Condicional
Conheci o Rio de Janeiro via passagem que me foi concedida pelo gerente local da Varig, Álvaro Oliveira. Era um bilhete GC, que o portador só viajava se tivesse lugar, e se o voo lotasse durante o percurso, teria que descer, sem que a empresa fosse obrigada a lhe pagar um mero cafezinho.
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Categoria: Momentos
Apanhado
A surra que não levei da rapaziada do Náutico aconteceu na entrada sudoeste, na noite do primeiro baile de debutantes do Meireles.
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Ode à rainha
Um dos meus momentos mais felizes na carreira foi quando reuni 40 senhoras no Ideal para um almoço oferecido à Dona Sara Campello Gentil, que, na época, já havia transferido sua residência para o Rio.
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Bem-vindo
A primeira saudação que recebi do Ideal Clube partiu do Presidente Manoel Porto, em uma tarde do dia 31, quando arrumava as mesas para o Réveillon: Aqui, você tem passe livre, não precisa de convite.
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Rival de Severiano Ribeiro
Amadeu Barros Leal chegou a tocar cinco cinemas em Fortaleza – Samburá, Jangada, Araçanga, Atapu e Toaçu – sendo que este, do lado leste da praça José de Alencar, tendo sido o menos duradouro, e ali assisti O Médico e o Monstro, com Ingrid Bergman, Spencer Tracy e Lana Turner.
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Vizinho
O Cine Santos Dumont, localizado na Franklin Távora, quase esquina de Nogueira Acioly, era dirigido pelos padres jesuítas do Cristo Rei, e eu era assíduo, pois ficava perto da casa de meu avô e de meu pai na Gonçalves Ledo.
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Apanhado
Eu estava lejos, quando Laerte Bezerra partiu, e dele só posso dizer que sempre me pareceu um excelente colega.
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Boa impressão
Pode até nem dar certo, porém devo dizer que a maneira com a qual fui tratado pelo Luiz Guimarães na questão puxada por mim, visando ampliação da proteção contra o Sol da Viação Vitória, levou-me a crer que se trata de um cavalheiro.
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Comendo bola
Revi o Náutico, boca da noite de quarta, só para constatar que o sarau da Academia de Literatura e Jornalismo só se daria uma semana depois.
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Diferença
Taça é uma coisa, copo de pé, outra. O que os garçons chamam de taça, na realidade, não é, tendo eu sido claro, neste aspecto, quando fui chamado para ministrar aulas aos servidores do Abolição no governo César Cals, porém poucos adotaram.
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Não pegou
No Governo César Cals, a mando de Artur Silva, da Casa Civil, ministrei regra do jogo para os garçons que trabalhavam no Palácio, uma delas, que não confundissem copo de pé com taça, que é aquela peça que vai abrindo da base para o alto, utilizada tão somente para champagne. Porém, penso que esse item eles deixaram passar.
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Parou de rir
Último programa humorístico que vi na televisão foi do Ronald Golias.
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Adeus às armas
Tendo deixado de ver televisão, quando me passei pro Cumbuco, última novela foi Nino, o italianinho, da Tupi, que consagrou Juca de Oliveira e Aracy Balabanian.
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De cada vez
Em minha recente passagem por Minas, tive a ocasião de curtir o feijão tropeiro, prato típico das Alterosas. Só não deu pra baixar no Rio Grande, com seu fabuloso arroz carreteiro.
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Cine Mino
O prédio onde funcionava o Cine Santos Dumont, na esquina da Franklin Távora com Nogueira Acioli, ainda está de pé. Tinha o apelido de Dioguinho, e ali viveu, e provavelmente nasceu, o cartunista Mino. A direção pet pertencia ao padre Paulino, jesuíta.
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Pouca valia
No Rio, dono de restaurante pregou grande placa: “Aqui se serve a melhor comida regional”. Amigo meu passou e salpicou: “Ora, se comida regional fosse boa, já teria virado internacional”.
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Fim do cordão
O empresário Raul Carneiro não saiu de último na legenda de seu partido, PTB. Na eleição de 1962, a lanterninha foi ocupada por Adahil Barreto, tendo o Raul sido o penúltimo.
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Festão
Meio da semana certinho ensejou superanfitrioa Wilma Patrício reunir aprumado grupo da sociedade num almoço de mesas redondas e lugares marcados. Assim é que, baixaram no Jangada Clube de Iracema, Beto e Ana Maria Studart, ele tendo sido presidente de grande atualidade da Federação das Indústrias, e ela, obviamente, primeira-dama.
Presentes, dr. Murilo Amaral e Íris, Lúcia e Manoel Milfont, Edilmo e Lurdes Cunha, Ecilda e Aprígio Girão, Bel e José de Sá, Diná e Ronei Paiva, Laíse e Álvaro Carvalho, Sebastião Arraes e Patrícia Teixeira.
Graça Dias Branco, Maria Vital, Beatriz Viana, Tales Sá Cavalcante, vindo direto de São Paulo, e se fazendo acompanhar da adorável Socorro, Carlos Araruna.
Jorge e Nadja Parente, também ex da Fiec, presidente da Academia de Literatura e Jornalismo e escriba de minha biografia, Reginaldo Vasconcelos.
Rafael Sudatti, sempre de Ticiana Marques, garantiu tocante repasto, enquanto o ante tema resultou todos cantando Lili Analfabeta, do Carnaval de 58, e que fez a base do maior baile de 15 anos já acontecido, de Inês Helena Leite Barbosa, filha do grandioso empresário Audísio Pinheiro, que conheci nesta ocasião, na qualidade de único colunista convidado.
Rosas amarelas de Souza’s deram o tom sobre as rendas das toalhas.
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Para maior
Corinna Mura, que fez a cantante e guitarrista Andrea, de Casablanca, se apresentou três vezes para o presidente dos Estados Unidos, Delano Roosevelt, na Casa Branca.
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Computação
Mais do que Orlando, Humberto e Adauto juntos, a família Bezerra teve um que superou, o sobrinho Arnon, filho de Leandro com uma Quezado do Crato, prima Salete.
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