Apontamento
Lúcio Melo, que tinha elevada posição na Campanha de Educandários Gratuitos, foi única indicação de Paulo Sarasate para o Secretariado de Plácido. Parecia o homem certo no lugar certo, todavia não tinha vocação política e não durou.
|
Categoria: Apanhado político
Apontamento
Quando Marcelo Linhares, no ocaso do governo Plácido Castelo, do qual Secretário do Planejamento, decidiu-se pela política, poucos acreditaram no sucesso da empreitada, todavia rendeu quatro mandatos, sempre bem sufragado. Alegando carência de recursos, não disputou o quinto e, escalado para suplente de César Cals, que pretendia o Senado, não aceitou.
|
Apontamento
Provavelmente por ser genro de Antônio da Frota Gentil, então Presidente do PSD, o líder empresarial Fausto Cabral quase saiu candidato a Governador na eleição de 1954 numa União pelo Ceará que não emplacou, por não passar pelo crivo da UDN, que tinha forte candidato, Paulo Sarasate. Mas Fausto deu sorte, nesse mesmo pleito, indicado por Carlos Jereissati saiu suplente de Parsifal Barroso, candidato ao Senado, que se elegeu, porém pouco exerceu, pois feito Ministro de Juscelino e depois Governador.
|
Apontamento
Oriel Mota foi um deputado da linha folclórica da Assembleia, pois sabia manobrar o fino humor. Quase chegou à Presidência, perdendo da idade, sendo mais jovem que o adversário Abelardo Costa Lima. Das vezes eleito pelo PTB, na terceira não conseguiu e largou.
|
Apontamento
Antônio da Frota Gentil foi Deputado Constituinte em 46 pelo PSD. Em 50, meteu-se numa inglória empreitada para Prefeito contra Paulo Cabral, e, sendo banqueiro enfrentando um mero radialista, a sabedoria popular rotulou Campanha do Milhão contra o Tostão. Esse refrão o derrotou, entrando para federal o sobrinho Adolfo, que teve dois mandatos.
|
Apontamento
Vicente Augusto foi um hábil e talentoso coordenador do PSD e um dos articuladores primitivos da União Pelo Ceará, que promoveu o Governo Redentor de Virgílio Távora. Sua sabedoria, entretanto, não lhe rendia votos, tanto que, algumas vezes, ficou apenas na suplência de deputado estadual, e só uma vez foi eleito federal.
|
Apontamento
De Paulo Sarasate, se pode dizer que foi um político de mãos limpas e produtivo deputado. Como governador, não se saiu bem, podendo se alegar, em sua defesa, que passou quase todo o tempo no Rio, em tratamento. Sempre foi muito bem sufragado, a partir de Fortaleza. Foi três vezes federal e, quando partiu, era Senador da República.
|
Apontamento
Nunca fui chegado ao senador Wilson Gonçalves e, na realidade, só estive próximo quando o entrevistei na televisão, ele tendo deixado o Tribunal de Recursos. Entretanto, sempre o considerei um político de seriedade, que nunca sujou as mãos.
|
Especificações
Edilson Távora foi ótimo Secretário de Agricultura, em sua estreia na vida pública, tendo formado no Governo Sarasate. Participou de desagradável incidente na Assembleia Legislativa, de onde saiu até tiro. Teve de ser substituído, entrando o irmão Edival em seu lugar. Foi um deputado dos mais produtivos, tendo obtido quatro mandatos, até perder para Mauro Benevides uma disputa senatorial. Não mais se candidatou, porém ainda exerceu posição de destaque na gestão Sarney.
|
Especificações
Parsifal Barroso não era vocacionalmente um político, pois nasceu pra ser professor. Provavelmente, o mais culto dos nossos homens públicos, e era bom de urna, tanto que impôs a Virgílio Távora sua única derrota.
|
Especificações
Dos políticos cearenses, destaco Carlos Jereissati, pela liderança indiscutível. Aliás, um dos jornalistas seus admiradores, Nertan Macêdo, o apontava como um grande líder.
|
Apanhado
Armando Falcão, que perdeu a eleição para Governador em 1954, e Adahil Barreto, que perdeu a mesma disputa em 1962, escaparam, pois se elegeram deputados, que naquele tempo podia disputar uma eleição direta e outra proporcional. Foi a Revolução de 64 que acabou com essa duplicidade.
|
Apanhado
Quando governador, Parsifal Barroso costumava dizer que aquelas votações que saem dos brejos sertanejos deveriam ser chamadas de currais e não colégios.
|
Apanhado
Esmerino Arruda foi um caso raro na política cearense. Nunca teve voto e, nas três vezes que se propôs à Câmara, foi eleito. Não deu sorte como suplente de senador, foram 16 anos sem que os titulares, Cid Carvalho e Sérgio Machado, lhe ensejassem um dia sequer em exercício.
|
Apanhado
Sempre prefiro rotular meu amigo Parsifal Barroso de Professor. Até mesmo porque nunca o considerei um grande político. Político era seu sogro Chico Monte. Agora, professor vocacional, Parsifal realmente era.
|
Apanhado
Entre os deputados já partintes que tiveram quatro mandatos federais, podemos citar Chico Monte, o primeiro deles a atingir tal participação, Adahil Barreto, José Martins Rodrigues, Álvaro Lins e Edilson Távora. Não classifiquei quem obteve mais de quatro.
|
Apanhado
Guilherme Gouveia foi um dos deputados estaduais que o empresário José Macêdo mais apreciou, pela seriedade. Penso que a razão foi que o representante de Granja foi um dos raros que não o achacaram, quando tramitava, na Assembleia, a liberação dos impostos para seu moinho Fortaleza.
|
Apanhado
Esse mérito ninguém tira do Gonzaga Mota, pois foi quando Governador compareceu à televisão, para proclamar que iria permanecer, para fazer Tasso seu sucessor, que o Ceará começou a acreditar que o Galeguim de “oi azul” poderia vencer o então favorito Adauto Bezerra.
|
Apanhado
Dos empresários que ingressaram na Câmara Federal, José Flávio Costa Lima, que operava com algodão, foi o que obteve mais destaque, em dois mandatos, sobretudo no primeiro. Além do fato de que, pertencendo a família política, lá pras bandas do Aracati, não podia ser tachado de paraquedista.
|
Apanhado
Tendo permanecido no Governo e apoiado Tasso para seu sucessor, Gonzaga Mota passou quatro anos sem mandato. Reapareceu como candidato a deputado, condição que lhe foi renovada, só não conseguindo êxito quando tentou o terceiro e ficou na suplência. Gonzaga foi protagonista da fidelidade do eleitorado e dos amigos, fato que não é comum, pelo contrário.
|
