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Dr. Stênio Gomes, um dos três genros de Pedro Philomeno, foi eleito deputado federal Constituinte em 1947, mas, logo a seguir, resolveu disputar a Prefeitura de Fortaleza com o concunhado Acrísio Moreira da Rocha, casado com uma irmã, Maria Luíza, de sua mulher Stela. Obteve inexpressiva votação, todavia, três anos depois, foi eleito vice-governador, na chapa de Raul Barbosa. Terminou assumindo quase um ano, e depois não quis mais saber de concorrer.

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Na primeira administração, Juraci Magalhães saiu-se muito bem, podendo serem destacados, entre outras realizações, os Terminais Coletivos. No retorno, andou se perdendo em algumas ocasiões, o que não impede a sua inclusão na lista dos Cinco Melhores de Fortaleza.

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Para concretizar sua maior obra, a Bezerra de Menezes, Murillo Borges dividiu a conta com os proprietários da avenida. Foi um dos nossos cinco maiores prefeitos, eleito pela classe média, que não aceitava o populismo de Pequim nem a vermelhidão do Beleza.

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Aécio de Borba foi três vezes deputado federal, 82, 86 e 90, e secretário nos dois governos Virgílio Távora, além de vice-prefeito de Fortaleza, na garupa do excelente Cordeiro Neto, que brindou a cidade com a Perimetral, saiu uma vez deputado estadual, que quase não exerceu, por um pequeno partido, o PST, de Moysés Pimentel, em cuja rádio, Dragão do Mar, era diretor comercial.

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Flávio Marcílio, excelente sujeito, que nunca encontrou um amigo sem dar a mão, começou numa primeira suplência, porém assumiu e terminou numa terceira. Entre uma e outra, cinco mandatos folgados em votos, ilustrados por três Presidências da Câmara.

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Participei da primeira turma do Náutico no Meireles. O engraçado é que, antes de ingressar, a rapaziada quis me dar uma surra na porta do clube. Não apanhei, porém, de castigo, tive de tomar um rum com cada um e conquistei grandes amigos, alguns até hoje, tal César Galvão.

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Em 1954, Expedito Machado, até então bem-sucedido exportador de algodão, estreou como deputado estadual e foi eleito presidente da Federação Cearense de Desportos, oportunidade em que iluminou o Presidente Vargas, fato quase sempre esquecido. Teve dois mandatos federais, tendo sido, no primeiro, o lanterninha da coligação, e obtendo, no segundo, o primeiro lugar em seu partido, certamente, pela ajuda que, como Ministro da Viação, vinha prestando a Virgílio Távora, no Ceará, e Murillo Borges, em Fortaleza.

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José Flávio Costa Lima foi o presidente da Fiec que construiu a Casa da Indústria. Ele entregou o CIC à nova geração, chamando Beni Veras e o fazendo presidente, provavelmente a sua atitude mais brilhante, embora não lhe tenha rendido a total simpatia da moçada, como talvez esperasse.

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Antônio, primogênito do coronel Zegentil e dona Amélia Frota, foi o primeiro dos 15 filhos a usar Gentil, pois o nome cartorial do pai era José Alves de Carvalho.

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Esmerino Arruda ficou contra Carlos Jereissati, na eleição para o Senado, mas quando terminou a votação, bateu na porta de Raul Carneiro e, apesar da oposição do irmão José, foi entrando com a mulher e três filhas e anunciou: Carlos, vim lhe comunicar que votei em você.

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Deram sorte os suplentes da bancada federal cearense, na eleição de 1962, com a saída de Antônio Jucá, para ocupar a vaga de Jereissati, no Senado, pois era seu suplente, assumiu Álvaro Lins. Com a suspensão de Moysés Pimentel, entrou Flávio Marcílio, e a de Adahil Barreto, beneficiou Crisanto Moreira da Rocha, quer dizer, os três não conseguiram se eleger, mas ficaram perto.

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Revolução de 64 cometeu várias injustiças, uma das maiores atingiu Adahil Barreto, homem sério, que nada tinha de comunista, quatro vezes deputado federal e uma estadual, tendo sido Constituinte em 1947, no antigo Palácio Senador Alencar.

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Dois empresários cearenses que foram deputados federais de um só mandato, ambos em 1962, Audísio Pinheiro e Raul Carneiro, que teve também um estadual, formando no partido PTB, de seu cunhado Carlos Jereissati.

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Escolhido Presidente da República, João Figueiredo ouviu de seu patrocinador, Ernesto Geisel, que o banqueiro Olavo Setúbal daria um excelente Governador, bem melhor que Laudo Natel, que Figueiredo queria, e de saída teria vantagem de demonstrar ao País que São Paulo não tinha só Natel. Porém, o João insistiu, e fez quem ele desejava, o apenas razoável Natel, homem sério, mas que não passava disso.

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Raul Barbosa foi um dos melhores governadores que o Ceará já cobriu, sobretudo, moralmente impecável. Pois bem, saiu candidato a senador, e o eleitorado alencarino lhe deu último lugar, lanterninha de quatro concorrentes para duas vagas. Raul, que tinha sido deputado federal, nunca mais disputou, tendo tido notável desempenho na Presidência do Banco do Nordeste e, mais tarde, levado por Castello Branco para a Direção do BID, em Washington.

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Em 1965, Castello Branco mandou general Ellery ao Maranhão, para auscultar a eleição de Governador. Na volta, Ellery lhe passou: Presidente, a situação é a seguinte, de um lado, um PSD suspeito, e do outro, a UDN do Sarney esquerdista. Se eu fosse o senhor, escolheria o Sarney, que pelo menos tem ficha limpa. Naturalmente, que deu Sarney.

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Nos anos 50, teve um político paranaense que meteu a mão na massa, quando Governador, tanto que seu nome passou a ser símbolo de corrupção, designando o homem público impublicável. Mais tarde, disputou, de uma só vez, senador, deputado estadual e deputado federal, ensejando o eleitorado lhe ministrar uma lição, pois perdeu as três.

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Prefeito de Juazeiro, Arnon Bezerra, tem seis mandatos de deputado federal, ele sozinho batendo os tios reunidos: Orlando, três; Humberto, dois; e Adauto, apenas um. Filho do mais velho, Leandro, que matrimoniou uma Quezado do Crato, prima, embora não tão próxima, de minha mãe, que se desentendeu com os irmãos bem antes de o BIC bater à porta.

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Naquele tempo, podia o candidato a Governador ser também a Deputado. Assim, em 1954, Armando Falcão perdeu o Palácio da Luz pra Sarasate, mas ganhou cadeira na Câmara. E oito anos depois, Adahil Barreto, derrotado por Virgílio Távora, conseguiu entrar na bancada da Câmara.

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O I Veterado, apesar de grande, não revelou muitas estrelas, pois o próprio Virgílio, no auge de seus 40, preenchia. Como destaques maiores do secretariado, apontaria o general Edson Ramalho, na Fazenda, e o coronel Clóvis Alexandrino, na Polícia, embora não podendo deixar de ressaltar Nertan Macêdo, como chefe de Imprensa.