Apanhado
Sônia Pinheiro, com a leveza costumeira, escreveu no Otimista: “Com jantar no Icaraí, Edilmo Cunha abriu a série de homenagens ao repórter Lúcio Brasileiro, que, desde 1955, brilha em seu métier. Seguido por Beto Studart, recebendo para almoço em torno do colunista mais renomado do Ceará e do Brasil. Juntando, no rol de presenças, Reginaldo Vasconcelos, Cláudio Targino, Fernando César Mesquita, Chico Eulálio e Ricardo Cavalcante, que, em nome da Federação das Indústrias, ofereceu ao laureado placa de prata, por sua mais que brilhante trajetória no jornalismo cearense, tendo iniciado sua carreira em 1955.
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Categoria: Momentos
Alto sertão
Convidado pelo prefeito de Iguatu, Juarez Gomes, desloquei-me para a capital do Centro Sul, a fim de cobrir a visita
que lhe faria governador Virgílio Távora, que conhecendo o rol de obras de seu anfitrião, prestou-lhe cadente
reconhecimento ao discursar.
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Uma das dez do Brasil
Primeira vez que vi Beatriz Philomeno em minha vida foi quando a primeira-dama Nícia Marcílio me localizou no
Colégio Cearense e me chamou para um encontro na residência Philomeno, em Jacarecanga. Foi então que Beatriz
confessou a minha semelhança física com seu sobrinho Pedro Luiz, reconhecidamente um rapaz bonito. Ela usava
vermelho e um tamanquinho quase do mesmo tom.
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Apanhado
Recebi dois convites oficiais que infelizmente não pude aceitar. Um, do Plácido Castelo, que me queria chefiando a
Divisão de Turismo, e anos depois, Adauto me cogitou pra chefiar o Cerimonial, e ante a não aceitação, pediu-me
que indicasse um nome, que foi o do Nonato Viana, que assumiu, e não se saiu mal, sendo anos depois aproveitado
no banco da família pelo coronel Humberto, em Brasília.
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Pontapé
Mês antes de estrear na Gazeta de Notícias, foi na amplificadora de Aurora, em julho de 1955, que tive meu começo na comunicação, descrevendo a festa anual da Beneficência, que era o clube da cidade.
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Mão amiga
Da moçada do Ideal, no começo nem sempre fácil, contei com o apoio do Luciano Barreira, que gozava de moral
perante a turma. Foi o primeiro presidente de minha idade, o Réveillon que comandou foi meu último, no então
chamado Clube da Piscina.
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Domicílio
Quando iniciei a coluna na Gazeta de Notícias, por obra e arte do Luiz Campos, conhecia quase ninguém da
sociedade, e devo confessar que o primeiro de minha geração que me levou pra sua casa foi o Roberto Ney
Machado, filho caçula do exportador de algodão de Crateús, Seu Francisco de Assis.
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Golpe do Talento
Quando terminei o Curso Colegial no Marista Cearense, apareceu na ficha o número de faltas que impediam que eu fizesse as provas finais. Escolhi uma tarde de domingo, que o Colégio Cearense estava vazio, e me apresentei ao diretor, irmão Benjamim, que foi na minha conversa e me abonou as ausências, ensejando-me cumprir os exames finais.
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Privilégio
Na viagem promovida pela Japan Air Lines, que incluía a então ainda misteriosa China, tinha jornalista de São Paulo,
Rio Grande do Sul, Bahia e Recife, e do Ceará, apenas eu, beradeiro da Aurora.
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Apanhado
Beto Studart foi o grande responsável por minha biografia, começando quando escolheu Reginaldo Vasconcelos
para escrevê-la. Aliás, a festa de lançamento, no térreo do BS da Desembargador Moreira, reuniu muitos dos
representantes do melhor do melhor da sociedade, e alguns dos amigos, como о Ex-Quase-Tudo Lúcio Alcântara, e
Pádua Lopes, usaram brilhantemente da palavra.
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Mão dada
Devo aos meus queridos Vilmar Pontes e sua mulher Simone o ensejo de conhecer Guarujá no auge do prestígio da
estância paulista, tendo, inclusive, feito amizade com o vigário e o delegado, com os quais circulava pelo balneário
toda tarde e noite, e com eles conhecia o Clube Samambaia, criação do grande cearense Luiz Eduardo Campello, tio
materno da Beatriz Philomeno.
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Boa abertura
Aproveitei recente viagem para reler o livro de Honório Pinheiro, que recebeu o excelente título, pois muito válido, de
acordo com o texto, Nunca Fiz Nada Sozinho.
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Deslize
Este repórter foi quem trouxe Leônidas da Silva para a inauguração do Castelão visando a que ele dividisse o pontapé inicial com o governador César Cals. Acontece que a assessoria futebolística de sua excelência pisou no tomate, e Leônidas terminou sem sequer comparecer ao estádio.
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Carga
A história da Turma do Líbano inclui até um caminhão, que o Adrísio Câmara guiava para nos levar ao Líbano velho da Santos Dumont, e, principalmente, para o Maguari dominical.
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Sociedade
Já morando no Rio, dona Sara Gentil veio ao Ceará, hospedando-se em casa da filha Beatriz Philomeno, oportunidade quando recebeu a última homenagem da sua vida, um lauto almoço no Ideal, oferecido por este repórter, que, na época, era sócio do restaurante do clube.
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Ufanismo
Fui o primeiro a trazer o grandioso João Gilberto, Papa da Bossa Nova, ao Ceará, dividindo a promoção com a Rádio Dragão do Mar.
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Condicional
Conheci o Rio de Janeiro via passagem que me foi concedida pelo gerente local da Varig, Álvaro Oliveira. Era um bilhete GC, que o portador só viajava se tivesse lugar, e se o voo lotasse durante o percurso, teria que descer, sem que a empresa fosse obrigada a lhe pagar um mero cafezinho.
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Apanhado
A surra que não levei da rapaziada do Náutico aconteceu na entrada sudoeste, na noite do primeiro baile de debutantes do Meireles.
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Ode à rainha
Um dos meus momentos mais felizes na carreira foi quando reuni 40 senhoras no Ideal para um almoço oferecido à Dona Sara Campello Gentil, que, na época, já havia transferido sua residência para o Rio.
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Bem-vindo
A primeira saudação que recebi do Ideal Clube partiu do Presidente Manoel Porto, em uma tarde do dia 31, quando arrumava as mesas para o Réveillon: Aqui, você tem passe livre, não precisa de convite.
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