Boas entradas

Se você encontra um amigo na rua que não vê faz muito, e ele logo lamenta esse fato, será bem mister reagir assim: Prejuízo meu!

Momentão

A primeira grande ocorrência da minha vida, além do nascimento na Aurora, foi meu ingresso na Gazeta, pelas mãos de Luiz Campos, tendo a primeira coluna sido publicada num sábado 14 de agosto de 1955, só que foi escrita na sexta 13.

Momentos são

De passagem pra China, me hospedaram no New Otani de Tóquio, do qual se dizia, na ocasião, o maior do mundo. Foi, sem dúvida, a ocorrência inesquecível fora do país.

Grandes momentos

Eu estava entre os milhares, no Camp Nou do Barcelona, quando estreou Romário, e prestei toda atenção nos três gols que marcou, cada qual entre boa e maravilhosa feitura.

Bate-papo na praça

Posso apontar, entre todos que hei batido, aquele de um domingo 6 de setembro, na Prainha, ainda na fase pré Paulo Afonso, tendo tomado parte Otacílio Colares, Nertan Macêdo, Lustosa da Costa e Milton Moraes Correia, que era o anfitrião, na casa bem ribeirinha, que, faz muito, não existe mais.

Homem-show

Claro que trouxe a Divina Elisete Cardoso ao Ceará, e apresentei no Centro de Convenções, em noite magnífica. Infelizmente, não estava aqui Elano de Paula, que foi o compositor de Canção de Amor, que a consagrou, tendo Chocolate de parceiro musical.

Homem-show

Este repórter é quem primeiro trouxe ao Ceará João Gilberto, o Papa da Bossa Nova, que apresentei em noitada do Country Club, para a qual chamei meus amigos da alta sociedade.

Tocante

Nélia e Edson Queiroz me ofereceram um jantar em seu palacete, tendo Yolanda me recebido na escadaria frontal com estas palavras: Estou tão gripada, que nem vou poder lhe dar a mão, porém quero lhe dizer que vim por você, pois filho tenho a toda hora.

Fundador

Estive no cerne do Volares, que tanto marcou o Ideal no final dos anos 50 e começo dos 60. Comigo estavam alguns que já partiram, tais Brétis de Castro, João Gualberto, Carlito Pontes, Adriano Martins, e os que estão aqui conosco, Maurício Medeiros e Celso Coelho, um sobrinho da maior coluna x do Náutico, Pedro Coelho.

Momentos são

Briga com João Saldanha no bar do Copacabana Palace, quando quase saía tabefe, e, com minha modéstia suspensa, penso que não levaria a pior.

Momentos são

Vestibular de Direito na Salamanca da Praça de Pelotas. Obtive as maiores notas, nove e dez em Português e Latim. Nas orais dessas matérias, deu plateia. Acontece que já estava de cabeça voltada pro jornalismo. Questão de queda.

Feitos

Papo com Pelé, no Hotel Reis Magos de Natal, tendo na mesa também seu companheiro de ala no Santos e também na Seleção, então treinador Pepe, e Carlos Alberto, o Capitão da última Seleção que Brasil faturou jogando belo futebol.

Grandiosos

A primeira vez que baixei em Guaramiranga, hóspede de Ilka e Raul Carneiro, convidado por seu filho Antônio Lúcio, que formava comigo a dupla caçula da Turma do Líbano.

Feitos

Quando recebi, na Torre do Iracema, Luiz Severiano Ribeiro Júnior, que havia me ensejado, via seu representante local, Samuel Tabosa, uma das maiores comemorações de meu Jubileu, qual seja, uma pré-estreia no Cine São Luiz superlotado, levando “Anastácia”, com o qual a grande Ingrid Bergman havia recebido o segundo Oscar de sua brilhante carreira.

Feitos

Ao ser apresentado, por dona Luíza Távora, então primeira-dama, ao presidente Castello Branco, no 410 da Barão de Studart, onde ela morou os quase quatro anos do governo do marido.

Feitos

Comentar para a Ceará Rádio Clube o clássico internacional Brasil x Inglaterra, no Maracanã, que marcou a estreia de João Saldanha como treinador do escrete e a despedida de Gilmar, um goleiro que não tremeu.

Lá em cima

No Jockey Club de São Paulo, participei do banquete para 600 que Luiz Eduardo Campello e sua mulher Alice, uma Morais Barros, anfitrionaram, face união civil da filha Mariinha com Nico Scarpa. O pai da noiva era cearense, que cresceu no Sul, atuando no ramo metalúrgico e ficou famoso na alta roda por haver criado em Guarujá o Clube Samambaia.

Papo na praça

Está registrado entre os maiores o que bati com Nertan Macêdo, de um domingo pra segunda, em Majorlândia, na casa que o saudoso Abelardo Costa Lima me emprestou. Foi das nove da noite às seis da manhã seguinte, tomando um vinho tinto peba e tirando gosto com um queijo igualmente peba. Quando a aurora brotou, mandaram buscar o Nertan, e eu fui dar uns mergulhos sozinho, no mar generoso.

Teto alheio

Meu primeiro hotel pra valer foi o Canaã do Espírito Santo. Saí de Fortaleza pro Rio, que negou pouso, e tivemos que descer em Vitória. O hotel em questão, faz anos, não mais existe, ocupado por uma repartição da Vale do Rio Doce.

Mundo afora

Cito em primeiríssimo lugar minha viagem à China, convidado pela Japan Air Lines. Formei no grupo de jornalistas, três do Sul, três de São Paulo e três do Nordeste, sendo um do Ceará, e nunca entendi por que não chamaram ninguém do Rio. Quando baixamos no aeroporto de Pequim, topamos com a imperdível mistura de frio e sol, e então comecei a chorar, duvidando que um beradeiro da Aurora pudesse ter atingido o outro lado do mundo.