Apanhado
Quando Joseoly Moreira, a mando do Edilmo Cunha, que é o presidente do Conselho da Escola Unidos do Natal, anunciou ao microfone o nome do Beto Studart, laureado deste ano do Troféu Dr. Pompeu Vasconcelos. Os aplausos foram unânimes, demonstrando o que já se sabia, que é bem alto o ibope do grande empresário.
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Categoria: Apanhado político
Apanhado
No I Veterado, houve um revezamento no escalão secretarial: José Lins, que começou em Planejamento, terminou em Obras e Viação, enquanto Aécio de Borba iniciou em Viação e depois assumiu Planejamento.
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Apanhado
Meu pessoal amigo Vicente Augusto foi o secretário que menos durou no I Veterado, nomeado para a Pasta de Assuntos Administrativos, pediu para sair quando foi informado de que o orçamento não passaria por ele, e sim pela Secretaria de Administração de Moacir de Aguiar.
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Apanhado
Chagas Vasconcelos não aceitou formar no secretariado de VT, ocupando a Pasta do Trabalho, que mais tarde daria vez ao deputado Abelardo Costa Lima, eleito na chapa do seu partido, o PTN de Parsifal, enquanto Castelo de Castro, que anos depois seria vice de Tasso, assumiu a referida Secretaria.
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Apanhado
Para ocupar a Secretaria do Trabalho, criada a seu pedido pelo Governo anterior, Virgílio Távora cogitou, inicialmente, o deputado Chagas Vasconcelos, eleito estadual na chapa do PTN, partido de Parsifal, porém, dona Olga achou pouca ― e realmente era ― a cota do marido. Decorre, então, que primeira-dama sainte não compareceu ao banquete de posse, que Parsifal, como anfitrião, presidiu.
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Apanhado
Virgílio Távora, ao assumir o Governo pela primeira vez, instituiu a Secretaria de Relações Públicas, trazendo do Rio o jornalista Nertan Macêdo para ocupá-la. Porém, durou apenas um tempo, sendo extinta e cedendo lugar à Chefia de Imprensa, que continuou tendo o comando de Nertan.
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Apanhado
Um jornalista perguntou ao coronel Virgílio Távora, na época, deputado: “O senhor confia na fidelidade dos irmãos Bezerra?” Resposta de VT: “Considero sua pergunta um desaforo”.
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Apanhado
Soneto de Otacílio Colares, ocupando parede norte do resto Belo Azul na entrada cumbucana que corresponde ao único posto de gasolina das redondezas:
Amigos valham os bons, poucos que sejam
que nisso pouco importa a quantidade,
pois quase sempre é de infidelidade
o tom daqueles que demais cortejam.
Amigos versos fácil não bafejam,
pois sabem que o que conta é qualidade,
em n’alma infundem só sinceridade
quando de alguém a face acaso beijam
Amigos quer-se-os como os vinhos raros
– sutis no odor, no paladar, discretos,
quanto mais simples, tanto mais amados
E de assim serem poucos, são tão caros
que quais doces pecados, e secretos,
são no íntimo do peito conservados.
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Apanhado
Fazendo jus ao grande governador que havia sido, Virgílio Távora teria, em Aurora, de 30 a 50 votos, pois o forte do eleitorado tinha acertado sufragar Humberto Bezerra. Com a minha baixada no torrão, à véspera do pleito, consegui, via primo Zequinha Quezado, que ele obtivesse em torno de 100, como era seu desejo.
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Apanhado
Além do pai, Walter, e os irmãos Alessandro, Germano e Delano Belchior, que formam a Diretoria da Amigos em Ação, existe um Conselho Civil, formado por Alexandre Sales, André Nunes, André Pires, Elmano Cambraia, Antônio de Albuquerque Souza Filho, Antônio Eduardo Diogo Filho, Antônio Ermírio de Moraes Neto, Antônio Rodrigues Silva Júnior, Átila Calvet, Cássio Barros, Claver Mota Aragão, Eduardo Gomes, Fernando Castelo, Germano Bessa, Germano Botelho Belchior, Gladson Wesley, Jardson Cruz, João Pedro Pinheiro, José Cláudio Carneiro, José Egito Frota, José Valdo Silva, Lavanery Wanderley, Leandro Vasques, Luiz Eduardo Figueiredo, Luiz Marques, Maurício Moreira, Paulo Ayrton Araújo, Paulo Régis Teixeira, Pedro Jorge Medeiros, Pedro Sisnando, Raul Eduardo Fontenele Filho, Roberto Rocha Araújo, Roberto Victor Ribeiro, Rodrigo Barroso, Seridião Montenegro, Urbano Costa Lima, Venâncio Araújo, Victor Frota Pinto.
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Apanhado
Após deixar o Governo, em 1966, Virgílio alugou uma casa na Rua João cordeiro, próximo ao hotel onde eu morava, Iracema Plaza. Na véspera do pleito, passei por lá, para abraçá-lo e desejar sorte, e logo me arrependi, pois eleme escalou para ir à Aurora buscar cem votos. Eu quis fugir e lhe fiz ver que, por ordem dele, os Quezado de lá iam votar no coronel Humberto. Por sua vez, VT retrucou que o colégio tinha sido realmente destinado a Humberto, porém, ele desejava ter alguma coisa mais expressiva. Cumpri as ordens, e, quando o avião baixou, lá estava o primo Zequinha, que distribuiu as chapas que eu levava com os cães de fila, pessoas que lhe obedeciam cegamente. E, assim, ensejei a Virgílio o que ele queria.
