Nunca campeão

Um dos melhores centroavantes do futebol, Heleno de Freitas, começou sua carreira no Fluminense, jogando de half esquerdo e, depois, como profissional, comandando o ataque do Botafogo, nunca tendo saído campeão pelo alvinegro, título que só obteve atuando pelo Vasco, em 1949.

Apito fatal

No Mundial de 34, na Itália, Brasil foi altamente prejudicado pelo juiz alemão A. Birlem, que marcou rigoroso pênalti, caso autêntico de bola na mão e não mão na bola. Anulou um gol do ponteiro Luizinho e deixou de marcar um pênalti, este verdadeiro, contra os ibéricos.

Diamante negro

Único gol brasileiro na Copa de 34, a segunda disputada, foi marcado por Leônidas que, juntando com os sete que fez no Mundial seguinte, na França, totalizam oito; só ficando atrás de Ademir - ou mesmo empatando com ele -, pois um dos gols do Queixada foi registrado pelo juiz como do defensor espanhol Parra.

Avis rara

Brasil só deu um paulista na primeira Copa do Mundo, Uruguai, 1930, o centroavante Araken, que pertencia ao Santos, mas foi cooptado pela direção do escrete.

Extremos

A Copa de 30 é aquela que o Brasil enviou maior número de jogadores, e a seguinte, de 34, na Itália, foi a de menor número, apenas 17.

Da cabeça pros pés

Treinador da Seleção da Copa de 1950, Flávio Costa me informou que chegou a cogitar o grande Heleno de Freitas para comandar a linha de frente, porém, craque, que tanto brilhou no Botafogo, Vasco e no próprio escrete, já estava fraquejando dos miolos.

Furo na bola

Nas minhas pesquisas futebolísticas, descobri que a melhor Seleção Brasileira de todas, desde a Copa de 30 até a última, foi a de 34, quando estreou em Mundiais, o Diamante Negro Leônidas da Silva.

Golpe no torcedor

Um dos absurdos mais absurdais do futebol de hoje em dia é ter de ficar vários minutos esperando para vibrar com o gol, que passa pelo teste televisivo.

Pé sem cabeça

Ao contrário do que afirma considerável parte da crônica esportiva, Heleno de Freitas, que passou seus últimos anos de vida internado em um hospital para doentes mentais em Barbacena, Minas Gerais, é que foi o comandante de ataque mais clássico do futebol brasileiro, e não Leônidas da Silva.

Mãe ingrata

Após vencer a Copa anterior, uma das derrotas da Seleção Brasileira, no Mundial da Inglaterra, em 1966, foi precisamente para nossa pátria-mãe, Portugal. Pelé jogou, porém, o nosso único gol foi do lateral Rildo, que, por sinal, atuou ao lado do Rei também no Santos.

Maiorais sem

Enfrentando o Paraguai no Sul-Americano de 1946, o treinador Flávio Costa conseguiu juntar, no segundo tempo, os três maiores centroavantes brasileiros da década de 40, Leônidas, Heleno e Ademir, que a trama do destino não fez de nenhum campeão mundial.

Não vingou

Logo que encerrou a carreira, sagrando-se campeão estadual pelo São Paulo, em 1949, Leônidas da Silva tentou ser técnico, função na qual, decididamente, não emplacou.

Tempos idos

Vice-campeão carioca em 44, treinado por Ondino Vieira, o Vasco, com o mesmo treinador, foi campeão em 45, e, com Flávio Costa, campeão em 47, 49 e 50, e vice em 48. E sob a direção de Gentil Cardoso, campeão folgado em 1952.

Bola rolando

Com as derrapagens de Flávio Costa em 50 e Zezé Moreira em 54, setores da imprensa esportiva vieram à lume para defender o apontamento do paraguaio Fleitas Solich, que havia sido tricampeão pelo Flamengo. Porém não vingou, tendo sido escolhido Feola, vencedor injusto da Copa de 58, pois o único jogo difícil, com a França, foi tomado.

Introdução

O primeiro goleiro da Seleção Brasileira em Copa do Mundo foi Joel de Oliveira Monteiro, a quem cheguei a conhecer. Ele foi casado com Ivone Moura Lopes, neta do J. Lopes, que batiza aquela pequena rua por trás da Catedral, no Centro da cidade. Por sua postura elegante, era apelidado de El Guapo.

Quinteto ideal

Cláudio, do Corinthians, na ponta direita; Zizinho, do Flamengo, mas já no Bangu, na meia; Heleno, no centro; Ademir, na meia esquerda; e Chico, na outra extrema. Essa teria sido a linha atacante ideal para o Brasil ganhar a Copa de 50 se não fosse tão intransigente o treinador Flávio Costa. Teríamos botado o Uruguai para trás.

Antes tarde

Cortado da Seleção em 1950 pelo treinador Flávio Costa, o paulista Mauro foi reserva de Pinheiro em 54, e de Beline, em 58, sagrando-se, nessa condição, campeão mundial. Em 62, os papéis se inverteram, quer dizer, Beline foi seu reserva, inclusive com Mauro guindado à posição de capitão do time que se sagrou no Chile.

Ponto final

Futebol está cada vez mais chato, além do baixíssimo nível técnico hoje apresentado. Esse negócio, por exemplo, de deixar o torcedor com o gol na garganta, até que a televisão ateste sua validade, é muito cruel. Vai daí fazer parte da nossa plataforma, quando chegarmos à presidência da Fifa, acabar com essa absurda chateação.

Valores distintos

Continuam me interpelando sobre quem foi maior, Pelé ou Maradona. Bem, volto a dizer, o Rei, no Santos, e Dieguito na Seleção Argentina.

Cotado

Caso já não demonstrasse confusão mental, face à esquizofrenia, Heleno de Freitas teria sido, provavelmente, o centroavante brasileiro na Copa de 50. Essa declaração, ouvi do próprio treinador Flávio Costa, no Rio.