No palco
Trouxe duas vezes um dos maiores saxofonistas do Brasil, Paulo Moura. Da primeira, ele se fez acompanhar da pianista clássica paulista Clara Sverner, no José de Alencar; e, da segunda, se apresentou sozinho, no Centro de Convenções.
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Categoria: Momentos
Dial
Depois da Uirapuru, que foi a primeira, trabalhei um tempo na Rádio Iracema. Lembro que quem me pagava era um cidadão chamado Baima, funcionário do Banco da Arquidiocese, que José Parente, o dono da estação, junto irmão Flávio, era quem dirigia.
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Na praça
Melhor papo no Ceará, no meu tempo, fica por conta do poeta Otacílio Colares, que adoçava sua conversação com fácil presença de espírito.
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Apontamento
José Martins Rodrigues, que pouca gente sabe, foi Ministro colega de Geisel na interinidade Mazille, após renúncia de Jânio Quadros, exemplo de dignidade. Castello Branco jamais teria suspendido seus direitos políticos, como fez Costa e Silva, ouvindo Portela no AI-5.
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Girando dial
Minha estreia no rádio se deu no meio do ano de 1957, via Zé Pessoa, que me levou para a Uirapuru, sob o patrocínio de Tarcísio Magazine, loja recém-inaugurada na Pedro Pereira. Não tinha carteira assinada, condição só adquirida quando meu amigo José Macêdo assumiu por um curto tempo a emissora.
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Momentos
A primeira grande ocorrência da minha vida, além do nascimento na Aurora, foi meu ingresso na Gazeta, pelas mãos de Luiz Campos, tendo a primeira coluna sido publicada num sábado, 14 de agosto de 1955, só que foi escrita na sexta, 13.
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No palco
Um dos maiores sucessos artísticos de minha ainda curta carreira, de apenas 64 anos, foi haver trazido para o Centro de Convenções o Tamba Trio, e, ainda mais fantástico, Luizinho Eça, Bebeto e Hélcio Milito haviam terminado sua existência conjunta, de modo que o Tamba Trio reviveu por minha audácia, com a colaboração da Fernanda Quinderé, então mulher do pianista.
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No alto da torre
No meu apê do Iracema Plaza, tive o grande prazer de receber Luiz Severiano Ribeiro Júnior, sucessor de seu fabuloso pai, recordista de casas exibidoras. Foi seu principal funcionário da empresa aqui, lendário Samuel Tabosa, que me ensejou, e ele, que não ia à casa de ninguém, nem de seus familiares cearenses, nem bebia, provou um casquinho de lagosta.
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No alto da torre
Um dos almoços mais marcantes foi quando recebi o criador do primeiro cartão de crédito do Brasil, Horácio Klabin, que instituiu o Diners Club. Reuni luminares do empresariado e, como fazia muito calor, mandei espalhar pela placa barras de gelo, que o Edson Queiroz achou genial.
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Moradias
A casa de José e Lurdes Moreira, Santos Dumont com Virgílio Távora, que hospedou Castello Branco, quando presidente vinha ao Ceará, e hoje se presta para outdoor, sempre foi a minha favorita. Aliás, ali aconteceu o coquetel de recepção aos visitantes que vieram para a primeira posse de Virgílio Távora, na véspera de o coronel assumir no Palácio da Luz.
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Moradia
Quando comecei a escrever minha coluna, em agosto de 1955, a casa mais vistosa de Fortaleza era o palacete do coronel José Gentil, onde residiam, na ocasião, “seu” João e dona Sara, que logo se transferiram para o Rio. O prédio foi adquirido pela quantia de cinco mil contos pelo Governo Federal, atendendo solicitação do grande Antônio Martins Filho, para ali instalar a Reitoria da Universidade.
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Momentos são
A maior ocorrência da minha vida, após, naturalmente, o nascimento foi quando o grande Luís Campos me entregou uma coluna na Gazeta de Notícias, derrubando a oposição do alto comando do jornal. Isso delineou minha própria existência, que deságua hoje em 64 anos de manifestação diária e vitoriosa.
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No alto da torre
Com ajuda fundamental de meu amigo Arialdo Pinho, estabeleci a primeira cobertura do Ceará, no Iracema Plaza de Philomeno, onde morei por um quarto de século, recebendo, além dos luminares da sociedade, expoentes até mesmo nacionais, como o superpaisagista Burle Max.
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Caros colegas
Zózimo Barroso do Amaral, que dos colunistas de dimensão nacional foi meu maior amigo, sempre que lhe passavam uma notícia que só ao protagonista interessava, respondia “vou pôr na sexta”. O informante ficava esperando, e necas, acontece que a cesta aí era com C, aquela indesejável de lixo.
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Gloriosa efeméride
Hoje, 13 de agosto, completa seu primeiro aniversário esta 5ª Avenida, que tanto tem contado com seu prestígio e sua leitura. E também meus 64 anos de jornalismo, por obra e graça do meu pai Luís Campos.
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Laboratório
Para Edilmo Cunha, uma das melhores pessoas jamais havidas, mereceu do repórter o aposto em questão, Obra-Prima do Criador. Até hoje, só me chegaram aplausos pela oportuna nomeação.
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Laboratório
Para Margarida Borges, uma das amigas mais agradáveis que se possa ter, minha coluna criou esta alcunha, que considero das melhores: A Delegada Que Só Prende Por Amor.
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Laboratório
Uma das melhores criações deste repórter foi radiofônica: Dias Branco, Sempre de Braços Abertos para Crescer, lema de meu Minuto diário, tirantes sábado e domingo, em O POVO-CBN.
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Laboratório
Uma das bolações deste repórter foi alcunhar Luiz Gentil de Campeão do Xadrez da Vida. O empresário, pioneiro da pesca organizada da lagosta, soube enfrentar os ventos contrários, a partir da injeção ministrada no lugar errado, que provocou a raquitização de uma perna, na mais tenra idade, além, naturalmente, de ás do Esporte dos Reis, que foi.
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Rio às minhas ordens
Meu primeiro anfitrião carioca foi José Maria Vidal. Estreei na Cidade Maravilhosa em 1957, mediante uma cortesia da Varig. Havia conhecido Zemaria aqui, através do Adrísio Câmara. Ele tinha se transferido pro Rio, quando sua mãe, dona Maria, perecera. Me hospedou por um mês, em seu apartamento da Zona Sul, me emprestou dinheiro e até roupa. Na época, ainda não aparentava sinal do mal que o pôs no hospital nos últimos 40 anos de vida.
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