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Virgílio Távora abriu o ano de 1958 como candidato favoritíssimo ao Governo do Estado, não tinha sequer adversário, tudo começou a desmoronar quando, a 14 de janeiro, José Martins Rodrigues, Waldemar de Alcântara e Expedito Machado, pelo PSD, e Carlos Jereissati, Edgar Leite Ferreira e Aldenor Nunes Freire, pelo PTB, tomaram o rumo da Meruoca e convenceram o líder nortista Chico Monte que o então Ministro do Trabalho, seu genro, Parsifal Barroso, tinha enorme possibilidade, como as urnas de outubro amplamente confirmaram.
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Categoria: Apanhado político
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Mais próximos de Tasso Jereissati afiançam que, após quatro governos e duas senatórias, ele não mais se candidatará, pondo assim um ponto final na brilhante carreira, que totaliza 28 anos.
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Dois cavalheiros foram presidentes do Ideal tanto na sociedade Fechada dos 250 como naquela que a antecedeu, Fechadíssima, dos seis.
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Durante toda a década de 40 e começo dos 50s, o Ideal tinha apenas seis sócios-proprietários, João e Antônio Gentil, Meton Gadelha, José Meneleu, Raul Cabral e Fernando Alencar Pinto.
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O primeiro presidente do Ideal tirado de minha geração foi o saudoso Luciano Barreira, devendo se acentuar que foi com ele no comando que passei meu último Réveillon no clube, ocupando o bar refrigerado, onde inclusive instalei um bifê, com perus, mamutes e sopas, para os convidados da grande mesa que formei.
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Muito bem eleito senador na Redemocratização em 46, Olavo Oliveira perdeu os pleitos seguintes que disputou, em 54, quando quis fazer o filho Raimundo Ivan vice, e em 58, quando o colocou em sua suplência, o Canto de Cisne se deu em 62, quando praticamente não disputou, encerrando a carreira.
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Quando comecei minha coluna, em 1955, o Ideal tinha dois presidentes, Manoel Porto, na Sociedade Civil, que englobava a comunidade de sócios contribuintes, e José Moreira, na Sociedade Anônima, que cobria apenas os 250 proprietários.
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Eleições senatoriais no Ceará deram mandato de três anos para Fernandes Távora, em 47, e outro de quatro, para Menezes Pimentel, em 66.
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Transferência do controle do Banco Frota para o Comércio e Indústria de São Paulo ocasionou fato inédito em qualquer parte do mundo. Os vendedores, João e Antônio Gentil, ficaram sem ter onde morar. O primeiro foi empregado pelo empresário Audízio Pinheiro, em Nova Iguaçu, no Estado do Rio, e o segundo ocupou casa cedida pela filha Helena Jereissati, na Silva Paulet.
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O palacete de José Gentil jamais hospedou Presidente da República. Quem o fez foi seu filho João, que morava na mesma Avenida João Pessoa. Quem se hospedou na Reitoria foi primeiro-ministro Tancredo Neves, ensejando que o chefe de gabinete, Carlos D’Alge, e eu fôssemos à loja A Cearense, abastecer a acomodação de lençóis, toalhas, cobertas e fronhas.
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Jamais concordei que a Revolução de 64 tentasse convencer a população de que João Goulart era corrupto, coisa que nunca foi, até mesmo porque já era riquíssimo. O que o Presidente demonstrou foi a incompetência, e quase põe o país à deriva.
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Não tinha ainda o título e não votei em Jânio, porém torci por ele e chorei sua renúncia no bar da saída do túnel de Copacabana.
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Almoçando com Adauto Bezerra em Santa Cruz, achei de inquirir sobre a desistência da candidatura ao Senado em 78. Explicou que não quis concorrer por não acreditar na sinceridade do apoio do coronel Virgílio. Em se tratando de um gentleman, preferi não retrucar, embora não acreditasse nessa proposição, da qual eu não achava VT capaz, pois, para mim, seu comportamento na questão de lealdade era irretocável. Continuei (e continuo) achando que alguém infernizou a cabeça de Adauto.
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Eu estava no Rio, quando, saindo de madrugada da Boate Sacha’s, fui informado pelo maitre Luiz de que Virgílio tinha perdido a eleição de Governador para Parsifal. Regressando a Fortaleza, fui logo visitá-lo, em casa que alugara na Barbosa de Freitas, e como dona Luíza queria uma pizza, fomos os três para o Líbano da Tibúrcio Cavalcante, que tinha. Na hora da conta, VT puxou da carteira uma cédula de mil, provocando a tirada de José Jereissati, irmão do Carlos, que sentara conosco: “Major, ainda sobraram dessas, eu pensei que só tivessem ficado de duzentos”, ao que VT imediatamente repicou: “Ainda sobraram algumas papinhas amarelas, para manter o apetite da madame.”
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Acrísio Moreira da Rocha, prefeito de Fortaleza entre 47 e 50, se lançou novamente em 54, por seu pequeno partido, o PR. Para que ele apoiasse o candidato ao Governo, Paulo Sarasate, a UDN propôs apoiá-lo para a Prefeitura, porém Acrísio não aceitou, sugerindo que o partido lançasse seu próprio candidato. Foi uma jogada das mais inteligentes, pois sabia que o partido, bastante conservador, não o sufragaria, o populismo. Foi então que a UDN lançou Raimundo Girão, que obteve quinze mil votos, a maioria saída do acervo do excelente candidato do PSD, Ari de Sá Cavalcante. Com essa manobra, Acrísio foi eleito.
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Não tinha chegado nem à metade do Governo, quando Parsifal Barroso rompeu com Carlos Jereissati, por motivos até hoje não totalmente esclarecidos. Observadores daquela época opinam que foi uma má jogada de Parsifal.
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Não tinha chegado nem à metade do Governo, quando Parsifal Barroso rompeu com Carlos Jereissati, por motivos até hoje não totalmente esclarecidos. Observadores daquela época opinam que foi uma má jogada de Parsifal.
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José Martins Rodrigues e Carlos Jereissati formaram na comitiva PSD-PTB que foi a Meruoca comunicar a Chico Monte que os dois partidos estavam dispostos a lançar seu genro Parsifal para o Governo do Estado. E voltaram com o assentimento do chefe nortista que tinha um compromisso de apoiar Virgílio Távora, ficando com a vice. Depois, justificou que genro único é como filho.
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Nascido em 1917, Carlos Jereissati tinha apenas 37 anos quando foi eleito deputado federal, que bisou em 58, sendo em 62 brindado pelo eleitorado cearense com a cadeira de senador, que foi a Brasília assumir, porém não exerceu, tendo os colegas o homenageado com a segunda Secretaria da Mesa. Carlos tinha apenas 45 quando partiu.
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Sim, é Verdade, dois governadores saintes lideraram votação para deputado federal, Virgílio Távora, em 66, e Adauto Bezerra, em 78.
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