Apanhado político
As Classes Produtoras pretenderam fazer um Governador certa vez. Foi na eleição de 1950, quando o empresário Fausto Cabral, titular da firma Conrado Cabral, se movimentou, ele era genro do Presidente do PSD, Antônio Gentil, porém o partido preferiu lançar o deputado federal Raul Barbosa, que bateu o udenista Edgar Arruda.
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O general Castelo Branco tinha um capricho, só em parte concretizado, que o Governador e o Vice de seu Estado natal fossem civis. Plácido já havia sido escolhido, e surgiu o líder empresarial José Raimundo Gondim para seu companheiro, porém PSD, via Waldemar Alcântara, vetou alegando suas ligações com Virgílio Távora.
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O PSD (Partido Social Democrático) lançou o banqueiro Antônio Gentil para Prefeito de Fortaleza em 1950. A UDN veio de Paulo Cabral, radialista. Baseando a campanha no lema “O Tostão contra o Milhão”, Paulo ganhou e foi bom prefeito.
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Virgílio Távora teve uma derrota na ilustrada carreira, perdeu para Parsifal, na disputa de Governador. Agora, o professor partiu invicto, faturando todas que disputou, deputado estadual, federal, senador e governador, tendo retornado à Câmara, em final de carreira, pra mais dois mandatos.
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Quando a linha dura militar pretendeu derrubar Virgílio Távora, logo após a Revolução de 64, o vice-governador Figueiredo Correia foi procurado para assumir na eventualidade, e sua resposta foi: Os senhores estão esquecidos que eu fui eleito vice, e não governador, entrei com ele e sairei com ele. Figueiredo foi um dos políticos mais sérios que o Ceará ostentou.
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Creio que pouca gente sabe que o Ceará deu uma Senatória de três anos. Aconteceu em 1947, quando foi criada a terceira cadeira, tendo sido eleito Manoel do Nascimento Fernandes Távora, pai de VT, que em 1950 disputou a reeleição, porém perdeu, voltando em 54 e encerrando a carreira em princípios de 1963, com o filho governador.
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Tendo largado mandato de deputado federal pra vir ajudar o irmão eleito pela Assembleia, Humberto Bezerra foi rotulado, pelo caderno, de Secretário de Assuntos Municipais. Muito pouco, para o expressivo papel exercido. Bem mais adequado, e a ideia foi minha, chamá-lo de Co-Governador.
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Ninguém parece se lembrar mais dela, mas, na minha opinião, dona Marieta Cals, mulher do grande governador César, foi uma excelente Primeira-Dama, não interferindo, porém sempre disposta a cooperar com seu marido. E era também uma pessoa que só despertava simpatia.
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Adahil Barreto foi um dos políticos mais sérios que o Ceará já possuiu. A Revolução nunca explicou devidamente porque o cassou, já que homem honesto, cujo único pecado, se era pecado, teria sido formar na Frente Parlamentar Nacionalista. Quando venceu seu prazo de dez anos, Adahil tentou uma difícil volta, candidatando-se a deputado federal, porém morreu, talvez evitando uma decepção.
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O general Ênio Garcia, quando eclodiu a Revolução de 64, comandava a Divisão Blindada do Exército, a mais forte Unidade, pois armada pela poderosa OTAN. Consta que, na noite de 31 de março, telefonou várias vezes ao ex-presidente Juscelino para sustar o movimento que partia de Minas. Juscelino ordenou que ele não se metesse, e a explicação mais viável é que queria Jango fora, pois sabia que não contaria mais com o apoio do PTB à sua pretensão de voltar à Presidência.
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Logo após a Revolução de 64, Castello Branco promoveu eleições para governadores, incluindo Rio e Minas, que elegeram juscelinistas Negrão de Lima e Israel Pinheiro. A linha dura, vertente mais à direita do Regime Militar, botou o dedo no suspiro, vetando a posse. O Ministro da Justiça era o liberal Milton Campos, que, saindo de uma reunião com o Presidente, foi cercado pelos jornalistas: Como é, os homens vão tomar posse? A sabedoria mineira se fez presente na resposta: Acabam tomando. E tomaram.
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O general Assis Brasil, Chefe da Casa Militar de Jango, acompanhou Presidente deposto ao Uruguai, onde pernoitaram, em dia 2 de abril, em fazenda que Goulart possuía, situada metade no Brasil e metade fora. Sobre o que tinham conversado durante a noite, Assis Brasil respondeu que nada, o Presidente era um excelente cozinheiro, e preparou a melhor tripa à paulista que ele já comera.
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Quando Carlos Jereissati lançou Parsifal Barroso para enfrentar Virgílio Távora ao Governo do Estado, o PSD, que imediatamente apoiou, apresentou uma lista de cinco nomes para a escolha do vice. Quando aconteceu, não tinha havido ainda a grande seca de 58, e a candidatura de Parsifal era considerada malograda. Parsifal escolheu Wilson Gonçalves, cuja reeleição a deputado estadual era duvidosa, explicando: Pelo menos, esse não é analfabeto, e vou ter com quem conversar, após os comícios no sertão.
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Dr. Waldemar de Alcântara, depois de Fausto Cabral, foi o suplente de senador mais favorecido, pois partida de Sarasate lhe ensejou seis anos de mandato. Tive chance de, em regozijo, lhe oferecer um jantar black-tie na Torre do Iracema, que contou com a presença de seu amigo maior, o imobiliário José Carneiro.
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Acrísio foi o único dos políticos cearenses realmente populista, eleito duas vezes prefeito. Da primeira, entre 47 e 50, teria deixado como legado bastante calçamento nos subúrbios, quando voltou ao Palácio Iracema, não se conhecem suas realizações.
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O Brasil não tem, a partir de hoje, apenas um novo Presidente. Quem, por obra divina, assumiu o poder foi a última esperança.
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Parsifal Barroso não foi um bom governador, até mesmo porque lhe faltava vocação administrativa. Todavia, foi o mais valente de todos, rompendo, primeiro, com Carlos Jereissati, logo no começo do governo, e, do meio pro fim, demitindo os dois secretários de José Martins Rodrigues, Paes e Figueiredo Correia, e aquele que representava o senador Pimentel, general Góis, todos do PSD, o partido mais forte que o apoiava.
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Não deu pra entender a posição muitas vezes assumida pelo O Globo, no último pleito, pois, se em 1964, em vez dos brasileiros fardados, o outro lado tivesse ganhado, correria uma lista de vips que iriam para o paredão, quer dizer, fuzilamento, encabeçada por nada mais, nada menos que o dr. Roberto Marinho, assim, o que se esperava era que seus descendentes formassem com o Bolsonaro.
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Liberdade é história pra intelectual. O que o povo quer mesmo é comida na panela, daí saber do valor do empresário, que enseja seu café-almoço-jantar. E, muitos deles, até a merenda.
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Camilo Santana deve ter cuidado maior na próxima promulgação da Medalha da Abolição. Isso porque não foi feliz na primeira edição, extrapolando no número, concedendo cinco ou seis, quando a maior condecoração do Estado deve contemplar apenas um ou, no máximo, dois. Como procedeu, Camilo deixou de seguir antecessores exemplares nesse mister, tais, para citar apenas os vivos, Adauto Bezerra, Tasso Jereissati, Lúcio Alcântara e os irmãos Ferreira Gomes, impecáveis em manter a dignidade da concessão.
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