Fora do banquete

Os goleiros Ado e Leão, que eram segundo e terceiro, respectivamente, os zagueiros Baldochi e Joel, o lateral Zé Maria e o centroavante Dario viajaram ao México para o Mundial de 70, último que a Seleção ganhou jogando futebol de primeira, porém não entraram em campo, pois o treinador Zagallo não programou todos os jogadores que levou.

Boa vizinhaça

Quando Pelé chegou ao Santos, Jair da Rosa Pinto já fazia parte do elenco da Vila Belmiro e os dois passaram a ser companheiros de quarto, o garoto e o craque que tinha estreado na Seleção 16 anos antes.

Pelé antes do Pelé

Ocupando, na Seleção Brasileira, duas posições distintas, uma em cada Copa, grande Leônidas da Silva sobressaiu-se em ambas. Na primeira, em 34, atuou na meia-esquerda, quando marcou nosso único gol, na derrota para Espanha. Já em 38, foi de centroavante, consagrando-se maior artilheiro do Mundial em questão, com sete tentos assinalados.

Única

Essa, penso que nem o Narcélio Miranda, tricolor fervoroso, sabe, porém, o Fortaleza teve um jogador que disputou a Copa de 50 a vestir sua camisa, trata-se do ponteiro e volante Alfredo, quando aqui servia no 23ºBC. Somente ele.

Apito fatal

No mundial de 34, na Itália, Brasil foi altamente prejudicado pelo juiz alemão. A. Birlem, que marcou rigoroso pênalti, caso autêntico de bola na mão, e não mão na bola. Anulou um gol do ponteiro Luizinho e deixou de marcar um pênalti, esse verdadeiro, contra os ibéricos.

Difícil de crer

O selecionado cearense enfrentou e perdeu para o Pará, em jogo realizado na tarde de Sábado Gordo. A gente precisava ganhar e Alencar fez um gol que o juiz anulou e a torcida pretendeu mata-lo, mas tudo indica que foi em calamitoso impedimento. Como havia perdido em Belém, o Ceará precisava ganhar para enfrentar a Bahia.

Golpe no torcedor

Um dos absurdos mais absurdais do futebol de hoje em dia é ter de ficar vários minutos esperando para vibrar com o gol, que passa pelo teste televisivo.

Tava lá

O brasileiro Arnaldo César Coelho foi quem arbitrou a final Itália × Alemanha, no Mundial de 1982. Partida à qual assisti no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

Cota mínima

Qual foi o Mundial que o Brasil mandou menos jogadores até hoje? Foi o de 1934, realizado na Itália. Enviamos apenas 17, dos quais apenas 11 entraram em campo.

Festa no interior

O Estado do Rio, não confundir com Rio de Janeiro, enviou três atletas para o primeiro Mundial, em 1930, realizado em Montevidéu: Poly, do Americano de Campos, Oscarino, do Ypiranga de Niterói, e Manuelzinho, do Canto do Rio. Do trio, só atuou o ponteiro Poly, que jogou na estreia contra a Iugoslávia, em que perdemos, e logo aí sobramos, na nossa primeira partida em Copas.

Cedo demais

Se tivesse havido Copa do Mundo em 1942 e 1946, sairia muito provavelmente campeã a Argentina, donatária quase certamente do melhor time do mundo, inclusive do fabuloso center Pedernera. O Brasil, pela primeira vez, foi campeão em 1958.

Tomado

O Brasil só sofreu uma derrota no Mundial de 34, realizado na Itália, perdendo de 3 x 1 para a Espanha, segundo consta, em uma arrumação do juiz alemão Alfred Birlem, que tomou o jogo do Brasil. A equipe brasileira apresentou um grande time; tinha, na meia esquerda, nada mais, nada menos que Leônidas da Silva, autor do nosso único tento.

Astros demais

O treinador Flávio Costa tentou juntar, no mesmo ataque, os três maiores centroavantes brasileiros da década de 40, Leônidas, Ademir e Heleno de Freitas, só que não rendeu, pois o escrete não passou de empate com o Paraguai, nosso gol marcado pelo zagueiro Norival.

A jato

Leônidas da Silva, que se sagrou campeão paulista em 48 pelo São Paulo, foi convocado por Flávio Costa para o Sul-Americano do ano seguinte, que estabeleceu prazo muito curto para que ele perdesse muitos quilos e pudesse, assim, comandar o ataque do escrete.

Erro de convocação

O treinador Flávio Costa morreu sem conseguir explicar porque não chamou Cláudio do Corinthians para a Seleção de 1950. O resultado é que, com a contusão de Tesourinha, que seria o titular, ele teve de escalar, na extrema direita, jogadores que eram craques, mas não eram pontas – por exemplo, o baiano Maneca.

Nazifacista

O juiz que, na Copa do Mundo de 34, tomou do Brasil para dar para a Espanha chamava-se Alfred Birlem, que era alemão.

Até rei

O Maracanã não serviu de palco para o único jogo da Seleção em que Pelé foi expulso. Aconteceu no Pacaembu, e Argentina meteu três.

Teto

Ao encerrar sua extraordinária carreira, em 1948, Domingos da Guia recebeu da Confederação Brasileira de Desportos uma casa quitada em Bangu.

Fez falta

Até hoje, lamenta-se que o treinador Flávio Costa não tenha convocado o ponteiro Cláudio, do Corinthians, que vinha na Seleção desde 1942.

Mal-posto

Dos 22 que o Brasil enviou para a França, na terceira Copa do Mundo, um não pôde atuar, pois a Fifa alegou que Niginho pertencia ao Lazio, clube italiano.