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Nos anos 50, teve um político paranaense que meteu a mão na massa, quando Governador, tanto que seu nome passou a ser símbolo de corrupção, designando o homem público impublicável. Mais tarde, disputou, de uma só vez, senador, deputado estadual e deputado federal, ensejando o eleitorado lhe ministrar uma lição, pois perdeu as três.

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Prefeito de Juazeiro, Arnon Bezerra, tem seis mandatos de deputado federal, ele sozinho batendo os tios reunidos: Orlando, três; Humberto, dois; e Adauto, apenas um. Filho do mais velho, Leandro, que matrimoniou uma Quezado do Crato, prima, embora não tão próxima, de minha mãe, que se desentendeu com os irmãos bem antes de o BIC bater à porta.

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Naquele tempo, podia o candidato a Governador ser também a Deputado. Assim, em 1954, Armando Falcão perdeu o Palácio da Luz pra Sarasate, mas ganhou cadeira na Câmara. E oito anos depois, Adahil Barreto, derrotado por Virgílio Távora, conseguiu entrar na bancada da Câmara.

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O I Veterado, apesar de grande, não revelou muitas estrelas, pois o próprio Virgílio, no auge de seus 40, preenchia. Como destaques maiores do secretariado, apontaria o general Edson Ramalho, na Fazenda, e o coronel Clóvis Alexandrino, na Polícia, embora não podendo deixar de ressaltar Nertan Macêdo, como chefe de Imprensa.

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Quando assumiu o Governo pela primeira vez, o grande Virgílio Távora criou subsecretarias de Estado, para acomodar os partidos que formavam a União Pelo Ceará, UDN, PSD e PTN. Ao ser informado, o presidente Castello Branco mandou um recado para VT, que acabasse com aquilo. O que foi, naturalmente, imediatamente concretizado.

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O maior leitor de minha coluna, grande empresário José Macêdo, foi três vezes deputado federal, 1958, 1962, 1966, suplente de senador, em 70, de Virgílio Távora, e 78, de José Lins.

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Sim, é Verdade, suplente oito anos do general Onofre Muniz, o major Góes, politicamente ligado ao chefe pessedista Menezes Pimentel, não assumiu o Senado um único dia. Não é nada, se compararmos ao Esmerino Arruda, que passou 16 anos na garupa e não entrou na Câmara Alta.

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Virgílio Távora estreou auspiciosamente sua carreira política, sendo o mais votado na UDN, para deputado federal. Quatro anos depois, foi reeleito, também na cabeça, e em 66, após deixar um grande Governo realizado, disparou, obtendo mais de 70 mil, deixando longe o que veio em segundo.

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O grande empresário Audísio Pinheiro disputou um mandato de deputado federal em 1962 e tive o prazer de participar, junto a Lustosa da Costa, de seu birô de imprensa. Foi eleito com folga, porém, daí por diante, não quis mais saber de eleição.

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Família Gentil teve três mandatos de deputado federal, dois para Adolfo e um para tio Antônio, que, por sinal, foi Constituinte nacional de 1947 e candidato a Prefeito não emplacado, em 1950, perdendo pro radialista Paulo Cabral.