Saída brilhante

Num almoço em casa do deputado Flávio Marcílio, na Rua Silva Paulet, o tabelião Cláudio Martins soltou uma grosseria sobre o empresário José Macêdo, que estreada em sociedade, que assim reagiu: Oh, Cláudio, como é bom ouvir você me dizer isso, pois comentam que você só ofende gratuitamente quando admite que a pessoa já faz parte da sua roda, significa então que você me aceitou.

Mensageiro ilustre

Eu me encontrava na posse de Armando Falcão como ministro da Justiça de Ernesto Geisel, quando o governador Plácido Castelo me fez um aceno para que me aproximasse e me transmitiu um abraço que por ele me enviava o general Dilermando Monteiro, que estava acamado em casa, vítima de um escorrego na piscina, ao brincar com o neto, o que impediu que fosse o chefe da Casa Militar do Presidente entrante.

Local bendito

Hotel Regina, localizado no bairro carioca do Flamengo, entrou gloriosamente na minha vida, pois ali morava dr. Paulo e dona Albaniza Sarasate, em cujo quarto bati, para conseguir que apoiasse o meu plano de vir trabalhar em O POVO. Ela mandou que eu voltasse à noite, para ser recebido pelo marido, que imediatamente apoiou minha pretensão, que representou o grande salto em minha carreira, há pouco tempo iniciada.

Merecia ser verdade

As duas principais famílias da sociedade nos anos 20 e 30, partindo do princípio de que a água cearense encarde, mandavam lavar sua roupa na Europa. As trouxas saíam daqui de caminhão e embarcavam por navio em Belém, sendo devolvidas à terrinha três meses depois, limpinhas da silva.

Tais ingleses

Ainda peguei, no início da carreira, receber convite que marcava não apenas a hora do começo do acontecimento como também o final, como era hábito da colônia estrangeira, que estabelecia, por exemplo, “O Sr. e Sra. Fulano de Tal convidam para um coquetel, das sete às nove, no dia 7 de setembro”.

Por conta própria

O Blog Quinta Avenida foi presente de amigo, desejoso de que, após 70 anos de batente, pudesse manobrar um veículo que fosse só meu, com chance de abordar tudo que me desse na cabeça.

Raridade

Este repórter pisou uma vez no tomate, promovendo exposição de joias no Iracema Plaza, que não emplacou, não pretendo culpar ninguém, porém o pintor que produziu era bom, aliás, muito bom, com o pincel na mão.

As cartas não mentem

Primeira carta recebida por este repórter, logo que se iniciou na “Gazeta de Notícias”, era assinada por Maria Tereza de A., pseudônimo utilizado por Jorge Moreira da Rocha, marido de dona Zezé Albano, figura palaciana (estávamos no Governo Paulo Sarasate), que exercia uma função entre Secretário da Casa Civil, posto que ainda não havia, e Chefia de Cerimonial, que também ainda não havia.

Comando de sangue

Até hoje, só houve um caso de dois irmãos dirigindo a Seleção Brasileira em Copa do Mundo, Aymoré Moreira, que foi campeão, e Zezé, que não foi.

Em todas

Este repórter já tantas vezes jubilado ostenta também rico currículo radiofônico, pois trabalhei na Uirapuru, Iracema, Dragão do Mar, Verdes Mares, Calypso, Rádio Clube e agora, fechando a trilha, O POVO-CBN. E quanto à Assunção, não pertenci, todavia participei do programa inaugural, ainda na sede cercana da Imaculada Conceição.

Carinho

O Cine Santos Dumont, explorado pelos jesuítas do Cristo Rei, localizado vizinho à casa onde nasceu o Mino, na Nogueira Acioly, era chamado pelos espectadores de Dioguinho, numa alusão ao maior cinema de então, anos 40 e 50, o Dioguinho, que, após fechado, abrigou repartição da Petrobras.

Na Espanha

“Jantar” é “cena”; agora, a palavra “almoço” é “algoerzo”, porém não se usa, em lugar, se diz “comida” para refeição do meio-dia.

Grandes

Este repórter testemunhou, em um bar paulista, o encontro do pintor Antônio Bandeira com a atriz Ruth de Souza. Eu até participei do papo entre eles.

Eterna

Num desses feriados, tive a chance de rever Bette Davis em “Telefonema de um Estranho”, bela e sempre magistral.

Pingos nos is

Não fui eu quem apresentou Branca de Castro ao dr. Josué, porém foi esse seu amigo da Turma do Líbano quem o levou pela primeira a Orós, numa viagem de seis horas, com motorista guiando e nós dois atrás, enxugando um Dimple 12 anos, que parece nem existir mais.

Chance

Perdi oportunidade irrecuperável de ver Ingrid Bergman no teatro. Estava em Londres, quando minha acompanhante, a jornalista Cláudia, apontou-me um cartaz anunciando praquela noite fenomenal sueca, na peça “Chá e Simpatia”. Preferi, cretinamente, voltar ao Brasil, como estava programado.

Com vizinho

Segundo Petit, um apaixonado de Barcelona, que vindo morar em São Paulo participou de buscada empresa publicitária, a DPZ. Ele proclamou que as melhores anchovas do mundo são as servidas no restô Can Estevet, que era uma antiga adega de vinho a granel, depois virou bar e agora é uma casa refinada na mesma rua do Museu Picasso.

Concha

Maior colher de chá de todos os tempos quem recebeu foi o filme “Casablanca”, pois, pouco antes de ser lançado, as quatro grandes potências se reuniram na cidade marroquina, Churchill, Roosevelt, Stalin e De Gaulle, para decretar o final da Segunda Guerra Mundial.

Águas passadas

No meu tempo do Ideal, anos 50s e começo dos 60s, a limpeza da piscina era empírica, o Libório usando cloro numa garrafa que pendia de sua mão.

Momentos guardados

Inaugurando casa, nos tempos em que ainda se tinha casa de campo em Messejana, Zequinha Bachá deu um almoço, e formávamos numa roda onde começou a baixar tudo que é churrasco e nada de bebida. Mas estava conosco o poeta Otacílio Colares, que proclamou “Bachá, cadê os adjuntos adverbiais de tempo?”, e então anfitrião entendeu e mandou vir uísque.