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Omar O’Graddy irlandês de origem, recebeu o título de cidadão cearense, conseguindo por este colunista junto ao meu amigo de Ipueiras Aquiles Peres Mota.

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Quando, em uma roda, se especula qual foi o maior amigo político cearense de Virgílio Távora, e sou instado a fornecer minha opinião, cito Manoel de Castro, que ele fez governador.

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No transcurso do I Veterano, o governador sofreu um prejuízo particular. Deu um aval no banco de seu padrinho, Magalhães Pinto, a um colega da Escola Militar que não teve condições de honrar. Como resultado, teve que vender a Chicão Jereissati polpudo terreno na Aldeota, deixando dona Luísa “espritada”.

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Na formação de sua equipe, no I Veterado, Virgílio Távora procurou compensar o grupo parsifalista, para o qual destinou a recém criada Secretaria de Trabalho. Dona Olga não aceitou, e compareceu ao meu programa televisivo, “tacando a lenha”.

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No meu gosto pela simplificação, batizei o Palácio da Abolição de “Abó”. O governador César Cals promovia um café da manhã, mas seu líder, Barros dos Santos, nunca compareceu. Perguntei por quê, e então Barros respondeu: “Primeiro, porque se come demais, e segundo, porque o nome não é ‘Abó’, é Abolição.”

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Minha estreia em palanque eleitoral se deu na eleição de 1958, quando participei do instalado pelo virgilistas de Sobral. Porém, Virgílio Távora não foi feliz e nem o padre Palhano, orador reconhecidamente bom, conseguiu inflamar o público que, por sinal, era bem menor que o anunciado.

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Em um pequeno escritório da Rua Major Facundo, porém, rico por dentro, os irmãos Bonaparte e Salomão Maia discutiam a próxima edição de seu jornal. Estava presente o advogado José Cardoso de Alencar, que a mim se referiu como o colunista que mais agradava às mulheres. A opinião do causídico fez a balança pender para o meu lado e fui escolhido, recebendo quatro vezes o que ganhava na Gazeta de J. Macêdo.

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No I Veterado, criou-se o Clube dos 13, do qual faziam parte bons papos, entre eles Otacílio Colares, Nertan Macêdo, Lustosa da Costa. A estreia aconteceu em casa do sonetista, que preparou um peixe fantástico.

Critério

Virgílio Távora, Plácido Castelo, Cid Gomes, Tasso Jereissati, Lúcio Alcântara, Adauto Bezerra, foram alguns dos governadores que se portaram com dignidade na concessão da Medalha da Abolição

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A Medalha Castello Branco foi criada por Virgílio Távora para o reconhecimento de cearenses que se destaquem fora do estado. Assim, se algum governador desavisado concedê-la a destaque apenas local, não há o menor valor, pois será anulada pelo regulamento.

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Até hoje, só foi concedida uma Medalha Humberto Alencar Castello Branco. O governador Virgílio Távora que a criou, inspirado no secretário da Produção, Firmo de Castro, fez a entrega ao empresário cearense Luiz Eduardo Campello, que se destacou em São Paulo, tendo, inclusive, fundado um clube em Guarujá, o Samambaia. A solenidade foi realizada no Palácio da Abolição, durante um almoço ao qual compareceu o maior herdeiro brasileiro, Ermelindo Matarazzo, filho do Conde, que comandava 800 indústrias.

Boca livre

Eleito governador em 1958, impingindo a única derrota a Virgílio Távora, Parsifal Barroso viajou à Europa com dona Olga, participando de um grupo comandado pelo deputado Carlos Jereissati, que, segundo se comentou, teria bancado a viagem.

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Pontes Neto foi indubitavelmente a maior figura dos irmãos Pontes. Entretanto, não se pode esquecer a inteligência de Vilmar, que era um craque para os negócios. Chegou a ser sócio do grande cassino do Guarujá no pique desse empreendimento e também entrou na estância espírito-santense Guarapari.

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Teve um homossexual no cast de Casablanca, chamava-se Hans Twardson e desempenhava o papel de um oficial alemão, que entrava no Ritz Café com a namorada de Bogart, Ivonne.

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Fausto Cabral foi o senador não eleito que mais assumiu, passou sete anos na chamada Câmara Alta, beneficiado pelos três em que Parsifal foi ministro e quatro governador. Já o meu amigo Esmerino Arruda foi 16 anos suplente e não assumiu um só dia.

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Ao que parece, Carlos Virgílio Távora, que tinha a cara do pai, não parecia muito inclinado à política, ou, pelo menos, à atuação legislativa. Uma posição federal, ligada à construção de estradas, talvez lhe apetecesse mais. Três vezes deputado, por desejo da mãe, dona Luíza, de vê-lo no mesmo rojão que consagrara o marido.

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Não se pode imputar ao grandioso Virgílio Távora a pecha de adesista por haver aceito um lugar na diretoria da Novacap, empresa incumbida de construir Brasília, pois o lugar por ele ocupado pertencia a seu partido, a excelsa União Democrática Nacional, ou UDN.

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Plínio Salgado, que obteve seiscentos mil votos na eleição para Presidente em 1959, poderia ter evitado a vitória de Juscelino, bastando desistir de sua candidatura, pois a quase totalidade dos que o sufragaram preferia Juarez Távora, a quem JK suplantou por apenas quatrocentos mil.

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Quando se ensaiou a derrubada de Collor, Aécio de Borba, deputado e presidente do partido que o apoiava, procurou o Chefe da Nação, e pôs as cartas na mesa, que só poderia defendê-lo na Câmara se fosse munido de provas que o inocentassem. Acontece que Collor não conseguiu, e o cearense se sentiu então desobrigado.

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A minha Medalha de Sócio Honorário do Náutico envolveu diretamente três presidentes, Paulo Accioly, Ary Araripe e José Rego, que me conduziu à mesa dos trabalhos, onde pontificava, muito me honrando, o governador Ciro Gomes.