Confidencial
Meu amigo José Humberto Gondim foi o maior ganhador que o Cassino do Ideal já teve. Num jogo que durou dois dias e duas noites, faturou 800 mil, tanto dinheiro, que nem apareceu mais nas Pernambucanas, onde trabalhava no balcão, para pedir as contas e, na certa, levar algum. Chegou a fazer parte da roda do Jockey Club do Rio, tendo sido parceiro de Artur Bernardes, filho de Presidente da República e futuro ministro. Porém, José Humberto são soube aplicar, e terminou mal de vida, como empregado do mesmo cassino onde foi rei por algum tempo.
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Categoria: Momentos
Conexão internacional
Quando Ibrahim Sued e Jacinto de Thormes empalmavam a liderança do colunismo social no Rio, a revista Time, se reportando sobre a refrega entre os dois, estabeleceu que “Jacinto de Thormes, sim, é gente bem, porém Ibrahim entrou pela porta da cozinha”.
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Na telinha
Quando levei a Martha Rocha para o meu programa da Jangadeiro. Aliás, o verbo aí está mal-empregado. Na realidade, não entrevistei a Miss Brasil no set do Canal 12, mas sim na loja que Emília Patrício e Francisco Campelo mantinham na Padre Antônio Tomás. O resultado foi altamente positivo, um dos meus melhores momentos na televisão.
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Black-tie
Um dos meus mais tocantes foi o que me ofereceram irmão civil Luís Frota e sua gaúcha mulher Lorena, que deram um jantar a rigor, na Rua Caio Cid, quase defronte a meu estúdio, onde, na época, pernoitava. Na ocasião, foi distribuído um pequeno jornal, editado por meu irmão Neno, trazendo protagonista iniciando a vida, nos braços de minha mãe, Nair.
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Especificações
Nertan Macêdo considerava Carlos Jereissati, com quem conviveu na Câmara, ainda no Rio, um grande líder. Outras admirações no campo da imprensa do fundador do PTB no Ceará foram Felizardo Mont’Alverne, o Bichão, e Lustosa da Costa, que por sinal foi quem armou a famosa entrevista na televisão de canal único, e a pergunta que aumentou seu cacife em Fortaleza: “É verdade que o senhor é empreguista?” “Bem, eu dou emprego no meu. Agora, quando não posso mais, dou do Estado, mas posso garantir a vocês que se for eleito senador, nenhum cearense necessitado que me procurar ficará desempregado.”
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Jamais esquecerei
A festa de 15 anos de Cláudia Martins foi a única vez que entrei de penetra em minha carreira. Aconteceu em casa de seus pais, Cláudio e Irene, na Rua José Lourenço, pedindo paletó e gravata. Para ingressar, usei Gerard Boris, filho do cônsul de França, que conhecera, dias antes, no Náutico.
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Jamais esquecerei
Minha amiga Lurdes Gentil, de cigarro aceso no canto da boca, e em vestido de baile, portando uma enorme caixa de presente, entrando em casa de Paulo Mattei, na Jurema, para o segundo, e para muitos, o maior, Gala dos Solteiros.
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Momentos vitais
Aprovação no vestibular de Direito, com média dez em Latim e nove em Português, só não obtendo primeiro lugar por haver optado por Inglês (em solidariedade ao meu amigo e colega de estudos preliminares Edgarzinho Sá), quando era bem melhor em Francês, ficando em décimo lugar.
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Momentos vitais
Conseguir nascer de novo, quando, aos dois anos de idade, entornei, cabeça abaixo, um bule de água fervente, me enrolaram em folha de bananeira, até que o médico, dr. Agenor, fosse trazido de Iguatu para Aurora, o que levou horas, e quase parti, já então, dessa pra melhor.
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Apontamento
Tal Vicente Augusto, no PSD, Barros dos Santos era o cérebro estadual da UDN e também dotado de pouco voto. Os chefes do partido, Virgílio, Sarasate, desconfiavam dele, porém respeitavam suas habilidades. Barros morava perto da Assembleia, um apartamento ao lado do Pequeno Grande, portanto ia no pé-dois pro Centro, usando a andança certamente para maquinar.
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Peito varonil
Guardo com muita alegria, em lugar de honra, a comenda de Cidadão da Federação das Indústrias, que o Jorge Parente, quando presidente, me concedeu.
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Girando o dial
Das seis rádios mais antigas do Ceará, PRE-9, Iracema, Uirapuru, Verdes Mares, Dragão e Assunção, só nessa última não trabalhei. Ainda assim, na inauguração, participei da banca de jornalistas que foi então entrevistada, a mando do diretor, padre Landim.
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Girando o dial
Trabalhei na Verdes Mares (a rádio), quando não era mais dos Associados e Edson Queiroz não tinha ainda assumido, durou pouco tempo, pois Pedro Lazar, que vinha de inaugurar o San Pedro, na Castro e Silva, não gostou de comentários sobre o novo hotel (com toda razão), e telefonou pra São Paulo, pedindo minha cabeça ao patrocinador, Fernando de Alencar Pinto, que imediatamente autorizou o irmão Raimundo, da Cimaipinto, cancelar o contrato.
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Ponta da língua
Qual teu patrão inesquecível, Eduardo Campos ou Demócrito Dummar? O Manoelito, que foi também, durante muitos anos, de televisão.
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Momentos são
Destaco, sobremaneira, a noite em Palácio, quando, pela companhia do desembargador Ernani Barreira, que vinha de presidir o Tribunal de Justiça, recebi do governador Cid Gomes a Medalha da Abolição.
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Momentos
Guardo a minha introdução aos grandes Carlos Lacerda e presidente Castello Branco, por Virgílio Távora e dona Luíza, respectivamente, ambos no 410 da Barão de Studart.
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No palco
Trouxe Helena de Lima ao Ceará, e, por favor, não confundam com Elen de Lima. Foi para o José de Alencar, e quando terminou, inesquecível Maria Iracema Oliveira me divisou da calçada e conclamou: Desses, você pode mandar quantos quiser.
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Dial
Participei da fase brilhante da Dragão do Mar de Moysés Pimentel, dirigida por Aécio de Borba e Blanchard Girão. Pena que durou pouco, pois tive de sair, por questão de formulação política.
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Momentos
A grande ocorrência viajeira da minha vida foi baixar em Pequim, quando a China ainda era um mistério. Tanto é, que éramos nove jornalistas, que entramos como sociólogos.
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Dial
Por um pouco tempo, trabalhei na Verdes Mares, quando ainda funcionava no Edifício Pajeú, em cima da Ceará Rádio Clube. Já não era dos Associados, mas o Edson Queiroz não a tinha ainda comprado. Isso significando que o grande Edson nunca foi meu patrão, embora, quando abriu o Diário do Nordeste, houvesse tentado, via Maurício Xerez, primeiro diretor do jornal.
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