Ela, escondida

Foi no Cine Toaçu, um dos cinco da cadeia Amadeu Barros, que assisti Ingrid Bergman em O Médico e o Monstro, com Spencer Tracy e Lana Turner. Pouca gente sabe da existência desse cinema do lado leste da Praça José de Alencar, quase defronte à Rádio Iracema.

Sem bis

Após Casablanca, Ingrid Bergman e Humphrey Bogart nunca mais filmaram juntos, como também ela nunca mais trabalhou com nenhum dos outros astros envolvidos.

Ouvindo apito do trem

Otávio Bonfim tinha dois cinemas da Empresa Ribeiro, na praça vizinha ao colégio: o Familiar, dirigido por padres; e, um pouco mais além, ladeando a Sumov: o Nazaré, que atendia o operariado da Siqueira Gurgel.

Gigante

Dos três longas-metragens de James Dean, Vidas Amargas, Juventude Transviada e Giant, seu grande desempenho foi no primeiro.

Nobreza

Durante algum tempo, recebi cartões natalinos do príncipe Dom Pedro de Orleans e Bragança, que sempre dizia “Boas Festas de Natal e Feliz Ano Novo!”

Tem justa causa

Uma das mais adequadas colocações feitas por este bloguista no ano passado, aconteceu na confraternização da Escola Unidos do Natal, quando o empresário Beto Studart, homenageado com o diploma Dr. Pompeu Vasconcelos, foi batizado por mim, que o saudou de Um Grande Exemplo.

Bisante

Ingrid Bergman fez dois filmes com o excelente Joseph Cotten: À Meia-Luz e Sob o Signo do Capricórnio.

Mudança boa

A Praia de Iracema antes foi chamada de Praia do Peixe, significando isso dizer que melhorou de batismo.

Fora de área

O Rex, na General Sampaio, era, pela ordem, o quarto cinema da Empresa Ribeiro em Fortaleza. Como distava do Centro, ensejava a nós, garotos, deslocar-nos para poder ter acesso a filmes impróprios até 14 anos. Foi lá, por exemplo, que assisti pela primeira vez a Ingrid Bergman, contracenando com o simpático canastrão Gregory Peck, em “Quando fala o coração”.

Eras

A Academia Cearense de Literatura e Jornalismo não assumiu a extensão do uso da interjeição que titula esta nota, se vinga senão em outras latitudes do território brasileiro, e não apenas para as bandas de cá.

Naquele tempo

A primeira lagosta do Cumbuco foi a da Neide, mulher do Carlito, que foi pescada em alto mar pelo vizinho. Ali me socorri várias vezes de lamber os beiços.

Fama dura

Local da Praia de Iracema onde Orson Welles hospedou-se, nos anos 40, foi onde hoje localiza-se o residencial Classe A Jangada Clube.

Mudança de tom

Ao noticiar que o político maranhense Edison Lobão se encontrava em Paris, o grande Zózimo ajuntou "quer dizer que a capital da França deixou de ser a Cidade Luz”.

No alto da torre

Nos arquivos de general Golbery, tem uma passagem envolvendo o Zózimo Barrozo do Amaral. Quando a coluna noticiou que o Painel de Portinari do Colégio Cataguases de Minas Gerais foi vendido ao Governo de São Paulo por quarenta milhões, o chefe do GSI mandou averiguar, descobrindo que o valor real era bem menor, apenas quatro milhões.

Fora do esquadro

Teve um filme de Ingrid Bergman que não passou no Circuito de Fortaleza, trata-se de Mulher Exótica, seu segundo com Gary Cooper, que só foi exibido na Base Aérea.

Joio & trigo

Visitando o Ceará, Carlos Lacerda deu entrevista na televisão e respondeu à pergunta quanto à sua opinião sobre a imprensa brasileira com outra pergunta: “O que é que você chama de jornalista, aquele que traz a verdade e dá ao público ou aquele que recebe vantagens para elogiar A ou denegrir B?”.

Estourou

Divina Eliseth Cardoso foi lançada interpretando logo um enorme sucesso de Elano de Paula e Chocolate, Canção de Amor, feita para rodar sempre.

Reposta à bala

Milk Harvey, líder gay de São Francisco, defendia como única salvação para os “homos” saírem do armário e encherem as ruas. Não ocultarem sua condição para pai, mãe, irmãos e afins. Acabou assassinado pela homofobia de direita após ter sido eleito para o Conselho Municipal.

Destaque

Nas bodas de Orós, entre Josué de Castro e Branca Batista, minha coluna de O POVO ressaltou a mãe do noivo, Maria Fernandes de Castro, a mulher mais elegante, em brocado.

Dele

Uma das melhores do grande Oscar Wilde: “Para onde vão os americanos de bom gosto? Vão para Paris. E para onde vão os americanos de mau gosto? Ora, vão para a América”.