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Apanhado
Carlos Jereissati teve duas vitórias folgadas para deputado federal (1954 e 1958) e uma apertada para senador, quando bateu por apenas seis mil votos o candidato do governador Parsifal, Tancredo Haley.
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Apanhado
Confra dezembrina 2025 foi extra-força-total, pois bateu todos os recordes. Na ocasião, foi entregue ao empresário Beto Studart condecoração da entidade, que recebeu o título de Dr. Pompeu Vasconcelos. Designado por Edilmo Cunha para saudar o homenageado, resumi o muito que tinha a dizer com essas palavras: Beto é um grande exemplo. Aliás, os recebedores anteriores, médicos Salvio Pinto e Lúcio Alcântara, estavam presentes no Ugarte, na brilhantíssima tarde.
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Apanhado
Já eleito governador, Virgílio Távora, a primeira vez que foi ao Rio, visitou Carlos Jereissati, que tinha sido feito senador, e face ao segundo infarto, estava de cama no isolamento que VT furou. Carlos recebeu o amigo com estas palavras: ― Virgílio, você quase acaba comigo! Ensejando VT se sair desta maneira: ― Bobagem, Calila (era o apelido íntimo de Jereissati)! Tu querias ser senador, e eu queria ser governador e sou.
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Apanhado
O jornalista Dario Macêdo perguntou a Virgílio Távora se ele não tinha medo de levar um tiro de determinado desafeto político. Resposta de VT: Medo, não digo, não tenho medo de nada, receio.
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Apanhado
(A PESSOA EM SÍNTESE)
Roberto preocupou-se em elevar a autoestima de seus moradores. Evocando, para tanto, elementos simbólicos: as maracanãs coloridas que enfeitam as armas do conglomerado habitacional, a tradição indígena dos pitaguaris, a beleza das palmas esguias das carnaúbas da Fazenda Raposa, sendo restaurada, berço de precursora tentativa de pesquisa agrícola.
Ele se fez reconhecido e admirado pela população por ter cuidado não só do físico, mas sobretudo das almas, mediante gestos coletivos e individuais inscritos nos corações de toda gente.
(Lúcio Alcântara sobre Roberto Pessoa, final.)
Falta o segundo tópico.
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(A SÍNTESE EM PESSOA)
Roberto Pessoa, no ápice de sua carreira política, com um currículo de bem-sucedidos mandatos no Legislativo e no Executivo, prefeito pela quarta vez de Maracanaú, um pequeno burgo emancipado de Maranguape, recebeu, na última eleição, polpudo reconhecimento popular.
Da modesta urbe, por suas mãos operosas, surgiu uma cidade pujante, cortada de avenidas modernas e equipamentos urbanos de qualidade.
A realização de grandes festas vinculadas à cultura popular, tal o São João, inscreveu o município no calendário de eventos de porte nacional.
Não bastasse a reconhecida melhoria dos serviços públicos e a expansão da assistência social, que tornaram Maracanaú uma cidade muito agradável de se viver.
Falta o segundo tópico.
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Apanhado
(A SÍNTESE EM PESSOA)
Para conviver bem com os dois papéis, de empresário e político, Roberto demarcou os limites para impedir que o conúbio dos dois viesse a comprometer um deles, ou mesmo a dupla.
Numa atitude rara na categoria de político-empresário, atuou durante anos na oposição a governos, espaço adequado para exercer seu espírito crítico, algo impulsivo, ao preencher o vácuo existente pelos interesses dos ditos homens públicos em ocupá-lo.
Dotado de grande sensibilidade, não hesitou em empenhar-se a fundo, destemido, na defesa de projetos polêmicos, tais a construção do Açude Castanhão e a transposição das águas do Rio São Francisco, lutas que findaram vitoriosas. Assim, afirmando-se como uma nascente liderança dos partidos nos quais atuou, chegando a presidir.
Falta o segundo tópico.
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Apanhado
Conheço Roberto Pessoa há muito tempo. Nossa relação, no entanto, tornou-se mais intensa há cerca de 20 anos. Falamo-nos com grande frequência, presencialmente ou por telefone, numa ligação que se tornou familiar.
Roberto reúne em si dois personagens, o empresário e o político, atividades que não são fáceis de conciliar. A história reúne exemplos de bons políticos que foram maus empresários e vice-versa, maus políticos que foram bons empresários. O sucesso em uma ilude quem pensa poder reproduzi-lo na outra.
Foi primeiro empresário, certamente inspirado em Narciso, seu pai, reputado comerciante, pecuarista e dirigente de entidades de classe, posições a que ascendeu por seu reconhecido espírito agregador e capacidade de liderança. Atributos que asseguraram a Roberto êxito em ambas as atividades.
A partir de uma modesta venda de frangos e ovos, construiu portentosa empresa de avicultura, que, a partir do Ceará, implantou-se no Norte e no Centro-Oeste do País, impulsionada por constante atualização tecnológica, hoje gerida com auxílio de familiares.
Pragmático, ousado, generoso, combativo, conciliador, quando necessário, alcançou, a essa altura da vida, a consagração dos vencedores. As inevitáveis turbulências, superou com corajosa obstinação, pavimentando o caminho de êxito, que desfruta com a mesma paixão e vigor do início da longa caminhada.
Falta o segundo tópico.
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Apanhado
Mendes de Moraes foi o prefeito que construiu o Maracanã. Porém, não esperou pelo jogo final para colocar seu busto no pedestal. O resultado é que, após a derrota, torcedores enfurecidos arrancaram a estátua e a jogaram no poço enlameado, que em pouco tempo a destruiu.
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