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Com Elba, onguista Sorriso Colgate, e Dr. Valter, cuja clínica batizei de Justa Visão. Na Barraca Waikiki, que Semace impiedosamente, como é do seu feitio, acabou, o craque Jairzinho, com seu maior amigo, Givaldo Sisnando, e fotógrafo da coluna, Evando Pereira. [Leia mais]

Palpite alheio

Para tropeçar, bastam os pés, pois a miserável pedra do tropeço cada um carrega dentro de si. (Heinrich Von Kleist)

Momentos são

Quando em agosto de 1961, poucos dias antes da desastrada renúncia de Jânio Quadros, procurei dona Albanisa Sarasate no Hotel Regina, do Rio, e lhe passei meu desejo de trabalhar em O POVO. Quando ela marcou para eu voltar às seis horas daquele mesmo dia, “para falar com o Paulo”, eu parti com a certeza de que já estava empregado. E não deu outra.

Jamais te esquecerei

Eu ainda morava em Fortaleza, quando um portador baixou na Caio Cid e me entregou um óleo do Di Cavalcanti, que eu jamais sonhava possuir.

Fundo

Faz tempo, houve uma pesquisa no politizado Estado de Minas Gerais, que resultou em rejeição ao Congresso, que recebeu apenas dois por cento de aceitação, enquanto as Forças Armadas beiraram os 80. Quer dizer, o povo sabe quem realmente ama este país.

Apanhado

Não é correto se dizer que Virgílio Távora foi ministro do João Goulart. Jango era o presidente, mas o regime era Parlamentarista, e o primeiro-ministro, Tancredo Neves. Então, VT foi assessor do mineiro, não do gaúcho.

amais te esquecerei

Bar do Copacabana Palace, aonde ia todas as tardes, para encontrar a turma do Bety (Holandino Rocha, repórter de O Cruzeiro, tio do ministro César Asfor), onde predominava outro cearense, o Sérgio Petezoni, neto do abolicionista Alfredo Salgado. Cada um que saía deixava o dinheiro do que tinha consumido debaixo do copo. Eu quase sempre ficava por último e então pedia a conta. Nunca faltou um tostão.

Momentos são

Quando na Copa da Espanha, aquela que o Brasil merecia ganhar e perdeu, e foi a última vez que a Seleção jogou futebol ao pleno, tomei um buque da Transmediterrânea e fui conhecer Ibiza, onde, na barraca Waikiki, na Playa Den Bossa, o Tony Ripoll me introduziu ao topless, que não havia ainda no Ceará e muito pouco no Brasil.

Viagens que ficaram

A mais inesquecível das minhas rodagens pelo mundo foi a baixada na China, e lá já se vão 40 anos, quando o país vermelho ainda era um mistério. Fiz parte de um grupo de jornalistas, três do Sul, Rio Grande, Santa Catarina e Paraná, três de São Paulo e três do Nordeste, Bahia, Pernambuco e eu pelo Ceará. Éramos convidados da Japan Air Lines e, quando desembarcamos em Pequim, fazia frio e sol e nevava, e quase chorei, me perguntando como é que um beradeiro da Aurora podia estar na terra do grande presidente Mao.