, que se fazia um deputado com dois mil votos. Meu primo Epitácio Quezado Cruz, do Crato, entrou com dois mil, e Aécio de Borba, com pouco mais de três, ambos por pequeníssimos partidos, PRP e PST, respectivamente.
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Após passar oito anos fora do Exército, como deputado federal, Virgílio Távora perdeu a eleição de Governador para Parsifal, e então temeu retornar à ativa, pois o Ministro da Guerra, Teixeira Lott, não apreciava os Távora, e poderia lhe ser designada função indesejável, tal fronteira Norte. De modo que a nomeação para a Nova Cap veio bem a calhar, onde permaneceu até se tornar ministro do Regime Parlamentarista.
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Apesar de não gostar de jogo caro, Antônio da Frota Gentil apreciava o pife-pafe, preferindo sempre a mesa barata das mulheres. E costumava dizer que a melhor coisa do mundo é jogar ganhando; e a segunda melhor, cartear perdendo.
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Última eleição pra suplente de senador aconteceu em 1954, sendo eleitos Carlos Viriato de Sabóia, suplente do dr. Fernandes Távora, e Fausto Cabral, suplente do dr. Parsifal Barroso.
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General cearense Crisanto Figueiredo, da Casa Militar de João Goulart, reunido com jornalistas no Rio, confidenciou que o Presidente encomendara uma pesquisa sobre as eleições de 1965 e que o resultado o fizera tremer nas bases, pois dera que Juscelino perderia pra Carlos Lacerda, até mesmo em Minas Gerais.
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Cheguei ao aeroporto para esperar o ministro Virgílio Távora e logo me envolvi na roda onde dona Luíza pontificava, dela fazendo parte o editor de O POVO, J.C. Alencar Araripe. Dona Luíza virou-se e proclamou: Na reunião lá em casa, não senti em nenhum momento que o Sarasate era pró Adahil. Foi então que percebi que VT podia ser o candidato, e não deu outra, na União Pelo Ceará.
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Paulino Rocha teve uma frustração política na sua segunda eleição, pois o Ibope estipulara votação maior do que ele obteve. O laureado comentarista esportivo partiu num seis de abril, batido pelo câncer, justo no dia em que este seu amigo fazia 40.
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Nasceu lá em casa, na Torre do Iracema Plaza, em noite de Réveillon, a ideia de o laureado comentarista esportivo Paulino Rocha entrar na política. Foi Paes de Andrade quem lhe pôs na cabeça, com plena concordância da roda, formada quase toda de gente do esporte.
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Virgílio e Jango eram muito amigos e, em primeiro mandato e ambos solteiros, companheiros de saidelas pela noite do Rio. Agora, é errado se dizer que VT foi ministro dele, quando, na realidade, formou na equipe do Primeiro Ministro Tancredo Neves, na superpasta da Viação e Obras Públicas, que os governos revolucionários transformaram em cinco.
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Uma das minhas grandes mágoas na política foi por não terem feito dr. Antônio Martins Filho nem governador nem ministro, o criador da Universidade teria simplesmente dado um banho nas duas elevadas funções.
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Particularidade unindo Moacir Aguiar, Aécio de Borba e Cláudio Santos, foram os três que participaram dos dois Veterados.
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Dois governadores obtiveram o primeiro lugar quando, ao deixarem o poder, se candidataram a deputado federal, Virgílio Távora, em 1966, e Adauto Bezerra, em 1978, ambos, por sinal, tiveram o meu voto.
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Para este repórter e, acredito, grande parte da população, Tasso Jereissati, grande nos três governos, foi principalmente no primeiro, enquadrando os políticos nos princípios da austeridade e honradez e se negando a lhes dar a chave do cofre.
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Dr. Paulo Sarasate sempre se hospedou no Rio no Hotel Regina, seu lar carioca. Até mesmo quando governador, exceto período em que, tratando da saúde, o médico preferiu pô-lo no Hotel Novo Mundo, dotado de melhores condições de conforto.
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Em dificuldades para se reeleger deputado estadual, Plácido Castelo foi feito governador pelo presidente Castello, apontado por Paulo Sarasate. Terminado o mandato, os militares puseram César Cals, que viajando a Brasília pra posse de Geisel, levou como trunfo, no bolso do colete, o nome de Plácido para senador, que ficara muito ligado ao general Dilermando Monteiro, que seria o chefe da Casa Civil do novo Presidente, mas, brincando com o neto na banheira, na véspera, teve acidente que o impediu de assumir, e aí então César recuou da indicação, demonstrando que cavalo selado só passa na frente da porta uma vez na vida.
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Joaquim de Figueiredo Correia foi tão decente com Virgílio Távora, de quem era vice, que, logo que pôde, o Governador fez de seu irmão Jáder Secretário da Educação, onde, por sinal, saiu-se bem.
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No II Veterado, não houve um nome que marcasse no Secretariado. No I, tivemos Edson Ramalho na Fazenda, que botou arrecadação do Estado lá pra cima. O general morreria logo depois de deixar o cargo, mas sua imagem de administrador competente e honesto permanece indelével.
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Entre os empresários que tiveram só um mandato de deputado, figuram Bonaparte Maia e Audísio Pinheiro. Quanto a Raul Carneiro, teve dois, um federal e outro estadual.
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Mesmo com uma minoria minoritaríssima do Exército pretendendo apeá-lo do poder, o governador Virgílio Távora tinha a resposta na ponta da língua quando lhe perguntavam como iam as coisas: Melhor do que pedi a Deus.
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