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Quatro vezes deputado estadual, precursor dos cursinhos de vestibular, professor (de Química), Ésio Pinheiro atingiu o auge de sua carreira quando Virgílio Távora o fez Secretário da Agricultura no epílogo de seu primeiro governo.

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Plácido Castelo era um deputado estadual em precárias condições eleitorais, procurou, então, Edgar Damasceno para tentar o financiamento de um colégio no sertão junto a seus companheiros lojistas, fito completar os sufrágios necessários à sua permanência na Assembleia. Imediatamente, seu amigo acionou Rubens Lima Barros, presidente do CDL, só que, dias depois, Plácido saiu como governador, sob inspiração de Sarasate, fez de Damasceno Presidente do Banco do Estado.

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De Virgílio Távora, respondendo, sem dúvida, ironicamente, se iria chamar um deputado recém-eleito para compor seu secretariado: Olha, ele se esforçou tanto para obter a cadeira, que não me sinto no direito de tirá-lo de lá.

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Ao ser homenageado pela Juventude Pessebista Walter Sá Cavalcante, da qual fiz parte, sediada na Floriano Peixoto, no alto mais ou menos correspondente aos Correios, Dr. Waldemar Alcântara citou o catarinense Nereu Ramos: Dizem que eu sou feio, porém, prefiro achar que tenho a cara que Deus me deu.

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Na primeira vez que se elegeu prefeito de Fortaleza, Acrísio Moreira da Rocha enfrentou seu concunhado, Stênio Gomes, que era deputado federal, o que deve ter deixado ‘Seu’ Pedro Philhomeno numa bananosa, quando os dois disputantes eram seus genros, casados com duas irmãs, Estela e Maria Luíza.

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Eleito pra Câmara Federal quatro vezes, tendo estreado em 1958 e exercendo até 74, Edilson Távora, que era excelente Deputado Federal, foi derrubado por Mauro Benevides, de larga penetração na capital, ao contrário do rival, pouco votado em Fortaleza.

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Época áurea do restaurante do Náutico se verificou no veterado, entre 63 e 66, quando, tirante domingo de noite, vivia cheio, sobretudo de políticos, que só bebiam escocês e, às vezes, pediam até lagosta. O comando era de José Khoury, que não sabia cozinhar, mas punha a turma na linha, mantendo um bom serviço, raro na época.

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Na segunda posse governamental de Virgílio Távora, já no Abolição, que não teve o fulgor da primeira, o Rei da Noite Carioca, Ricardo Amaral, baixou aqui, mister estudar a abertura de seu Hipopotamus em Fortaleza, que acabou não se verificando. Sandra Gentil e Tarcizo Azevedo deram para ele um pequeno jantar, que Virgílio Távora prestigiou com dona Luíza, ao qual estive presente, no alto das Dunas, bem próximo ao Sandra’s.

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A posse de Virgílio Távora no governo, pela primeira vez, data de 1963, teve a emoldurá-la o coquetel que Lurdes e José Moreira, a pedido de Edite Pinheiro Guimarães, que organizara a comitiva carioca, ofereceram na casa-quadra da Avenida Santos Dumont. Um primoroso acontecimento!

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Qualquer historiador que se reportar aos acontecimentos cearenses face levante de 1964 não poderá esquecer o episódio envolvendo Joaquim de Figueiredo Correia, quando foi sondado pelo pequeno grupo militar que queria apear Virgílio Távora da cadeira governamental, da possibilidade dele assumir: “Os senhores estão esquecendo que quem foi eleito governador foi ele, eu sou apenas o vice. Virgílio está chegando logo mais do Rio e lhe passarei o governo imediatamente.”

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Um dos maiores momentos na telinha foi quando levei Tasso e os desaparecidos Beni Veras e Inácio Capelo para o programa que mantinha dominicalmente na Educativa. Tasso, que na época nem sonhava em ser governador, me disse depois que nunca calculou que eu pudesse ter tanta audiência, enfrentando o Fantástico, no Canal Oficial.

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Ao assumir a Reitoria da Universidade Federal, que criara, Martins Filho convidou o general Castelo Branco, que comandava a Região Militar de Recife. Que participou, depois, da recepção que dr. Martins ofereceu na casa da Jaime Benévolo, onde o general lhe chamou reservadamente e pediu que ele aceitasse o dinheiro da passagem

Do peito

Maior amigo de Virgílio Távora na política foi, sem dúvida, Manoel de Castro, que foi seu vice,e concluiu seu segundo mandato de governador, Castro, que representava a zona Jaguaribana, a partir de Morada Nova, foi Constituinte estadual de 1947.

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Antes de associar a José Pessoa na Uirapuru, Aécio de Borba foi comentarista esportivo, transmitindo do Presidente Vargas. Foi campeão do Ibope, na Emissora do Pássaro e, quando Moysés Pimentel o levou para a Dragão do Mar, tornou-se bicampeão da empresa-padrão das pesquisas. E este repórter esteve ao seu lado, tanto na Uirapuru, como na emissora da então Rua do Imperador.

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Três vezes federal, Aécio de Borba foi também, em uma ocasião, estadual, onde pouco atuou, por estar servindo a Virgílio Távora, em seu primeiro governo. Sua primeira eleição foi para vice-prefeito de Cordeiro Neto, que nos deu a Perimetral, que por si só vale por uma administração.

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Moacir de Aguiar poderá ter sido o mais extenso Secretário de Administração do Estado, servindo aos dois Veterados e Adauto Bezerra. Foi um amigo que tive, tendo inclusive participado da missa mandada celebrar por Roberto Martins Rodrigues em um dos meus jubileus, em Santa Filimena.

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De fazer inveja até ao grande Cid Carvalho, minha bagagem radiofônica, se não, vejamos: Uirapuru, Verdes Mares, Iracema, Dragão do Mar, Cidade, Calypso, Rádio Clube e agora, O Povo – CBN.

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A Gazeta de Notícias era um dos três matutinos, quer dizer, circulava logo de manhã, perdendo apenas para o líder, Unitário, e superando O Estado, que era o terceiro. Quando entrei, alguns meses depois, ocorreu um aumento de sua tiragem, mas não a ponto de ultrapassar o órgão associado.

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A Gazeta de meu tempo teve dois períodos áureos, Luiz Campos, ainda sob Olavo Araújo, e na fase Macêdo, Darcy Costa dirigindo. Quanto ao primo Dorian Sampaio, não foi mal, mas não se saiu tão bem.

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Antônio Brasileiro, tio-avô de Lúcio Alcântara, foi o único dos diretores da Gazeta que se manteve renitente, pois não queria que o jornal tivesse coluna social, que ele achava frescura. Daí, Luiz Campos decidiu que o pseudônimo dele seria Brasileiro, ao qual o publicitário Heitor Costa Lima acrescentou Lúcio.