Etiqueta

A etiqueta mais comezinha recomenda que nunca se deve dar a mão a uma pessoa sentada à mesa, fazendo ou prestes a fazer uma refeição, pois a obriga a ir imediatamente ao toalete lavar as mãos.

Mestre-escola

Quando se pergunta como terá sido a festa, é comum se ouvir de resposta: "Lá tinha um horror de gente". Acontece isso simplesmente porque a língua portuguesa tem uma palavra, ror, para significar grande quantidade. O correto, então, seria: "A festa foi muito animada, a começar pelo fato de que um ror de gente interessante compareceu."

Bola passada

Essa história de que tem jogador de clube e jogador de seleção é a pura verdade. E tenho dois exemplos nas maiores torcidas, Zico e Roberto Dinamite, grandes craques no Flamengo e no Vasco, mas que pouco fizeram na Seleção, sobretudo em Copa do Mundo. E mais remotamente, Domingos da Guia, considerado o Pelé da Defesa, que na Copa da França, em 38, não conseguiu ser nem a sombra no escrete do que era fora dele.

Música, maestro

A mulher mais falsa que já houve no mundo foi a Amélia do Mário Lago e Ataulfo Alves. Tudo porque essa de "não ter a menor vaidade" e "achar bonito não ter o que comer" não é para uma mulher de verdade. Portanto, mentiu.

A dama em questão

Natália Brasil, uma das mulheres mais bonitas e fascinantes que a sociedade cearense já usufruiu, estava no seu esplendor quando, por causa de uma simples pedra de gelo, teve que partir para nunca mais voltar. Pode até ainda estar viva, porém jamais deveria, porque mulher bela não tem o direito de envelhecer.

Palpites alheios

Por que um padre nunca envelhece? Ora, porque um padre, aos 80 anos, continua dizendo as mesmas coisas que dizia aos 20. (Oscar Wilde)

Apanhado político

Professor Parsifal Barroso, meu particular amigo e protetor, teve uma década, em sua carreira, que, parece-me, nenhum outro político usufruiu. Quero me referir aos anos 50, onde começou como deputado estadual, logo depois eleito federal, depois senador (que pouco exerceu, pois foi ser ministro de Juscelino), terminando como governador. Depois, ainda teve dois mandatos em Brasília, que, lamento dizer, nada acrescentaram ao brilhante currículo.

Cinema de véspera

Sobre o maior filme de todos os tempos, "Casablanca", tem uma particularidade que só eu percebi, em todo o mundo. Foi a única vez, em sua longa carreira, que Ingrid Bergman não contracenou com mulher. Aliás, ela era uma baita fêmea, sempre desejosa de macho.

Fala, coração

O maior de todos, o Lustosa da Costa, foi uma estaca segura em que sempre me apoiei. Houve uma época, os anos 60, em que almoçávamos de segunda a sexta no Ideal, e eu sempre saía de lá com uma segura diretriz. Quando alguém tentava me denegrir na frente dele, não dava uma palavra, deixava o prato no meio e ia embora. Foi o autor de "Um Brasileiro Muito Especial", reunindo depoimentos de muitos colegas, obra-prima de solidariedade e reconhecimento.

Apanhado político

César Cals foi grande governador, um dos cinco melhores que tivemos, porém deixava a desejar como político. Ele praticamente deu na bandeja a senatória pro Mauro Benevides, lançando Edilson Távora, excelente deputado, mas, tradicionalmente, de precário apelo na Capital. César, que chegou a chefiar grupo político, terminou com um só deputado estadual, seu filho Marcos.