Bola rolando

Ivan Roriz foi meu contempor na Primeira Ginasial do Marista Cearense e goleiro da equipe do colégio. No Campeonato Cearense, estreou no Nacional, time dos funcionários dos Correios, e depois foi campeão pelo Ceará. Defendendo a Seleção estadual, a camisa pesou e engoliu um frango em bola chutada do meio campo pelo Batistão do Maranhão, tanto que, no jogo final, foi substituído pelo veterano Juju.

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O time pelo qual primeiro torci, no Presidente Vargas, foi o América seguinte: Hélio, Jarbas e Heródoto, Peixoto, Aristóbulo e Coimbra, Ubiratan, Manoel de Ferro, Paulo Porto, Naíso e Gilberto. Dei sorte, pois foi campeão do Torneio Aberto de 1950.

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Maior jogador que vi jogar no Presidente Vargas foi Pipiu, meia-apoiador do Fortaleza e depois do Ceará, titular da Seleção Cearense em dois Brasileiros.

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O América iniciou auspiciosamente a década de 50, sob a presidência do dr. Aristóteles Canamary, vencendo o Ceará no Torneio Aberto. Como alguns dos seus jogadores pertenciam à Aeronáutica, a transferência esfacelou o time, que no ano seguinte nem conseguiu classificar-se pro Campeonato Estadual.

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Tive grandes momentos futebolísticos na televisão, podendo citar entrevistas com três campeões mundiais, o goleiro Gilmar, o lateral Nilton Santos e o volante Clodoaldo.

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Craque, na verdadeira acepção da palavra, não dá bom técnico, tanto que fracassaram Zizinho, Danilo, Leônidas da Silva e Domingos da Guia. Ser um treinador capaz é pra jogador que frequenta a mediocridade, como Flávio Costa, Zezé Moreira e Osvaldo Brandão.

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Conheci Pelé no Hotel dos Reis Magos em Natal, apresentado pelo capitão Carlos Alberto, tendo participado do papo também o treinador Pepe, que formara com ele a maior dupla atacante do Santos em todos os tempos, Pelé e Pepe.

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Único jogador que não ficou nem no banco de reservas no Mundial de 70. O centroavante Dario, que oficialmente era o reserva de Tostão.

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Lula, goleiro do Corinthians, substituiu Félix num jogo das Eliminatórias do Mundial de 70. Não deu pra medir sua atuação, pois adversário era inexistente Venezuela.

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Das duplas inicialmente formadas por João Saldanha para a Copa de 70, quer dizer, um titular e um suplente, só quatro permaneceram até o final, com Zagallo, Carlos Alberto e Zé Maria, Clodoaldo e Piazza, Gerson e Rivelino, Edu e Paulo César.

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Paulo César Caju foi o primeiro jogador brasileiro a sair do banco para o campo em jogo da Copa do Mundo. Isso aconteceu em 1970, no México, quando, aos 29 do segundo tempo, entrou no lugar de Gerson, na estreia contra Tchecoslováquia.

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O goleiro Félix, chamado por Saldanha pra Copa de 70, quase não chegava lá, pois, numa das etapas dos treinamentos, foi desconvocado pelo próprio Saldanha, que programou os jovens Ado e Leão. A sorte do jogador do Fluminense é que Zagallo assumiu e trouxe Félix de volta, e ele acabou atuando nas seis partidas que deram ao Brasil o terceiro caneco.

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Djalma Dias, zagueiro-central estilo clássico, foi três vezes chamado para a Seleção Brasileira e acabou desconvocado nas três ocasiões, não chegando a jogar em Copa do Mundo, a não ser a Eliminatória. Foi um dos poucos que se aproximaram da classe do insuperável Domingos da Guia.

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Dos 22 jogadores inicialmente convocados por João Saldanha para a Copa do México, sete não chegaram lá, o goleiro Cláudio, do Santos, e mais três santistas, Djalma Dias, Rildo e Toninho, além de Scala, do Internacional, Paulo do Borges, do Corinthians, e Dirceu Lopes, do Cruzeiro.

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Para Chico Buarque, o maior centroavante do futebol brasileiro foi Pagão, que defendeu, entre outros, Santos e São Paulo. Atuou em meados dos anos 50, chegou à Seleção Brasileira em amistosos e encerrou cedo a carreira, por problemas circulatórios.

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O Botafogo foi tetra, 30, 32, 33 e 34, porém o próprio Glorioso não leva isso em consideração, pois dois desses campeonatos foram disputados com times pequenos, estilo Bonsucesso e Madureira.

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Com a derrapagem de Flávio Costa em 50 e Zezé Moreira em 54, setores da imprensa esportiva vieram à lume para defender o apontamento do paraguaio Fleitas Solich, que havia sido tricampeão pelo Flamengo. Porém, não vingou, tendo sido escolhido Feola, vencedor injusto da Copa de 1958, pois único jogo difícil, com a França, foi tomado.

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Da lendária Seleção de 1950, que marcou a estreia do Maracanã, o jogador mais idoso, Noronha, tinha 32 anos na época. Lateral-esquerdo, foi, em técnica, o antecessor do grande Nilton Santos. Tinha também o nome mais longo, sugerindo bom berço, Alfredo Eduardo Mena Barreto de Freitas Noronha, sendo natural do Rio Grande do Sul.

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Treinador da Seleção que perdeu a Copa de 50, Flávio Costa foi candidato a vereador pelo Rio, mas, como era de se esperar, entrou pelo cano, quando, se o Brasil houvesse ganhado, certamente seriam outros quinhentos.

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Na Copa de 1970, última que o Brasil ganhou jogando que prestasse, dois reservas foram desconvocados por João Saldanha, atendendo veredito do médico da Seleção, o quarto-zagueiro Scala, do Internacional, e o centroavante Toninho, do Santos.